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Como funciona a Bityond, a primeira criptomoeda portuguesa

Trata-se de uma startup portuguesa que se financia através da emissão de moedas virtuais. Revelamos como funciona o investimento neste mercado.

06 junho 2018
bityond

É a primeira vez que uma empresa sedeada em Portugal se financia através da emissão de moedas virtuais. A empresa chama-se Bityond e é uma jovem startup portuguesa.

A Bityond é uma plataforma de recrutamento para profissionais de tecnologias de informação. Os candidatos preenchem na plataforma as suas competências, os empregadores indicam as competências necessárias para os postos de trabalho que têm em aberto, e a plataforma combina os dados para encontrar uma correspondência perfeita. As receitas consistem no pagamento de uma subscrição mensal pelos empregadores.

A Bityond não está a lançar uma verdadeira criptomoeda, assente numa blockchain própria. Está a usar um padrão técnico (ERC20) para criar um token, uma “ficha” própria que usa a blockchain da rede Ethereum. Lembra-se quando ia aos carrinhos de choque e pagava 50 cêntimos por uma ficha, que podia, depois, trocar por uma volta nos carros? É mais ou menos essa a ideia.

Investir em tokens implica risco elevado

Para a empresa é um ótimo negócio, pois trata-se de receber dinheiro em troca de (praticamente) nada. Os tokens não obrigam a pagar nada aos investidores (exceto eventualmente mais tokens, mas esses não custam nada) e não dão direitos sobre a empresa aos investidores. Também não obrigam a respeitar todas as regras e burocracia necessárias para obter financiamento pelos canais habituais nem suportar os custos inerentes (o custo da criação dos tokens, por comparação, é irrisório).

Já o investidor em tokens está na posição inversa: a empresa não tem de lhe pagar nada e não tem qualquer direito de voto sobre a gestão. Também não tem nenhuma das proteções que a lei dá a quem investe nas formas tradicionais, e a única forma de ganhar dinheiro é esperar que os tokens valorizem por motivos necessariamente especulativos, já que os tokens em si mesmos não prometem nada. Assim, aconselhamos a não investir. 

Este modelo só faz sentido se assumirmos que, levados pela euforia em torno das criptomoedas, os tokens se valorizem e, portanto, os investidores ganhem dinheiro ao vender no futuro os seus tokens.

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