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Fornos encastráveis: 13 testados, 3 perigosos

04 novembro 2015 Arquivado
fornos encastráveis

04 novembro 2015 Arquivado

Testámos 13 fornos elétricos encastráveis e reprovámos 3 modelos na segurança térmica. O nosso comparador ajuda a escolher e a poupar 100 euros.

Com o aproximar do Natal, muitos já remexem o baú em busca das receitas para deliciar a família. Criações ou réplicas perfeitas, a meta é obter o prato perfeito. As lojas exibem uma grande variedade de fornos. Para indicar com rigor os equipamentos que merecem o investimento, testámos alguns dos fornos elétricos encastráveis mais vendidos.

Simples, combinado ou com grill, o micro-ondas é uma solução mais acessível. Caso sirva na perfeição, o nosso teste a micro-ondas ajuda. Se precisa mesmo de um forno novo, revelamos 10 boas escolhas. Frango, torradas, queques e pão-de-ló: os resultados foram muito satisfatórios. Se preferir o Balay 3HB404XM, em vez do Teka HL 840, poupa 100 euros. Mas o preço também difere de loja para loja. Encontrámos o Teka HL 840 entre € 329 e € 553,50, uma diferença de mais de 200 euros.

Contudo, dos 13 fornos examinados, 3 chumbaram na segurança térmica.

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Nalguns critérios, revelam uma qualidade inferior ou idêntica à dos restantes modelos. Mas a situação mais grave é a reprovação na segurança. Nos exemplares perigosos da Zanussi, medimos 85ºC na porta de vidro, quando estamos a cozinhar a 200ºC. Já no Beko OIE22101X, na função grill, em média, medimos 96ºC nas superfícies exteriores, muito acima do valor admissível. Siga o nosso comparador para riscá-los da lista e evitar queimaduras enquanto prepara o assado preferido. O perigo agrava-se nas portas que podem ser instaladas a alturas acessíveis às crianças.

Modelos perigosos fora das lojas
Para acabar de vez com as lacunas na regulamentação e os fornos perigosos, a DECO já comunicou os resultados aos fabricantes através de carta. Exigiu à Direção-Geral do Consumidor a revisão da norma de 2014, que regulamenta os aparelhos. Austrália, Bélgica, Dinamarca e Nova Zelândia têm limites mais apertados. Os portugueses não podem estar menos protegidos se os riscos de queimaduras são os mesmos. Enquanto o limite da temperatura exterior da porta em vidro na Bélgica, instalado junto ao chão, é de 66ºC, para Portugal é de 80ºC, uma diferença de 14ºC. Nos botões é mais grave: a diferença atinge 20ºC.