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Transferência de conta: bancos podem criar dificuldades

08 dezembro 2014
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08 dezembro 2014

Mudar a conta à ordem de banco pode implicar burocracia e obstáculos. O nosso inquérito a 780 leitores revelou sobretudo dificuldades criadas pelo banco antigo, encargos cobrados e má sincronização entre contas, como erros na abertura do novo depósito.

O nosso estudo destinou-se a conhecer as experiências dos consumidores com a transferência e identificar problemas. Dos 780 inquiridos, 60% não trocaram de banco. Cerca de 38% das mudanças envolveram dificuldades e, em 14% das situações, o processo revelou-se mesmo complicado. A lentidão imposta pelo banco antigo foi a razão mais apontada.

Mas os entrevistados referiram também a cobrança de custos pela transferência e encerramento da conta, assim como por uma situação temporária de descoberto. Outra dificuldade indicada foi a má sincronização de contas, tanto porque o novo banco cometeu erros na abertura do depósito, como por ter havido demora na reposição dos serviços ou ordens de transferência ou débito. Registaram-se ainda casos em que o banco antigo não encerrou completamente a conta.

Os consumidores que mudaram fizeram-no sobretudo para obter um serviço de melhor qualidade (42 por cento). Mas, para 37%, pesou também a obtenção de uma taxa de juro mais atrativa e, para 36%, os custos elevados da conta anterior. Já os conflitos com o banco ditaram 22% das transferências.

Os que preferiram manter a conta nunca referiram que usufruíam de um bom serviço. O principal argumento apontado foi o facto de o depósito estar associado a outro produto (32 por cento). Por sua vez, 15% desculparam-se com a excessiva burocracia e 13% com as comissões que teriam de suportar. No entanto, 24% admitiram que é uma questão de tempo e ainda pensam mudar.

A morosidade e burocracia, para que pesa, em grande medida, a fase de sincronização de produtos e ordens, afastam de muitos consumidores a ideia de mudança. Mas 45% estariam muito mais recetivos se pudessem manter o NIB antigo.