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Investir em clubes de futebol é demasiado arriscado

22 junho 2017
investir em clubes de futebol

22 junho 2017
Com a emissão de obrigações, os clubes procuram a ajuda dos adeptos para se financiarem a taxas de juro historicamente baixas. É um negócio proveitoso para os clubes, mas arriscado para os investidores. 
As Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) dos principais clubes de futebol nacionais, através de ofertas dirigidas ao público em geral, têm lançado vários investimentos no mercado nacional.

Uma coisa é emprestar alguns “trocos” ao clube de que se é adepto, para o apoiar. Pode não fazer muito sentido do ponto de vista financeiro, mas é uma ação guiada por motivações afetivas. Perdas ou lucros acabam por ser considerações secundárias quando o sentimento clubista prevalece.

Outra coisa é investir dinheiro que seja uma parte significativa do seu património e que será importante para o seu futuro. Se vai emprestar dinheiro, é bom que a outra parte esteja em condições de o devolver. E, neste capítulo, o panorama das SAD é preocupante, até porque os clubes e as SAD são entidades diferentes.

A SAD do Futebol Clube do Porto está em falência técnica e a contas com a UEFA, devido ao desrespeito das regras do fair play financeiro. A Sporting SAD fechou o último exercício igualmente com capitais próprios negativos, mas as vendas de alguns atletas, sem novas aquisições, permitiram colmatar essa deficiência aquando do fecho de contas semestral (no final de 2016).

A SAD do SL Benfica apresenta números recentes mais estáveis, inegavelmente fortalecidos pelos êxitos desportivos, mas continuam a ser débeis pelos padrões de uma empresa “normal”. Em suma, uma má campanha nas competições europeias ou a lesão de um ou dois jogadores valiosos, podem ser suficientes para descarrilar as contas das SAD.

É demasiado arriscado apostar as suas poupanças nos resultados de uma época futebolística. Fique afastado destas obrigações. Decida com a ajuda da PROTESTE INVESTE.

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