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Certificados de aforro a cair

01 março 2017 Arquivado

01 março 2017 Arquivado
O fim dos prémios fixos nas séries B e C e a descida das taxas juro podem fazer com que mais portugueses abandonem os certificados de aforro, em 2017.
Os Certificados de Aforro já não são a aplicação preferida dos portugueses. Em 2016, o montante aplicado em Certificados de Aforro caiu 42%, comparativamente a 2015. As taxas de juro têm encolhido e em 2016 foram aplicados 783 milhões de euros em novas subscrições de Certificados de Aforro, bastante menos do que os 1347 milhões aplicados em 2015 e que os 2725 milhões aplicados em 2014.

Mantenha a série B

No final de 2016 terminaram os prémios fixos que existiam nas séries B e C, de 1% e 2,75%, respetivamente. Quem só subscreveu em dezembro ainda beneficia deles até março. Em janeiro de 2017 as taxas destas séries voltaram às regras que existiam antes deste prémio excecional.

Quem tem a série B dos Certificados de Aforro, deve manter. Isto porque, como beneficiam já do prémio de permanência máximo (2% bruto), a taxa líquida atual é precisamente de 1,4%, um rendimento superior ao melhor depósito a um ano (1,3% no BNI Europa e no Banco Invest).

Quanto à série C, que esteve em comercialização entre 2008 e 2015, a remuneração depende precisamente da data de subscrição, já que o prémio de permanência varia em função do número de anos. Por exemplo, se subscreveu nos primeiros dois anos (2008 e 2009), poderá manter, já que tem um rendimento de 1,8% e 1,1%, respetivamente; a partir de fevereiro de 2010 começam a descer as remunerações para valores pouco interessantes e inferiores a 1%. Por isso, se subscreveu de 2010 em diante, consegue um rendimento superior resgatando e transferindo para os Certificados do Tesouro Poupança Mais.

Não recomendamos a série D

A taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro da série D foi fixada em 0,672% em fevereiro. Em termos líquidos corresponde a uma taxa de 0,48%, ou seja, muito pouco interessante. Podemos dizer que não há alteração significativa da taxa e por isso, nós também mantemos o nosso conselho: não recomendamos a subscrição de Certificados de Aforro.

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