Dicas

Fundos de investimento: diversificar para sobreviver

27 junho 2012

27 junho 2012

Na atual conjuntura, ao repartir os seus investimentos por mercados exteriores ao euro, aumenta a probabilidade de obter ganhos.

Mesmo com quantias modestas, o pequeno investidor pode beneficiar de todas as vantagens associadas à bolsa de valores. Basta apostar num fundo de investimento, que corresponde a uma grande carteira detida por vários investidores e aplica em ações, obrigações, depósitos ou outros. O património total é gerido por especialistas: a sociedade gestora.

Apesar do risco, o potencial de ganhos a longo prazo é superior ao das aplicações tradicionais, como os depósitos. A relativa facilidade de subscrição e regaste, o acesso com montantes reduzidos e o elevado grau de diversificação são os grandes trunfos.

Táticas para diminuir o risco

  • Como a valorização dos fundos de investimento depende da evolução dos mercados, não há garantia de rendimentos nem do capital investido. No entanto, os riscos podem ser minimizados com a diversificação por vários fundos de ações e obrigações e o investimento a longo prazo.
  • O valor do fundo aumenta quando as bolsas onde aposta estão em alta ou diminui quando descem. Mas também depende dos títulos escolhidos pela sociedade gestora.
  • Se as opções não se revelarem as mais acertadas ou os custos forem elevados, pode valorizar-se menos do que a concorrência ou perder valor. No caso dos fundos que investem em ações ou obrigações estrangeiras, a variação das outras moedas (dólar, libra, iene, etc.) face ao euro também influencia as cotações. Esta característica aumenta o risco, mas também pode potenciar os ganhos.

Emigrar é a solução

  • Investir no estrangeiro, nomeadamente fora da zona euro, há muito que deixou de ser um privilégio de quem dispõe de capitais avultados. Com a crise em Portugal e em grande parte da zona do euro, as nossas recomendações recaem sobre produtos dedicados a outros mercados.
  • Entre os fundos de ações, aconselhamos produtos americanos e britânicos, com carteiras compostas por empresas que atuam a nível mundial. Para diversificar os seus investimentos, pode recorrer ainda a fundos de obrigações. A nossa preferência vai para produtos dedicados à coroa sueca, ao dólar canadiano e ao franco suíço.
  • Pode apostar num só fundo, mas, a fim de diminuir o risco, o mais aconselhável é repartir o capital pelos 5 aconselhados. Para tal, precisa de cerca de 10 mil euros. Não aplique mais de 20% do dinheiro em cada um.

Dicas para investir

  • Os fundos podem ser comprados ao balcão dos bancos e, em muitos casos, por telefone e Internet. Se não for cliente da instituição que os comercializa, abra conta.
  • Não existem prazos para manter o produto, pelo que pode resgatar quando quiser. Alguns dias úteis depois, o dinheiro é creditado na conta à ordem. Ainda assim, deve estar preparado para manter o investimento durante alguns anos (pelo menos, 5), estratégia que permite escudar-se melhor das oscilações das bolsas no curto prazo. Mas há momentos em que os mercados sobem muito. Nessas circunstâncias, se estiver satisfeito com o rendimento, resgate o fundo.
  • Além de investir a longo prazo, para diminuir os riscos, aplique uma parte do seu património em produtos que garantam o capital e sejam facilmente mobilizáveis, como os depósitos a prazo.

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