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Fuja dos Credit Linked Notes

11 setembro 2013 Arquivado

11 setembro 2013 Arquivado

Uma das mais recentes apostas da banca para os aforradores são os Credit Linked Notes.

Os Credit Linked Notes são produtos complexos, de elevado risco, e que deve evitar a todo o custo independentemente das maravilhas de rendimento que podem prometer. Por vezes até têm o “apelativo” do rendimento mensal.

Em termos simples, funcionam da seguinte forma. Suponhamos que a empresa Sólida Corp. emite obrigações com juros de de 8%. Então, o Banco Amigo SA disponibiliza-se a vender um CLN ao cliente e diz: enquanto a empresa assumir todos seus compromissos, o nosso CLN paga-lhe juros, por exemplo, de 4% e reembolsa o capital.

Mas se a empresa Sólida der para o torto, o CLN cessa, o cliente perde o direito aos juros e receberá as obrigações da empresa Sólida que, neste caso, provavelmente já nada valeriam. E mesmo que a empresa continue em boa forma, mas o Banco Amigo SA entrar em dificuldades, o resultado pode ser semelhante. O valor do CLN esfuma-se porque o Banco deixa de poder pagar o que se comprometeu.

Embora o CLN possa ser mais ou menos complexo, há uma conclusão óbvia: o banco é que sai sempre a ganhar. O cliente ficaria melhor (ou, certamente menos mal) se comprasse diretamente as obrigações da empresa. A taxa de juro seria similar e não incorria no risco associado à emissão do CLN por parte do banco.