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Questão do leitor: swaps

09 agosto 2013 Arquivado

09 agosto 2013 Arquivado

A subscritora S.M., face às inúmeras referências aos contratos de swap, questiona do que se trata e porque tem causado tanta polémica.

Os swaps são um instrumento financeiro, que pode ser traduzido como “troca”, e destinam-se essencialmente a cobrir os riscos de uma atividade empresarial. Os swaps contratados por determinadas empresas públicas, e que estão atualmente no centro da polémica, são swaps de taxas de juro. Em termos simples, as empresas em causa tinham de pagar prestações de crédito a taxa variável e, receando o aumento das taxas de juro, quiseram trocar essa responsabilidade por prestações a taxa fixa. Essa troca foi possível através da celebração de um contrato de swap com um banco especializado.

Até aqui nada de muito especial. Este tipo de swaps permite que as empresas cubram o risco de subida das taxas de juro, tal como os futuros, opções e warrants permitem escudar uma carteira de ações do risco de mercado. Há igualmente swap para taxas de câmbio, índices de bolsa e mercadorias. São todos instrumentos financeiros que permitem cobrir riscos.

No entanto, à semelhança de outros produtos financeiros mais complexos, os swaps permitem também assumir posições especulativas. Ou seja, os ganhos ou perdas deixam de estar ligados à atividade normal da empresa. Além disso, muitos swaps não são transacionados em mercados regulamentados (bolsas) e incluem cláusulas específicas a cada contrato. Torna-se, por isso, extremamente complexo avaliar o seu valor real de mercado e o risco que lhes está associado. A polémica atual assenta nestes pontos: os contratos de swap foram feitos só para cobrir risco da atividade das empresas públicas ou para especular? O valor pago aos bancos foi justo ou desproporcionado?

Os particulares não têm “peso” para poder aceder a contratos swap. Contudo, não é raro existirem swaps incorporados de forma mais ou menos direta em aplicações financeiras comuns, como os produtos complexos, fundos de investimento e ETF, entre outros. Mas como vimos, a presença de swaps não é necessariamente negativa, tudo depende da forma como são utilizados pelos gestores das empresas ou dos fundos de investimento.

Veja a explicação detalhada de outro tipo de aplicações, como futuros, warrants e ETF no portal PROTESTE INVESTE.