Notícias

Catalunha: tensão política penaliza mercado espanhol

A incerteza face a uma independência unilateral da Catalunha está a colocar os mercados com os nervos em franja.

10 outubro 2017
Catalunha

Thinkstock

Os mercados europeus mostram-se um pouco nervosos com a tensão política que se vive na região da Catalunha. Durante a semana, a taxa de juro da dívida espanhola a 10 anos atingiu um pico de 1,8%, pela primeira vez desde o final do inverno. A reação dos investidores foi contida, pois esperam uma solução negociada e não um escalar do problema.

Mesmo um simples conflito institucional entre Madrid e Barcelona, que implique uma maior autonomia fiscal para a Catalunha, não é negligenciável para as contas públicas de Espanha.

Os bancos, em particular, os catalães, são os que levantam mais preocupações aos investidores. O Sabadell já se mudou a sua sede para Alicante e a escolha da localização não é insignificante para este banco catalão ou para o CaixaBank. Ambos querem manter o acesso ao mercado da União Europeia, garantir um ambiente regulatório estável e protegerem-se contra a incerteza de uma possível declaração de independência. Além disso, como muitos outros bancos da zona euro, beneficiam do Banco Central Europeu (BCE) como credor de último recurso. Uma possível perda de acesso ao financiamento pelo BCE implicaria um aumento considerável do seu risco. Diante da incerteza atual, é muito provável que o CaixaBank siga o exemplo do Sabadell, deslocando a sua sede para outra cidade espanhola.

Catalunha representa 20% do PIB espanhol

A região autónoma da Catalunha tem o tamanho da Bélgica, faz fronteira com o sul de França e, economicamente, é uma das regiões mais fortes de Espanha: representa 20% do PIB espanhol. Com 7,5 milhões de habitantes, o território da Catalunha está bastante industrializado e conta com importantes centros de investigação em setores como a energia nuclear e as ciências biomédicas. O turismo é também muito forte na região e as exportações representam 25% de toda a Espanha.

Se acontecer a desintegração, será mais prejudicial para a região ou para a Espanha? Descubra em PROTESTE INVESTE.

 

Imprimir Enviar por e-mail