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Espírito Santo Saúde: entrada em bolsa

03 fevereiro 2014 Arquivado

03 fevereiro 2014 Arquivado

A Espírito Santo Saúde (ESS) vai fazer a sua estreia bolsista a 12 de fevereiro, mas o período de subscrição das ações decorre até 6 de fevereiro.

Após mais de cinco anos sem haver uma Oferta Pública de Venda (OPV) na praça nacional, no espaço de dois meses tivemos duas: os CTT em dezembro e agora a ESS em fevereiro, que marcará a estreia do setor da saúde na bolsa de Lisboa.

A ESS é o segundo maior prestador privado de cuidados de saúde em Portugal, detendo dezoito unidades espalhadas pelo país: oito hospitais privados, com destaque para o Hospital da Luz em Lisboa (o maior hospital privado do país), um hospital do Serviço Nacional de Saúde (SNS) explorado em regime de Parceria Público-Privada (PPP), sete clínicas privadas e duas residências sénior.

O seu modelo de negócio está organizado em três segmentos principais: cuidados de saúde privados (76,6% das receitas), cuidados de saúde públicos (22,5%) e outras atividades (0,9%), que incluem sobretudo as duas residências sénior.

Nos primeiros nove meses de 2013, a ESS acumulou lucros de 0,10 euros por ação, o que contrasta com os prejuízos de 0,07 euros obtidos em igual período de 2012. Esta subida deve-se ao crescimento de 12% das receitas, originado sobretudo pelo facto do hospital de Loures (regime de PPP) apenas ter entrado em funcionamento em janeiro de 2012.

O grupo deverá continuar a crescer a bom ritmo nos próximos anos, sendo que o aumento de capital servirá para reduzir a dívida, que é relativamente elevada, e para aumentar a flexibilidade financeira para futuros investimentos, estando em estudo a criação de um projeto de raiz em Portugal, a expansão de três das suas unidades atuais, a aquisição de outros hospitais e clínicas privadas e a expansão internacional, nomeadamente para Angola.

O setor da saúde é mais defensivo ou de risco baixo e o título apresenta um risco médio (3 numa escala de 1 a 5). Tendo em conta o intervalo de preço fixado (entre 3,20 e 3,90 euros), consideramos que a ação está cara, pelo que não aconselhamos a subscrição das ações. Consulte a análise completa no portal PROTESTE INVESTE.


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