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Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável: nova emissão rende 1,4%

03 abril 2017 Arquivado

03 abril 2017 Arquivado
A nova emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV Abril 2022) vai render 1,4 por cento. Mas se as taxas subirem, as obrigações podem ficar mais interessantes. Há outras alternativas para engordar as poupanças.

Nas Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável Abril 2022 (OTRV), o juro semestral corresponde à taxa Euribor a seis meses acrescida de um prémio de 1,9 por cento. Caso a Euribor seja negativa, como atualmente, é considerado zero. Assim, o rendimento bruto mínimo é de 1,9 por cento. Retirado o imposto de 28%, este produto garante ao subscritor 1,368% líquidos.

Esta emissão tem a duração máxima de 5 anos e será reembolsada a 12 de abril de 2022. Os juros são pagos semestralmente a 12 de abril e 12 de outubro de cada ano.

As OTRV são comercializadas nos bancos. Esta é a quarta emissão e estará em subscrição até 7 de abril. Cada título custa € 1000 e pode comprar entre 1 e 1000 títulos. Cada investidor pode efetuar apenas uma ordem de subscrição, podendo alterá-la ou revogá-la até às 15 horas do dia 4 de abril.

Nas Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável Abril 2022 (OTRV) são cobradas comissões (por exemplo, de subscrição, custódia, pagamento de juros e reembolso de capital), que podem diminuir bastante o rendimento. Cada banco tem o seu preçário e as comissões variam consoante a instituição.

Antes de subscrever, peça uma simulação de custos e verifique a taxa de rentabilidade líquida do investimento. Alguns bancos já disponibilizam calculadoras para esse fim nas suas páginas de internet. Certo é que uma aplicação de pequenos montantes será sempre muito penalizada. Em regra, devido aos custos, as obrigações são atrativas apenas para montantes a partir de 5 mil euros.

Obrigações ou certificados: quem dá mais

As Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável e os Certificados do Tesouro Poupança Mais têm um prazo máximo de 5 anos, mas o rendimento é determinado de forma diferente. Nas obrigações, os juros são semestrais à taxa variável e dependem da Euribor. O capital apenas está garantido se mantiver até à maturidade. Existem custos, que podem diminuir o rendimento.

Os certificados pagam juros anuais à taxa crescente. Às taxas atuais, garantem 1,6% líquidos ao ano a quem ficar até ao final. Não têm custos e há um prémio indexado ao PIB a atribuir nos últimos dois anos, o que pode elevar o rendimento até 2% líquidos se ficar até ao final do prazo.

Assim, as Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (abril 2022) não apresentam vantagem no cenário atual, pois o rendimento mínimo é inferior ao dos Certificados do Tesouro Poupança Mais. Saiba mais no portal da PROTESTE INVESTE.

 


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