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Obrigações de empresas: não recomendamos

14 fevereiro 2014 Arquivado

14 fevereiro 2014 Arquivado

Nenhum dos dez títulos de dívida empresarial que a PROTESTE INVESTE acompanha merece o seu investimento.

A negociação de obrigações em Lisboa ainda está pouco desenvolvida. Porém, as necessidades de capital de algumas companhias levaram-nas a recorrer à bolsa. Entre as 8 emitentes de obrigações de retalho em 2012, a PROTESTE INVESTE recomendou, com algumas ressalvas, a subscrição de 3 títulos: REN, Portugal Telecom e Continente. As ressalvas prendiam-se sobretudo com o perfil de risco do investidor. Em 2013 também apontou para a compra das obrigações da Mota-Engil.

Desde que iniciaram a negociação, as obrigações valorizaram além de terem distribuído juros aos aforradores. Agora está na altura de encaixar os ganhos e abandonar o barco do mercado de obrigações de empresas.

Obrigações pouco atrativas
Apesar de o risco do nosso país ser ainda elevado, atualmente já existe mais confiança em Portugal, o que é atestado pela diminuição das taxas de juro das Obrigações do Tesouro. Esta diminuição do risco reflete-se também nas obrigações emitidas pelas empresas: o preço das obrigações sobe e, logo, a taxa de rentabilidade até à maturidade que a compra dos títulos possibilita desce.

Como pode verificar no comparador da PROTESTE INVESTE, os 10 títulos acompanhados na bolsa de Lisboa encontram-se a negociar acima do preço de emissão (100% do valor nominal). E, como pode igualmente verificar, os títulos que a PROTESTE INVESTE recomendou comprar na subscrição são os que se destacam mais (REN, Portugal Telecom, Continente e Mota-Engil). Um investidor que tenha seguido os nossos conselhos e tenha adquirido obrigações da Portugal Telecom em julho de 2012 pode aliená-las com uma mais-valia ou um ganho bruto superior a 7%. Se retirarmos os impostos e se incluirmos o reinvestimento dos juros dos cupões recebidos desde julho de 2012, obtemos uma taxa efetiva anual líquida de 8,1% para este investimento.

Atualmente, não recomendamos a compra de obrigação de empresas. As taxas de juro anuais líquidas até à maturidade (assume-se que o obrigacionista não as vende) não estão atrativas. Apesar de as emissões apresentarem taxas superiores às da dívida pública para os mesmos prazos, encontram-se aquém da rentabilidade oferecida pelos melhores depósitos ou pelos Certificados de Tesouro Poupança Mais. Consulte a análise completa no portal PROTESTE INVESTE.


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