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Como escolher o melhor crédito pessoal

Para financiar uma pequena obra em casa ou até umas férias num destino paradisíaco, um crédito pessoal é muitas vezes a solução para investimentos que vamos adiando. Conheça os créditos que recomendamos para três cenários.

11 julho 2022
saco de dinheiro

iStock

O valor de crédito atribuído às famílias tem crescido de ano para ano. De acordo com a Pordata, em 2020, ano em que muitas famílias sofreram uma quebra nos rendimentos, foram emprestados, em Portugal, 6257 milhões de euros para consumo e outros fins. Em 2021, este valor subiu para um total de 6696 milhões de euros. Aceder a um crédito pessoal é cada vez mais fácil e com apenas alguns cliques, e sem sair de casa, consegue ter o dinheiro na conta à ordem em apenas algumas horas.

Para aumentar a proteção dos consumidores junto das instituições de crédito, em 2010 foi criado o regime de taxas máximas, que limita as taxas que estas podem praticar. Trimestralmente, o Banco de Portugal publica as taxas máximas que podem ser praticadas para os diferentes tipos de créditos (pessoal, automóvel, cartões de crédito). No terceiro trimestre deste ano, nos contratos de crédito pessoal sem finalidade específica, os bancos não podem cobrar uma TAEG (taxa anual de encargos efetiva global) superior a 13,0%. Quando esta taxa é ultrapassada, os bancos ajustam algum parâmetro para que a proposta se enquadre no limite. Se isso não acontecer e lhe apresentarem uma TAEG superior à permitida, não aceite e reclame com a ajuda da nossa plataforma.

Fazer contas antes de contratar um crédito

Embora a ideia de concretizar projetos sem ter de esperar até amealhar o valor de que necessita possa parecer atrativa, deve lembrar-se de que quando se contrata um crédito o capital é devolvido com os respetivos juros.

Às instituições de crédito cabe avaliar a solvabilidade dos clientes quando estes solicitam algum crédito, reunindo toda a informação e documentação necessárias para perceber se o cliente tem a capacidade de pagar o montante que está a pedir. Contudo, o consumidor também deve fazer uma avaliação aos seus próprios rendimentos antes de contratar um crédito. O peso de todas as prestações que tem para pagar não deverá ultrapassar 35% do seu rendimento mensal líquido. 

Se depois de fazer estas contas concluir que consegue pagar uma nova prestação, é importante que escolha a melhor opção. O ideal é que tenha o menor custo possível com o crédito pessoal.

Deve fazer várias simulações, iguais em montante financiado e prazo, e comparar a TAEG, que contempla juros, comissões, impostos e custos com seguros obrigatórios. Quanto menor a TAEG de um crédito, melhor, porque terá menos custos. Por isso, ao comparar várias simulações iguais em montante e prazo, deve optar pelo crédito que apresentar a TAEG mais baixa.

O nosso simulador ajuda a encontrar o crédito pessoal mais vantajoso para si.

Simular crédito pessoal

É, também, frequente as instituições de crédito proporem a contratação de alguns produtos, como seguros, em troca de uma redução na taxa de juro aplicada ao crédito que está a solicitar. Nesse caso, analise se a subscrição destes produtos tem custos associados e se estes não anulam a poupança que terá na prestação. Se for o caso, prefira o crédito sem produtos associados. Poupar no crédito para depois acabar por ter mais custos devido aos produtos associados não é a melhor solução. Ainda assim, se lhe propuserem produtos sem custos, como a domiciliação de vencimento ou a adesão ao homebanking, aproveite.

Outro parâmetro que pode levá-lo a obter um crédito mais caro é o prazo do contrato. Quanto maior for o período de reembolso, mais caro ficará o crédito. Olhando apenas para a prestação pode até parecer que esta será menor, mas como estará mais tempo a pagar acabará por desembolsar mais em juros. Assim, mesmo que o banco lhe proponha o prazo máximo (atualmente pode propor até sete anos), prefira o prazo que lhe permita uma prestação confortável para o seu rendimento mensal.

Qual o melhor crédito pessoal?

No início de julho, analisámos 29 produtos de crédito pessoal, de 18 instituições de crédito, e calculámos as prestações e TAEG para as diversas ofertas de cada instituição. Conheça as cinco melhores opções para os três cenários em análise.

5000 euros pagos em 24 meses

No primeiro cenário, para um financiamento de 5000 euros, pagos em 24 meses, a Escolha Acertada para os subscritores da DECO PROTESTE é o protocolo que celebrámos com o Unibanco através da PROTESTE CRÉDITO. Com uma TAEG de 7,0%, este crédito tem uma prestação de 223,32 euros, mas como não tem custos iniciais e a instituição suporta o imposto do selo sobre a utilização de crédito, é possível uma poupança nos dois anos de contrato de 349 euros. Para não subscritores da DECO PROTESTE, a Escolha Acertada é o Super Crédito Pessoal do Crédito Agrícola, com uma TAEG de 7,6 por cento.

