Alertas

Plásticos usados na traseira do frigorífico podem acelerar um incêndio

Há frigoríficos revestidos com plásticos que não estão devidamente protegidos contra a propagação de incêndios. O metal e o laminado de alumínio são boas alternativas, pelo que é urgente os fabricantes passarem a produzir os frigoríficos com estes materiais.

06 abril 2018
frigorifico

iStock

A Which?, associação de consumidores do Reino Unido, testou a segurança dos plásticos usados na parte traseira de 90 frigoríficos de vários tipos. Encontrou bastantes modelos com plásticos em que os retardantes de chama não atuam com a rapidez desejada. Nenhum dos modelos testados e chumbados por aquela organização está à venda em Portugal. Para averiguar se no nosso país se passa o mesmo, pedimos aos fabricantes para nos informarem sobre os materiais usados na sua atual produção e aguardamos as respostas.

Apesar de o risco de incêndio ser baixo e da lei o permitir, à semelhança da Which?, não recomendamos que a parte traseira dos novos frigoríficos seja construída apenas em plástico. Sabemos que os fabricantes têm planos para substituir o plástico por outros materiais, mas consideramos urgente apressar esta mudança. Queremos que a produção daqui para a frente se foque no metal ou no laminado de alumínio. O nosso objetivo é promover as boas práticas no mercado e evitar acidentes, incentivando os fabricantes a porem de lado o plástico. Alguns já se mostraram interessados em substituir o plástico.

Regularmente avaliamos a segurança dos produtos à venda em Portugal. Sempre que encontramos modelos que chumbam neste aspeto publicamos a informação na nossa página Produtos Perigosos.

O teste da Which?

Todos os frigoríficos testados pela Which? tinham passado nos testes de segurança obrigatórios por lei. Estes avaliam a resistência ao fogo destes eletrodomésticos pondo em contacto uma amostra da parte traseira do frigorífico com um fio incandescente.

Ao realizar os seus testes, a Which? descobriu que nenhuma amostra de plástico conseguiu resistir a uma chama por mais de 30 segundos. Isso significa que o isolamento usado nestes aparelhos não vai resistir em caso de incêndio. As amostras de laminado de alumínio e metal resistiram ao teste mais rigoroso. Mesmo aquelas com apenas 1 mm de espessura resistiram a uma chama durante 5 minutos.

Perante isto, a legislação europeia que estabelece o protocolo dos testes a realizar mostra-se inadequada. Os especialistas do setor já reconheceram a necessidade de reforçar os padrões de segurança, mas a sua revisão está agendada até 2020.

Esse atraso pode levar à colocação no mercado de muitos outros produtos com este tipo de material. Exigimos que a legislação seja revista prontamente e que padrões mais rígidos sejam adotados .

 

Dicas para minimizar o risco de incêndio

Se tem um frigorífico revestido com plástico na parte detrás, saiba que o risco de incêndio é baixo e que há aspetos que o minimizam ainda mais.

  • Consulte o manual para garantir que a distância recomendada entre o aparelho de refrigeração e a parede e as laterais está correta. Deste modo, garante o fluxo de ar necessário e o correto funcionamento do aparelho.
  • Certifique-se de que as aberturas de ventilação estão limpas e não se encontram bloqueadas e que a área ao redor do aparelho está limpa.
  • Ligue o aparelho diretamente à tomada.