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Aspiradores: menos potência e ruído não afetam eficácia

Depois de se libertarem do stock atual, as lojas vão deixar de vender aspiradores com mais de 80 decibéis e 900 watts. A redução da potência não tem comprometido o desempenho, como temos comprovado nos nossos testes.

15 setembro 2017
aspiradores menios potentes nas lojas

Thinkstock

A segunda fase da regulamentação da União Europeia quanto à etiqueta energética dos aspiradores define que a potência tem de ser igual ou inferior a 900 watts (ao contrário dos 1600 W da primeira fase) e os níveis de ruído limitados a 80 decibéis. A partir de agora, só são produzidos aspiradores com a nova etiqueta energética e uma potência inferior a 900 watts. Mas os aparelhos em stock que excedam estes limites ainda podem ser vendidos.

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As classes de eficiência energética deixam de ser de A (mais eficiente) até G (menos eficiente) e passam a ser de A+++ (mais eficiente) até D (menos eficiente).

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Revelamos abaixo os elementos da nova etiqueta energética que vai encontrar nos aspiradores. A classe A significa mais eficiente e a G menos eficiente.
  1. Marca e modelo (referência).
  2. Identificador de modelo do fornecedor. Identificador de modelo significa o código, normalmente alfanumérico, que distingue um modelo específico de aspirador de outros modelos com a mesma marca comercial ou nome de fornecedor.
  3. A classe de eficiência energética.
  4. O consumo médio anual de energia.
  5. A classe de reemissão de poeiras.
  6. Classe de eficácia de limpeza em carpete.
  7. Classe de eficácia de limpeza em pavimento duro.
  8. Nível de ruído.

Menos potência e ruído

Além de a potência ter de ser igual ou inferior a 900 watts, as novas regras obrigam a medir o ruído, a declará-lo (alguns fabricantes já o têm feito deste a introdução da etiqueta em 2014, mas não era obrigatório) e limitam-no a 80 decibéis. Desta forma, a União Europeia prevê que se evitem problemas de saúde causados pela poluição sonora.

A regulamentação aplica-se aos aspiradores trenó. Deixa de fora os outros tipos de aspirador, como os robôs verticais sem cabo elétrico (a bateria) e os aspiradores de água.
 

Desempenho não ficou comprometido

Como temos comprovado nos nossos testes após a introdução da etiqueta em 2014, uma potência elevada não é sinónimo de maior poder de sucção e de maior eficácia. Antes da fixação do limite dos 1600 W, havia mesmo no mercado aspiradores com uma potência de 2200 W. Os resultados demonstram que, apesar de as potências terem baixado, alguns aspiradores continuam a ter uma excelente qualidade e um bom desempenho, sem perder características que também são importantes, como evitar que as poeiras aspiradas sejam reenviadas para o ar ou conseguir bons consumos de energia. 

Em cerca de 700 aspiradores trenó testados desde 2014, verificou-se que não existe qualquer correlação entre a potência do aparelho e a eficácia da aspiração.     

O mito a ser desfeito

Para que um aspirador seja eficaz e cumpra bem a sua tarefa, além da potência também são importantes o desenho e a qualidade da escova, dos tubos, dos filtros, do motor e de todos os encaixes e pontos de ligação. Por exemplo, quanto menos perda de potência existir nas junções entre tubos ou entre o tudo e a escova, melhor será a eficácia. Uma potência elevada não garante a excelência, mas uma fatura de eletricidade mais pesada.

Ruído ainda elevado e pouca resistência

Para o ruído, consideramos que o limite máximo de 80 dB(A) ainda é excessivo. Nesta segunda fase de aplicação dos regulamentos da Comissão Europeia passa a ser obrigatório declarar o nível de ruído dos aspiradores, assim como a remissão de poeiras para o ambiente. Um aspirador não deve aspirar as poeiras e depois devolvê-las para o ar: estas devem ficar retidas, na sua grande maioria, nos filtros.

Outra das mudanças nesta fase de aplicação dos regulamentos é a obrigatoriedade de os motores do aspirador resistirem a um uso de 500 horas (equivalente a cerca de 1 hora de utilização por semana, durante aproximadamente 10 anos). Consideramos que é pouco, se tivermos em conta a utilização real de um aspirador por parte dos consumidores. Os nossos testes obrigam os motores a resistirem a, pelo menos, 550 horas e são realizados com pó dentro do saco ou depósito do aspirador, o que reflete as condições reais da vida dos consumidores.