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Quanto custa ter um seguro para drones?

Nem todos os drones estarão obrigados a ter seguro. Quem quiser contratá-lo, pode escolher entre apólices para um ano inteiro ou só para umas horas de voo.

  • Dossiê técnico
  • Mónica Dias
  • Texto
  • Ana Santos Gomes
03 setembro 2019
  • Dossiê técnico
  • Mónica Dias
  • Texto
  • Ana Santos Gomes
seguro drone

iStock

Nenhum utilizador de drones está livre de perder o controlo do seu aparelho e de provocar estragos em bens alheios ou lesões noutras pessoas. Os prejuízos serão da sua responsabilidade, a menos que tenha contratado um seguro de responsabilidade civil. A lei apenas vai exigir este seguro aos utilizadores de drones com mais de 900 gramas, mas todos os proprietários podem contratar uma apólice que responda por eventuais danos provocados a pessoas e objetos.

Para já, não há grande variedade de seguros disponíveis em Portugal. Entre as 23 seguradoras contactadas, encontrámos apenas uma apólice na Allianz, disponível a partir de 140 euros anuais, e outra na Fidelidade, que comercializa um seguro para os clientes da HP Drones e para os membros da Associação Portuguesa de Aeronaves Não Tripuladas, a partir de 75 euros por ano. Em ambos os casos, o capital mínimo a segurar é de 50 mil euros. A principal diferença reside no facto de a apólice da Fidelidade impor uma franquia de 250 euros, o que significa que, em caso de sinistro, o segurado terá de pagar do seu bolso os danos até àquele valor, enquanto a seguradora apenas assume o excedente. Já o seguro da Allianz não tem franquia, por isso é mais caro, mas tem a grande vantagem de a seguradora assumir todos os prejuízos causados pelo drone. 

Pagar só pelo tempo que usa

Para quem usa o drone de forma esporádica, pagar por uma apólice anual pode ser um desperdício. Dependendo do número de horas que “voa” em cada utilização, pode ser mais vantajoso optar pelo seguro que a FlySafeGo criou em parceria com a MDS. Esta apólice é disponibilizada numa app que segue o conceito dos estacionamentos pagos, ou seja, o seguro é contratado por um determinado período e localização. O pagamento é feito via MB Way ou cartão de crédito.

Por exemplo, para operar com um DJI Spark em Lisboa durante uma hora, paga 4,10 euros por um seguro com capital de 100 mil euros e sem franquia.

Um ano à espera de cumprir a lei

Desde setembro do ano passado, a lei prevê que os proprietários de drones venham a ter duas obrigações: o seguro para drones acima dos 900 gramas e o registo do aparelho numa plataforma eletrónica nacional. Só que a portaria para definir as condições e o capital mínimo destes seguros deveria ter sido publicada até novembro de 2018, mas continua sem ver a luz do dia. Fonte do Ministério das Finanças garante que "a portaria está a ser ultimada e será publicada em breve". À falta de normas, a obrigatoriedade de contratar seguro está pendente. Mas quem quiser acautelar a sua responsabilidade e contratar o seguro, poderá escolher o capital que quiser, dentro da escassa oferta existente, já que as seguradoras também parecem não ter grande apetite por este mercado.

Quanto à plataforma eletrónica de registos, também ainda não existe.

 

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