Como testamos

Fornos: como testamos

19 novembro 2021
Avaliação da coloração de uma fornada de queques, prova destinada a aferir a capacidade de distribuir o calor uniformemente

Rigor e estabilidade da temperatura, área efetiva do grill, distribuição do calor, consumo, facilidade de utilização, ruído e segurança são os critérios que analisamos. Veja o nosso programa de testes a fornos.

De limpeza pirolítica ou manual, não importa: todos os fornos são submetidos ao mesmo programa de testes. Tostas e bolos pequenos, como queques, permitem-nos investigar a área efetiva do grill e a distribuição do calor. Em alguns fornos, o calor pode incidir mais no centro do que nas extremidades do grill. O desfecho é nem toda a fornada de bolinhos e pão sair cozida ou torrada por igual.

fornos piroliticos

fornos piroliticos

Por sua vez, o pão-de-ló é a receita certa para averiguar a capacidade de fornecer calor. Esperávamos que o bolo ficasse tão cozido por fora como por dentro, mas leve e não muito seco. Os fornos, pirolíticos ou de limpeza manual, não desiludiram.

fornos piroliticos 

A preparação de merengues exige uma temperatura média a baixa, fornecida de modo constante. Cor branca, exterior crocante e uniforme e interior não muito pegajoso marcam a excelência, que alguns fornos, independentemente da tecnologia a que recorrem, conseguem atingir.

fornos piroliticos 

A capacidade de assar frango é também assinalável. Tostado por fora e bem cozido por dentro é como sai da maioria dos fornos, e tão-pouco neste caso faz muita diferença serem ou não pirolíticos.

fornos piroliticos 

Menos positivo é o consumo medido, tanto na função de preaquecimento, como a cozinhar. Os modelos pirolíticos, devido à utilização desta função, registam gastos tendencialmente mais elevados. E a tendência é também verificada em standby, porque, no geral, a este tipo de fornos está associada uma evolução tecnológica superior, que envolve ecrãs com múltiplas funções.

A utilização dos fornos pirolíticos é coisa simples, graças à clareza das instruções, mas também à programação intuitiva, auxiliada por sinais visuais e acústicos. Nos modelos de limpeza manual, a experiência de utilização não é tão satisfatória, desde logo, devido à ausência de função pirolítica. Mas aspetos como o manual de instruções, a facilidade de programar e limpar e a visibilidade através do vidro da porta, de uma forma geral, também não deslumbram.

Os fornos em versão pirolítica ganham ainda pontos aos mais tradicionais quanto ao ruído de funcionamento. Já na segurança, dá praticamente empate. Os fornos são alimentados a eletricidade, com o objetivo de atingirem temperaturas altas, de forma a cozinharem os alimentos. Além disso, constituem-se de vários elementos que podem ser cortantes. Os riscos são diversos para os utilizadores. Daí avaliarmos a segurança elétrica, mecânica e térmica. Todos os modelos analisados passaram nestas provas, exceção feita ao Confortec CFO276MX, de limpeza manual, que, em funcionamento, atingiu temperaturas elevadas no painel da frente, junto aos comandos. Sendo perigoso para o utilizador, não podemos recomendar a compra.