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IRS: reduza a fiscalidade dos seus produtos financeiros

28 fevereiro 2014 Arquivado

28 fevereiro 2014 Arquivado

A época de entrega do modelo 3 do IRS aproxima-se. Saiba como declarar para otimizar os seus impostos.

Março marca o arranque da época de entrega do modelo 3 de IRS. Quem teve apenas rendimentos de trabalho por conta de outrem ou pensões durante 2013, pode entregar logo neste mês em papel ou aguardar por abril para fazê-lo pela Internet. Quem teve outros rendimentos, como os de capital e prediais, deve aguardar pela segunda fase: em abril para a entrega em papel ou maio pela Internet. Qualquer que seja a sua escolha, deve simular as diferentes opções para saber qual é a que permite minimizar o montante de impostos a pagar.

Juros opcionais
Não é obrigado a declarar os juros de depósitos ou de obrigações recebidos em 2013. Durante este período, estes rendimentos foram sujeitos a uma taxa de retenção na fonte de 28%. No entanto, poderá compensar englobar estes rendimentos. Se a sua taxa de IRS for inferior à taxa de retenção na fonte, essa opção compensa. Caso opte pelo englobamento, terá de englobar todos os restantes rendimentos de capitais, prediais e mais-valias, além de ter de dar permissão à autoridade fiscal para que ela possa aceder às suas contas bancárias para confirmar que todos os rendimentos de capitais foram declarados com vista ao englobamento. De uma forma geral, para quem aufira um rendimento bruto mensal superior a 800 euros não compensa englobar pois a sua taxa marginal de imposto é superior aos 28% da retenção na fonte. Para ter a certeza, simule com o IRX.

Soluções de reforma
No caso de ter constituído, ou reforçado, um plano de poupança-reforma (PPR) em 2013 saiba que pode usufruir de um benefício fiscal igual a 20% das entregas. Mas, no máximo, este benefício será de 100 euros, dependendo do escalão de rendimentos no qual se insere o seu agregado familiar. No caso de ter efetuado um resgate total ou parcial de um PPR ou de um plano de poupança em ações (PPA), não é necessário declarar caso o tenha feito dentro das condições legais. A tributação dos rendimentos é feita de forma autónoma e muito dificilmente compensará englobar em face dos benefícios fiscais à saída. Já se o resgate for sob a forma de renda, é considerado como um rendimento de pensões e terá de o declarar no anexo A na parte correspondente aos rendimentos obtidos (o capital investido não é taxado). Neste caso, a tributação depende da sua taxa marginal de imposto. De resto, lembramos que, desde o ano passado, pode utilizar o saldo do PPR para pagar as prestações do crédito à habitação própria e permanente.

Para saber como otimizar a declaração de dividendos, mais-valias, fundos de investimento ou rendimentos prediais, consulte a análise completa no portal PROTESTE INVESTE.