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Bancos não aconselham bem os clientes

Bancos continuam a impingir aplicações totalmente desadequadas ao perfil e às necessidades de cada cliente.

25 outubro 2017
conselhos poupança

Thinkstock

Os portugueses não andam a ser bem aconselhados pelos gestores de conta quanto ao destino das suas economias. Os nossos clientes mistério visitaram 20 balcões em diversos pontos do País: contabilizámos apenas dois conselhos certeiros. 

Em 30% dos casos foram propostos depósitos estruturados ou moedas de ouro, que não são bons investimentos. Estes produtos servem perfeitamente os propósitos da administração dos bancos e ajudam ao cumprimento dos objetivos comerciais dos próprios funcionários. Mas não servem os interesses dos clientes, como podemos constatar na nossa amostra modesta, mas que serviu para obter resultados que espelham bem a realidade das recomendações financeiras ao balcão dos bancos nacionais. Saiba mais no portal PROTESTE INVESTE.

 

Poupança: perfil dos portugueses

O nível de poupança dos portugueses tem vindo a decrescer. Na viragem do milénio, a taxa de poupança superava os 10 por cento. Atualmente, está pouco acima de 4% do rendimento disponível e é uma das mais baixas da União Europeia.
 
A taxa de poupança tende a aumentar quando se atravessam momentos de crise. Em 2009 e 2010 esteve novamente acima dos 10 por cento. Contudo, não se poderá afirmar com toda a firmeza que os portugueses pouparam efetivamente mais nesse período. 

Na verdade, os portugueses não se consideram investidores, talvez, por terem a ideia preconcebida de que um investidor é apenas aquele que aplica dinheiro em bolsa. É uma perceção errada. Mesmo as aplicações, como os depósitos ou os Certificados de Aforro, são formas de investimento. Um euro poupado é um euro investido. No limite, se esse euro ficar numa gaveta, é como se fosse um investimento que rende zero. É preciso assumir riscos, por muito baixos que sejam. Só assim poderá conseguir alguma rentabilidade. Saiba porquê em PROTESTE INVESTE.