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Depósitos em dólares valem a pena?

Prometem taxas líquidas até 1,9% e a Proteste Investe investigou se são tão rentáveis como parecem.

18 abril 2018
Notas de dólar

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depósitos em dólares a render boas taxas de juro. Para o prazo de um ano podem chegar a 1,6% e há exemplos a dois e três anos que propõe 1,8 e 1,9% líquidos, ao ano.

Investir em moeda estrangeira por períodos curtos implica risco, porque as variações cambiais podem fazê-lo perder valor em euros. As previsões para o dólar norte-americano (USD) são de estabilidade a curto prazo, até um ano, e de desvalorização face ao euro a médio e longo prazo. O mesmo acontece com o dólar australiano (AUD), mas com acentuada desvalorização a longo prazo. O dólar canadiano prevê-se estável a curto prazo e de acentuada valorização face ao euro no longo prazo.
 
Na PROTESTE INVESTE pode consultar todos os depósitos em dólar norte-americano (USD), dólar canadiano (CAD) e dólar australiano (AUD) para o prazo de um ano e outros depósitos com prazos mais longos. Pode ainda ver quais as variações do dólar face ao euro

Para beneficiar da valorização cambial e de um melhor rendimento a longo prazo, pode investir uma parte da sua carteira nos fundos recomendados de obrigações USD: AllianceBernstein American Income Portfolio C2 EUR e JPM US Aggregate Bond D Acc USD.

Não recomendamos risco cambial em depósitos

Também os depósitos em moeda estrangeira estão ao abrigo do Fundo de Garantia dos Depósitos. Em caso de falência, o reembolso dos depósitos é feito em euros. Significa que os depósitos em moeda estrangeira são convertidos em euros, ao câmbio dessa data. Ou seja, o capital não está sempre garantido, pois o montante está sujeito à variação cambial e pode perder dinheiro caso a moeda desvalorize.

Quem investe em depósitos não quer correr riscos. Ainda que as previsões sejam de alguma estabilidade nas taxas de câmbio dos três dólares a curto prazo, há sempre o risco de desvalorizar e pode perder o rendimento e parte do que aplica em euros. 

Há mais desvantagens: além das comissões pela operação de câmbio, o banco vende a moeda a um preço mais elevado do que o preço a que compra. Portanto, o cliente pode perder logo essa diferença. 
 

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