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Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável: nova emissão rende 1,4%

Nas Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável Abril 2022 (OTRV), o juro semestral corresponde à taxa Euribor a seis meses acrescida de um prémio de 1,9 por cento. Caso a Euribor seja negativa, como atualmente, é considerado zero. Assim, o rendimento bruto mínimo é de 1,9 por cento. Retirado o imposto de 28%, este produto garante ao subscritor 1,368% líquidos.

Esta emissão tem a duração máxima de 5 anos e será reembolsada a 12 de abril de 2022. Os juros são pagos semestralmente a 12 de abril e 12 de outubro de cada ano.

As OTRV são comercializadas nos bancos. Esta é a quarta emissão e estará em subscrição até 7 de abril. Cada título custa € 1000 e pode comprar entre 1 e 1000 títulos. Cada investidor pode efetuar apenas uma ordem de subscrição, podendo alterá-la ou revogá-la até às 15 horas do dia 4 de abril.

Nas Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável Abril 2022 (OTRV) são cobradas comissões (por exemplo, de subscrição, custódia, pagamento de juros e reembolso de capital), que podem diminuir bastante o rendimento. Cada banco tem o seu preçário e as comissões variam consoante a instituição.

Antes de subscrever, peça uma simulação de custos e verifique a taxa de rentabilidade líquida do investimento. Alguns bancos já disponibilizam calculadoras para esse fim nas suas páginas de internet. Certo é que uma aplicação de pequenos montantes será sempre muito penalizada. Em regra, devido aos custos, as obrigações são atrativas apenas para montantes a partir de 5 mil euros.

Obrigações ou certificados: quem dá mais

As Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável e os Certificados do Tesouro Poupança Mais têm um prazo máximo de 5 anos, mas o rendimento é determinado de forma diferente. Nas obrigações, os juros são semestrais à taxa variável e dependem da Euribor. O capital apenas está garantido se mantiver até à maturidade. Existem custos, que podem diminuir o rendimento.

Os certificados pagam juros anuais à taxa crescente. Às taxas atuais, garantem 1,6% líquidos ao ano a quem ficar até ao final. Não têm custos e há um prémio indexado ao PIB a atribuir nos últimos dois anos, o que pode elevar o rendimento até 2% líquidos se ficar até ao final do prazo.

Assim, as Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (abril 2022) não apresentam vantagem no cenário atual, pois o rendimento mínimo é inferior ao dos Certificados do Tesouro Poupança Mais. Saiba mais no portal da PROTESTE INVESTE.