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Contribuintes podem pagar impostos com cartão de crédito

Pode regularizar os impostos com o cartão de crédito, mas deve pagar o saldo do cartão a 100%, para evitar juros.

31 agosto 2017
Pagar impostos com cartão de crédito

Thinkstock

O Simplex + 2017 (programa do Governo que pretende melhorar os serviços públicos) prevê novas medidas para simplificar a relação dos contribuintes com o Estado. Uma das novidades é a possibilidade de pagarem os impostos com o cartão de crédito. Na prática, cria-se mais um mecanismo para os contribuintes regularizarem a sua situação fiscal. Porém, quem optar por esta via deve ter cuidado, pois é como se fosse uma compra com o cartão de crédito. 

Avalie se pode pagar o saldo a 100%, para não arcar com juros. Ao usar o cartão de crédito, está a recorrer ao valor disponível na conta-cartão. Esse montante não é logo debitado na conta à ordem associada. O utilizador tem entre 20 a 50 dias (conforme o momento em que faz o pagamento e o tipo de cartão de crédito) para pagar o extrato sem juros. Se não liquidar a conta toda no prazo estabelecido, o valor em dívida acumula juros, cujas taxas facilmente atingem os dois dígitos, no caso dos cartões de crédito. Em contratos mais recentes, a taxa efetiva dos cartões de crédito está limitada. Por exemplo, o valor máximo para o terceiro trimestre de 2017 é de 16,4 por cento. Mas os contratos anteriores a 2010 não têm este limite, pelo que a taxa pode ultrapassar os 30 por cento.

Se não tiver outra forma de regularizar os impostos além de fracionar o pagamento, confirme, no nosso simulador, se a Taxa Anual Efetiva Global (TAEG) do seu cartão de crédito é mais baixa do que outros disponíveis.

Comparar cartões de crédito

 

Não se esqueça de que há outras soluções de financiamento. Por exemplo, as contas-ordenado que permitem o descoberto autorizado normalmente têm taxas de juro mais baixas do que a maioria dos cartões de crédito. Se a dívida fiscal for muito elevada, também pode ponderar contratar um crédito pessoal, cujas taxas são, geralmente, mais interessantes, comparadas com os cartões de crédito. 

Por outro lado, quando o contribuinte deve valores muito elevados ao Fisco, é possível pedir o fracionamento do pagamento, mediante acordo com as Finanças. Antes de optar por esta alternativa, compare as condições propostas pela máquina fiscal com as soluções de financiamento disponibilizadas pelos bancos. 

Seja para pagar impostos ou ir de férias, é preciso ponderação ao usar o cartão de crédito. Por isso, os extratos devem ser pagos sempre na totalidade. Recorrer ao crédito com juros deve ser visto como uma solução de último recurso ou por curtos períodos, caso seja estritamente necessário na gestão do orçamento familiar, de modo a evitar que os impostos fiquem ainda mais pesados.