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Acidentes com selfies não estão excluídos dos seguros de vida

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Vários seguros preveem o pagamento de um capital em caso de morte ou de invalidez. As distrações com selfies não estão excluídas da cobertura.

  • Dossiê técnico
  • Sandra Justino
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
08 novembro 2018
  • Dossiê técnico
  • Sandra Justino
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
seguro vida selfies

iStock

É cada vez mais frequente ouvir histórias de acidentes mortais a tirar selfies ou provocados por distrações a enviar mensagens no telemóvel ou a publicar nas redes sociais enquanto se conduz. Uma das histórias recentes mais mediáticas foi a da morte de uma portuguesa que caiu da varanda do 27.º andar de um edifício na Cidade do Panamá enquanto tirava uma selfie.

Há vários seguros que preveem o pagamento de um capital em caso de morte ou invalidez. O nosso simulador de seguros de vida ajuda a escolher.

Descobrir o melhor seguro de vida

Mas e se a morte for provocada por descuido ao tirar uma selfie? Conheça as situações que podem ficar excluídas do seguro de vida. 

Como funcionam os seguros de vida

Existem várias situações que o podem levar a necessitar de contratar um seguro de vida. Todas têm como objetivo garantir o apoio financeiro à família em caso de morte prematura. 

Na base da contratação deste seguro está a prevenção económica, pois o capital garantido em caso de morte pode compensar a ausência do rendimento que essa morte possa causar.

Os seguros de vida mais conhecidos são os que, habitualmente, os bancos exigem para o crédito à habitação quando se compra casa. Neste caso, os bancos e financeiras garantem o pagamento da dívida, caso ocorra a morte ou uma incapacidade de quem recorreu ao empréstimo bancário. No seguro de vida associado ao crédito, o beneficiário será a entidade financeira e diz-se beneficiário irrevogável, pois qualquer alteração ao seguro implica o seu prévio acordo. Em caso de morte da pessoa segura, a indemnização do seguro paga a dívida ao banco e os herdeiros ficam com a casa paga.

As apólices mais simples incluem a cobertura de Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD). Pressupõe que, na sequência de doença ou acidente, a pessoa segura fique com uma incapacidade total para exercer qualquer atividade, sem possibilidade de melhoria clínica, e passe a depender da assistência de uma terceira pessoa para fazer a sua vida diária.

A cobertura mais abrangente em caso de invalidez é a Incapacidade Total e Permanente (ITP) que ocorre sempre que a pessoa segura, em consequência de doença ou acidente, fique incapacitada definitivamente para exercer a sua profissão. Dependendo das seguradoras, a apólice em causa também pode incluir qualquer outra atividade geradora de rendimentos ou qualquer atividade compatível com as aptidões profissionais. Nesse caso, aplica-se uma percentagem de incapacidade que, geralmente, varia entre 60 e 75 por cento.

As percentagens aplicam-se de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidade por Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais (TNI) ou a Tabela Nacional para Avaliação de Incapacidades Permanentes em Direito Civil (TNAIPDC).

Nas apólices menos penalizadoras, a cobertura abrange a incapacidade para desempenhar a sua atividade profissional (ou compatível com as suas habilitações) e com a percentagem mais pequena. Sempre que possível, o consumidor deve optar por estas.

Este tipo de cobertura também está presente noutros seguros, por exemplo, nos seguros de acidentes pessoais, acidentes de trabalho ou, ainda, nos seguros de viagens.

 

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