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Torradeiras: evite três modelos perigosos

Testámos 22 torradeiras, eliminámos três modelos por atingirem temperaturas excessivas na zona frontal e exigimos às autoridades que as retirem das lojas.

26 março 2018
Torradeiras: evite três modelos perigosos

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Em julho do ano passado, a Comissão Europeia revogou a possibilidade de as torradeiras atingirem na superfície metálica exterior uma temperatura até ao dobro do limite legal, de 45ºC, se ostentassem um aviso. A razão estava do nosso lado quando, teste após teste, decidimos ir além da permissividade da lei e chumbámos todos os equipamentos suscetíveis de provocar queimaduras aos utilizadores, tal como fizemos, por exemplo, no caso dos micro-ondas. Não basta cumprir a lei ou exibir a marcação CE: rejeitamos argumentos legalistas quando, em causa, está a segurança dos cidadãos.

Testámos 22 modelos e, se no passado as torradeiras Becken BT-2610 2E e BT-2611 1E e Electronia KT-3250 seriam eliminadas de acordo com os nossos critérios exigentes, desta vez, são-no em função da norma de segurança elétrica. E, se no passado denunciámos à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e à Direção-Geral do Consumidor (DGC) todos os modelos que considerámos perigosos, para que fossem retirados do mercado e assinalados no sistema europeu de alertas rápidos — o RAPEX —, desta vez, fazemo-lo com o enquadramento da lei.

A zona frontal da Becken BT-2610 2E atingiu um aumento de temperatura de 57ºC. Repetimos o teste com outra amostra e recolhemos um valor ainda mais elevado:63ºC. Já no caso da Becken BT-2611 1E, a primeira amostra atingiu um aumento de temperatura de 57ºC e a segunda de 59ºC. Seguindo a mesma metodologia para a Electronia KT-3250, medimos 54ºC no primeiro caso e 57ºC no segundo.

Em síntese, uma das amostras da Becken BT-2610 2E registou um aumento de temperatura de quase 20ºC face ao permitido por lei. Como todos os aparelhos ultrapassaram o limite dos 45ºC, o máximo admissível para material metálico, exigimos que sejam retirados do mercado.

Quem tiver comprado uma destas torradeiras há menos de dois anos pode invocar a lei das garantias para ser reembolsado do valor pago. Mas o direito não é automático: se a loja recusar, o consumidor tem de recorrer a um centro de arbitragem, Julgado de Paz ou mesmo tribunal.

 

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