Dicas

Como investir a curto prazo

15 janeiro 2014

15 janeiro 2014

Junte 3 a 6 vezes o orçamento mensal familiar e invista-o até 1 ano para enfrentar dificuldades. Aplique o restante por prazos mais longos e em produtos mais rentáveis.

Perante o leque de soluções de investimento, nem sempre é fácil optar. A escolha varia com o objetivo da poupança, o prazo do investimento, a idade do aforrador, a possibilidade de mobilizar o dinheiro aplica­do e, claro, o risco que está disposto a correr. Estar bem informado é a melhor arma para comparar produtos e negociar com o banco. Verifique eventuais custos da instituição financeira e penalizações por resgate ante­cipado. Pode, nalguns casos, perder juros se levantar antes do prazo.

Poupança-reformado com pouco interesse
As contas poupança reformado destinam-se a pensionistas com rendimento não superior a 1455 euros brutos mensais em 2014. Estão isentas de imposto sobre os juros até 10 500 euros. Acima deste montante, são descontados 28% de IRS. As melhores taxas do mercado rodam 2,75% anuais líquidos até 10 500 euros. Mas há depósitos a prazo e outros produtos sem risco mais rentáveis.

Soluções até 2 anos
Invista em produtos de curto prazo para manter um pé-de-meia e fintar imprevistos, como um acidente, doença grave ou situação de desemprego. Junte um mínimo de 3 a 6 vezes o orçamento mensal familiar e aplique o dinheiro em aplicações de elevada liquidez, como depósitos a prazo ou os Certificados de Aforro.

No caso dos depósitos, procure sempre as melhores taxas e nunca aceite depósitos com rentabilidade líquida igual ou inferior à inflação (0,8%, prevista para 2014). Este ano, não aceite taxas brutas iguais ou inferiores a 1,1%. Para o restante, privilegie prazos mais longos, pois o rendimento tende a ser superior.

Depósitos a prazo: sem risco e com capital garantido, são fáceis de subscrever nos bancos. Pode obter rendimentos periódicos na conta à ordem. Escolha depósitos com taxa líquida superior a 0,8% (inflação prevista). Tente negociar a taxa com o banco, sobretudo se tiver montantes elevados.

Certificados de Aforro: com taxa líquida na ordem dos 2,3% (série C), recuperaram o interesse em agosto de 2012, devido ao prémio fixo de 2,75% bruto em vigor até final de 2016. Desta forma está garantido um rendimento, mesmo com a Euribor em níveis próximos de zero. Após essa data regressam as condições que existiam anteriormente, ou seja, o prémio de permanência crescente durante 10 anos.

Aplicações entre 3 e 5 anos
O dinheiro de que não precisa no imediato pode ser aplicado a médio prazo, entre 3 e 5 anos. Opte pelos novos Certificados do Tesouro Poupança Mais, com juros anuais a taxa crescente, variando entre 2,75% e 5% brutos (mínimo). Em termos de rentabilidade líquida, caso mantenha até ao fim, consegue um mínimo de 3% líquidos.

Certificados do Tesouro Poupança Mais: o mais recente produto de dívida do Estado destinado aos investidores particulares. O mínimo de investimento é de 1000 euros. O capital está garantido e pode resgatar em qualquer altura após o primeiro ano. Rende 2,75%, 3,75%, 4,75%, do primeiro ao terceiro ano, e 5% no quarto e quinto. Contudo, nos últimos dois anos pode ainda acrescer 80% da taxa de crescimento do PIB, caso seja positiva.

Investir por mais de 5 anos
Para investir sem risco, as Obrigações do Tesouro são a melhor opção, com taxas superiores a 3%
Se estiver disposto a correr algum risco, aplique em produtos sem capital garantido, mas cujo potencial de ganho é mais elevado. Siga os conselhos da nossa equipa financeira no portal PROTESTE INVESTE.

Fundos mistos: a partir de 500 euros, investimento diversificado em ações, obrigações e depósitos num único produto. Sem garantia de capital nem de rendimento. Ganha ou perde em função dos mercados de ações e obrigações e da qualidade de gestão do fundo.

Fundos de ações: a partir de 500 euros, investimento indireto numa carteira diversificada de ações. Sem garantia de capital nem de rendimento. Ganha ou perde em função da evolução das bolsas e da qualidade de gestão do fundo.

Carteira de fundos: selecione, combine e faça a gestão de uma carteira de fundos inseridos nas categorias com melhor relação entre rendimento esperado e risco. Necessita de investir, no mínimo, 5 mil euros. Sem garantia de capital nem de rendimento.

Ações: a estratégia com maior potencial de valorização a longo prazo, mas com risco elevado. Invista, no mínimo, 10 mil euros e diversifique por, pelo menos, 10 empresas de setores e mercados distintos.


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