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Jarros elétricos: os mais baratos a ferver água

20 abril 2016
jarros eletricos

20 abril 2016

Nem fogão, nem micro-ondas. A melhor solução para ferver água é mesmo o jarro elétrico. Pode poupar mais de 10 euros por ano.

São precisos menos de 3 minutos para ferver mais de 1,5 litros de água num jarro elétrico. E é precisamente por ser tão rápido a cumprir a sua função que o jarro consegue tornar-se no eletrodoméstico mais eficiente para este fim. Se ferver todos os dias 1 litro de água num jarro, gasta € 7,23 ao final de um ano. Mas se o fizer num fogão a gás, já gastará € 10,44 no final do mesmo período.

A eficiência do jarro é também conseguida na comparação com fogões elétricos. Com placa de indução, ferver 1 litro de água todos os dias custa anualmente € 8,80. E fazê-lo numa placa de vitrocerâmica obriga a gastar € 11,59 ao final de um ano.

O pior desempenho é mesmo conseguido pelo micro-ondas. As contas revelam que o custo anual de ferver água diariamente neste eletrodoméstico ascende a € 17,61.

Tem jarros perigosos em casa?
O nosso teste a 16 jarros elétricos avaliou o consumo e a ergonomia dos diferentes aparelhos, mas foi em matéria de segurança que esbarrámos em quatro modelos perigosos. Os jarros Electronia OP 1117, exclusivo da Rádio Popular, o Moulinex BY105810, o Selecline 857022, vendido apenas na Box do Jumbo, e ainda o Taurus Aroa Ver II não cumprem as normas europeias de segurança elétrica, que obrigam este tipo de aparelhos a dispor de vários níveis de proteção.

Para confirmar este dado, simulámos uma falha no limitador térmico de segurança dos jarros, impedindo-os de desligar automaticamente quando a água atinge a temperatura final, entrando em sobreaquecimento. Todos os modelos devem dispor de um sistema de segurança tipo fusível que desligue o jarro nestas situações, evitando que arda ou entre em curto-circuito. Mas estes quatro aparelhos não têm, desobedecendo às exigências internacionais.

Já denunciámos este facto aos fabricantes em causa e à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Se tem um destes modelos em casa e o aparelho ainda está abrangido pela garantia legal de dois anos, pode devolvê-lo na loja onde o adquiriu e ser reembolsado da quantia paga.