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Seguros de capitalização: presos às comissões

02 julho 2015 Arquivado
Seguros de capitalização

02 julho 2015 Arquivado

Podiam até ser uma boa alternativa aos depósitos, não fossem as elevadas comissões, a dificuldade em perceber o rendimento e a não existência de um mecanismo de segurança.

Os seguros de capitalização são apresentados como alternativa aos depósitos, especialmente em períodos de baixas taxas de juro, como atualmente, e beneficiam de vantagem fiscal. Mas têm muitas desvantagens e está mais do que na altura das entidades reguladoras tomarem uma posição. Enquanto nos produtos bancários, como os depósitos, a margem para a incerteza na informação e no rendimento quase não existe, nos produtos de capitalização das seguradoras a realidade é bem diferente.

Apesar de se apelidarem seguros, estes não cobrem qualquer tipo de risco. São produtos financeiros que proporcionam um determinado rendimento a quem neles investir. Também poderiam ser uma alternativa aos planos de poupança-reforma sob a forma de seguro, pois têm maior liquidez, já que podem ser resgatados em qualquer altura sem restrição. Contudo, têm custos elevados e, quando comparados com outras alternativas, o rendimento não é assim tão interessante.

Nos últimos anos, o resultado destes produtos tem caído. Ainda assim, quase sempre apresentam um rendimento superior à inflação. A exceção foi o ano de 2011. Os seguros de capitalização, em média, renderam 2,6% brutos nos últimos cinco anos e 2,2% em 2014, abaixo dos 2,8% de 2013. O Generali + Poupança, seja na modalidade de prémios únicos ou de prémios regulares, foi o mais rentável dos últimos cinco anos (4,5%).

O mínimo de subscrição é idêntico ao mínimo da periodicidade das entregas escolhida, podendo variar entre 50 a 250 euros. Permitir entregas regulares de pequeno montante é uma das poucas vantagens dos seguros de capitalização.

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