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Portugal: Bolsa afunda e juros da dívida disparam

01 julho 2013 Arquivado

01 julho 2013 Arquivado

A crise política desencadeada por demissões no Governo provocou uma reação bastante adversa na bolsa de Lisboa e a acentuada subida das taxas de juro (yields) das Obrigações de Tesouro.

Apesar das fortes quedas das cotações das empresas nacionais e da dívida pública nacional, não há motivos para vender precipitadamente e de forma indiscriminada. Mas também não deve considerar o recuo da bolsa necessariamente como uma oportunidade de compra. Situações de pânico são, por norma, o pior momento para tomar decisões de investimento.

Entre as nossas recomendações de compra de ações e nas carteiras de fundos, as empresas nacionais têm um peso muito reduzido. A maioria não está cotada a valores atrativos. Embora a queda das cotações seja provavelmente contrabalançada pelas perspetivas menos boas para Portugal, sobretudo nas ações mais expostas ao mercado interno e com um elevado endividamento, é natural que haja alterações nas avaliações de alguns títulos. Iremos continuar a seguir de muito perto o evoluir da situação nacional.

Quanto às Obrigações do Tesouro, se comprou OT no pressuposto de manutenção dos títulos até à data de maturidade, tal como nós recomendamos, então as flutuações das cotações não terão impacto no rendimento, o qual  irá manter-se até ao final do prazo. Este só depende do valor a que foram adquiridas, tendo como pressuposto que o Estado cumprirá as suas obrigações.

O risco do aforrador reside na possibilidade do Estado não cumprir na íntegra os seus compromissos financeiros. Embora consideremos este cenário improvável, a crise política aumentou o risco de crédito associado a Portugal. Por outras palavras, o maior rendimento (yield) oferecido pelas OT tem por detrás um maior risco.

Embora no curto prazo seja difícil prever com exatidão, o arrastamento da incerteza em Portugal poderá levar a que os juros continuem ainda a subir mais. Tal implicará uma diminuição da cotação das OT. Se optar por comprar Obrigações, ou mantiver as que detém em carteira, é preciso estar consciente que o risco associado ao Estado é mais elevado do que há uns meses. Limite o seu investimento em dívida pública nacional a um máximo de 25% do seu património.

Consulte a análise completa no portal PROTESTE INVESTE.