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Em meados de março a PROTESTE INVESTE visitou um balcão por cada instituição, na cidade de Lisboa. O cliente mistério tinha 20 mil euros para aplicar e não iria necessitar desse dinheiro durante, pelo menos, os próximos cinco anos. Estava disposto a abdicar da liquidez e assumir algum risco. Visitou os principais bancos que operam no mercado nacional e pediu uma sugestão para aplicar esse montante, evitando os depósitos a prazo, cujas taxas estão cada vez mais próximas de zero.

A maior parte dos bancos (16) sugeriu depósitos a prazo em complemento, ou não, com outros produtos. Os depósitos continuam a ser o produto mais recomendado, apesar das baixas taxas de juro, cada vez mais próximas de zero.

O segundo produto mais recomendado, sugerido em sete bancos, são os fundos de investimento, mas nem sempre de forma diversificada. Ou seja, é indicado um fundo específico (por exemplo, um fundo de obrigações ou um fundo de tesouraria), o que não é o mais aconselhável.

Os seguros de capitalização (e planos mutualistas) foram recomendados por seis bancos. Estes produtos, apesar da vantagem fiscal de que beneficiam se aplicar pelo prazo de cinco anos e um dia, cobram comissões que diminuem bastante o rendimento, especialmente se resgatar nos primeiros anos. Já os plano mutualistas do Montepio, que são semelhantes aos seguros de capitalização e gozam da mesma fiscalidade, são tutelados pelo Ministério da Segurança Social, o que para nós é um enigma em termos de segurança.

Quatro bancos sugeriram produtos estruturados, como depósitos com rendimento dependente de cabazes de ações ou índices de bolsa, com a ilusão de um rendimento potencial máximo, dificilmente atingível. Consulte as recomendações dos 20 bancos.

Diversificar e conhecer o cliente
Na ronda pelos bancos, a equipa financeira ouviu bons e maus conselhos. Mas há regras que deveriam ser transversais, como orientar para a diversificação e demonstrar um maior conhecimento do cliente. Em nenhum dos bancos foi perguntado se esses 20 mil euros seriam as suas únicas poupanças, pois o conselho poderia ser bem diferente caso fossem. Nesse caso seria muito importante orientar para a diversificação e nunca aplicar tudo no mesmo produto, especialmente quando as recomendações passam por produtos sem capital garantido ou produtos estruturados.

Numa ótica de rentabilidade, a estratégia mais adequada foi a do Deutsche Bank, que visitamos na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro. O banco alemão sugeriu o DB Investimento Aconselhado, um serviço de aconselhamento de carteiras de fundos de investimento do Deutsche Bank ou de outras sociedades gestoras, mas por eles comercializados. A orientação foi para uma carteira adequada ao perfil do cliente, em que o montante mínimo é de 15 000 euros e tem como vantagem um acompanhamento permanente da carteira.

Consulte a análise completa no portal PROTESTE INVESTE.