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Responsabilidade social: em busca dos direitos humanos

10 dezembro 2015

10 dezembro 2015

A geografia do trabalho forçado e mal pago dispersa-se por vários continentes. Nas nossas investigações, encontrámos muitos casos de desrespeito pelos direitos humanos em países asiáticos, africanos e sul-americanos. 

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Trabalho forçado, medo e pobreza ligam países e continentes. Na Costa Rica, nas plantações de abacaxi, Jairo e Pablo trabalham sem pausas, até ao limite das suas capacidades físicas. Queixas por discriminação e assédio sexual ditaram o despedimento de Laura, enquanto, no caso de Lydia, foi a gravidez. Do outro lado do mundo, no Vietname, T., B. e L., trabalhadoras de uma fábrica de sapatos de corrida, falam, mas pedem para a sua identidade não ser revelada por temerem represálias."Por vezes, fico muito cansada, mas esforço-me por acabar o trabalho. Caso contrário, gritam comigo", conta uma delas.

No Equador, o apanhador de camarão e gambas, William José Navarro, foi atingido na cabeça e sobreviveu: “Temos medo de trabalhar perto das fazendas devido aos guardas e aos cães”. A apanha de algodão, no Usbequistão, assenta no trabalho infantil: “Participar na apanha é obrigatório a partir do quinto ano”, explica um aluno da região de Nasjankij. “Quem se recusar terá problemas na escola.” As crianças são levadas para os campos, e, por vezes, dormem lá. “Somos transportados em veículos puxados por cavalos”, conta Mamat, uma criança de outra região. “O ano passado, o meu amigo Atkham, caiu do veículo e morreu.”

Nos últimos anos, corremos alguns países e continentes para observar as condições de trabalho vividas na produção de alguns alimentos e objetos usados no dia-a-dia. Há uma face negra nalguns pontos do globo que denunciámos em artigos, fotografias e vídeos. Aí se leem, veem e escutam as vozes das vítimas e dos sobreviventes.