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Taxas dos Certificados de Aforro vão encolher

26 janeiro 2015 Arquivado

26 janeiro 2015 Arquivado

Vão ocorrer, mais uma vez, alterações nas remunerações dos Certificados de Aforro. A partir de fevereiro as taxas serão mais baixas. Aproveite até ao fim deste mês para subscrever.

O Governo vai baixar as taxas dos produtos de poupança de dívida pública disponíveis para os pequenos aforradores, nomeadamente Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro Poupança Mais, já a partir de fevereiro. Tal foi comunicado pela secretária de Estado do Tesouro a um jornal diário. Até à data, não constam informações mais detalhadas no portal da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, entidade que gere a dívida pública. 

Nessa entrevista, o membro do Governo declarou que as alterações nas remunerações apenas se aplicam às novas subscrições; para os aforradores atuais mantêm-se as condições que já existem. Estas reduções justificam-se, segundo a secretária de Estado, com a alteração das condições de mercado.

Recuemos até 2012
As últimas alterações nos Certificados de Aforro ocorreram a 31 de agosto de 2012 (Portaria n.º 268-D/2012) e nessa altura introduziu-se um bónus de 2,75% a acrescer à taxa base dependente da Euribor a três meses, rendo revogados os prémios de permanência. Esse bónus estará em vigor em 31 de dezembro de 2016 e após essa data são retomados os prémios de permanência que existiam anteriormente.

Assim, atualmente, mesmo que a Euribor atinja valores próximos de zero, tem sempre garantido, pelo menos, um rendimento líquido de 2% ao ano. É preciso lembrar que quando foram feitas essas alterações, em agosto de 2012, já estávamos num cenário de descida das taxas de juro, de tal forma que os Certificados de Aforro registavam mais resgates do que novas subscrições há cinco anos.

Essas alterações e nomeadamente o prémio de 2,75% bruto tornaram atrativas estas aplicações. Em 2013 e, ainda mais, em 2014, verificou-se um acréscimo no montante aplicado em Certificados de Aforro e um saldo positivo entre a diferença entre as novas subscrições e os resgates.

Mas, ao mudar mais uma vez as regras, desta vez de forma desfavorável para o aforrador, pode voltar-se ao cenário registado até 2012. Tudo vai depender da dimensão dos cortes e das alterações a efetuar. Contudo, o Governo garante que estes instrumentos continuarão a ter um papel importante no financiamento do Estado e prevê angariar 2,5 mil milhões de euros com os Certificados de Aforro, este ano.

Aproveite até ao fim do mês
Assim, se tem algumas poupanças para aplicar em produtos de capital garantido, siga o conselho dos analistas da PROTESTE INVESTE e aproveite as taxas e condições que ainda vigoram até ao final deste mês. Os Certificados de Aforro são ideais para aplicar até dois anos, com elevada liquidez e garantem um bónus de 2,75% até final de 2016. O mínimo de subscrição é de 100 euros.

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