 

Instituição de crédito Designação Custos iniciais
Prestação
TAN
%
TAEG
%
MTIC  
Unibanco CP Exclusivo Subscritores DECO PROTESTE 0 223,32 6,50 7,0 5359,66
Crédito Agrícola Super Crédito Pessoal 0 218,64 4,50 7,6 5379,39
Crédito Agrícola Crédito Pronto 0 223,32 6,50 9,8 5491,66
Banco BPI Crédito Imediato 104 219,34 4,80  10,2 5500,14
ActivoBank Crédito Multiusos 104 222,61 6,20 10,7 5578,73

12 500 euros pagos em 48 meses

No segundo cenário, para um financiamento de 12 500 euros, pagos num prazo de 48 meses, a Escolha Acertada para subscritores da DECO PROTESTE volta a ser atribuída ao protocolo com o Unibanco. O protocolo tem uma TAEG de 8,6%, permitindo uma poupança total nesse período de 895 euros face à média das ofertas do mercado. Para os consumidores que não sejam subscritores, a Escolha Acertada é o Crédito Multiusos do ActivoBank, com uma TAEG de 9,3 por cento.

Instituição de crédito Designação Custos iniciais
Prestação
TAN
%
TAEG
%
MTIC
Unibanco CP Exclusivo Subscritores DECO PROTESTE 0 307,04 8,00 8,6 14738,05
ActivoBank Crédito Multiusos 260 296,14 6,20 9,3 14804,59
Banco Montepio Taxa Fixa 390 300,95 7,00 10,9 15165,82
Banco BPI Crédito Imediato 260 305,21 7,70  11,1 15240,01
Banco Credibom Crédito Pessoal 0 312,89 8,95  11,3 15348,93

25 000 euros pagos em 60 meses

Já no último cenário, para um financiamento de 25 000 euros, pagos em 60 meses, a Escolha Acertada é o Crédito Multiusos do ActivoBank, que durante o mês de julho tem uma taxa anual nominal promocional de 6,2%, ficando com uma TAEG de 8,4%, sendo, assim, a menor das ofertas analisadas por permitir uma poupança total face à média de 2372 euros. Saiba qual o "top 5" das melhores ofertas para este cenário na tabela abaixo.

 

Instituição de crédito Designação Custos iniciais
Prestação
TAN
%
TAEG
%
MTIC    
ActivoBank Crédito Multiusos 312 488,55 6,2  8,4 30284,70
Unibanco  CP Exclusivo Subscritores DECO PROTESTE 0 510,75 8  8,6 30644,83
Banco Montepio Taxa Fixa 780 498,34 7 10,3 31340,35
Crédito Agrícola Taxa Fixa 468 512,62 8,15 11,0 31885,45
Banco Credibom Crédito Pessoal 0 522,70 8,95 11,0 32022,23

Arrependeu-se? Pode anular o contrato

Se após a contratação do crédito se arrepender, pode sempre exercer o direito de revogação. Tem até 14 dias para revogar o contrato sem ter de invocar qualquer motivo. Desta forma, não terá de pagar qualquer comissão de amortização. No entanto, tem de devolver, no prazo de 30 dias, o capital financiado acrescido dos juros devidos desde que o valor lhe foi disponibilizado até ao momento da devolução. Esses juros são calculados com base na TAN (taxa anual nominal) e no número de dias que o montante esteve disponível.

Após este prazo pode, em qualquer momento do contrato, reembolsar antecipadamente o capital financiado. Basta informar a instituição de crédito, por carta ou outro suporte, com 30 dias de antecedência. Neste caso, o banco já pode cobrar uma comissão pelo reembolso antecipado. Se o crédito tiver taxa fixa e faltar mais de um ano até ao término do contrato, pode ser cobrado, no máximo, 0,5% do capital reembolsado. Se, por outro lado, faltar menos de um ano, só pode cobrado 0,25 por cento. Já se no momento do reembolso antecipado o crédito tiver taxa variável, não pode ser cobrada qualquer comissão.

Poupar no crédito

Além das simulações e de uma análise cuidada das condições oferecidas pelas instituições bancárias, há dicas que o podem levar a poupar no seu crédito pessoal.

  • Os bancos podem cobrar comissões pela análise e contratação do crédito. Alguns propõem juntar ao valor que solicitou os custos destas comissões, seguros e ainda o imposto do selo sobre a utilização do crédito. Opte por não juntar, pois irá estar a pagar juros sobre esse valor, o que irá encarecer o crédito no total.
  • Escolha o menor prazo que lhe permita ter uma prestação confortável para o seu orçamento mensal. Com um prazo superior terá uma prestação mais baixa, mas estará mais tempo a pagar, o que implica um valor maior de juros pagos.
  • Atenção às soluções cheias de facilidades oferecidas nas redes sociais. Alegações como "rapidez na resposta" e "concessão de crédito a quem tem incidentes reportados ao Banco de Portugal" são de desconfiar. Tenha cuidado com estes anúncios, uma vez que, regra geral, são feitos por entidades que não estão habilitadas pelo Banco de Portugal para conceder ou intermediar processos de crédito e podem trazer-lhe dissabores.
  • Calcule a sua taxa de esforço antes de pedir um crédito. Some todas as prestações fixas que já tem com a do novo crédito que pretende fazer. Depois, divida pelo seu rendimento mensal líquido e multiplique por 100. A taxa de esforço não deve ser superior a 35 por cento. No atual contexto de subida das taxas de juro é também importante analisar, quando algum dos créditos que detém tiver taxa variável, se as prestações com o aumento das taxas de juro continuam a ser suportáveis.

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