Dicas

Trabalhar no estrangeiro: guia antes de partir

08 fevereiro 2018
homem sentado na sala de espera do aeroporto a trabalhar num computador portátil

Emigrar tem custos ao nível pessoal, mas também envolve dificuldades e riscos que é preciso acautelar. Veja as nossas dicas para embarcar numa aventura mais segura.

Aspetos práticos

Antes de tomar uma decisão quanto ao seu futuro, visite a embaixada ou um consulado do país para onde pretende emigrar e informe-se sobre as exigências legais quanto à contratação, bem como outros aspetos que julgue pertinentes:

  • tipos de contrato de trabalho e respetivas formas de cessação;
  • existência de período experimental;
  • formalidades a cumprir;
  • compensações e indemnizações previstas;
  • condições de proteção social (sobretudo, em situações de desemprego e de doença);
  • existência de um salário mínimo nacional ou de um valor fixado para uma determinada atividade;
  • possibilidade de exercer sem restrições uma profissão sujeita a reconhecimento (por exemplo, advogado, médico ou arquiteto).

Procure conhecer o custo de vida no local de destino e certifique-se de que poderá aí viver em condições, tendo de pagar a alimentação, o alojamento, o vestuário, os transportes, os cuidados de saúde e, se não viajar sozinho, as despesas com o agregado familiar.

A língua, a religião ou a cultura do país de destino podem ser, por vezes, uma barreira. Informe-se sobre o estilo de vida das populações e os aspetos particulares que deve respeitar.

Em certos países, as condições de higiene e de saúde são bastante inferiores às de Portugal, nomeadamente em África, na Ásia e na América Latina, exigindo cuidados antes de partir e já no local. O ideal é marcar uma consulta do viajante, para saber se tem de tomar vacinas, quais os riscos que corre e que cuidados devem ser tidos no destino. Estas consultas estão disponíveis no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa. Pergunte no seu centro de saúde onde dirigir-se se não residir em Lisboa.

Caso queira estudar ou tenha filhos em idade escolar, verifique como funciona o ensino no país de destino, nomeadamente o calendário, os requisitos para obter equivalências e os procedimentos para matrícula, no início ou a meio do ano letivo.

Já instalado, comece por se registar no consulado português da nova área de residência, ou no consulado virtual, para que os representantes nacionais tenham conhecimento da sua presença e lhe possam garantir apoio e proteção, se for preciso.

Pesquise a que entidades locais do novo país (município, autoridades policiais e outras) deve anunciar que aí se encontra a residir. Comunique a nova morada a todas as pessoas e serviços, inclusivamente em Portugal, com os quais tenha de manter contacto.

Verifique se a sua carta de condução é válida ou o que necessita de fazer para que assim seja. Na União Europeia, não terá problemas. Se rumar a outras regiões, certifique-se de que está habilitado a conduzir.