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Novo Banco e o antigo BES: impacto da cisão

04 agosto 2014 Arquivado

04 agosto 2014 Arquivado

Os ativos do BES irão ser divididos em dois bancos. Saiba qual o impacto desta cisão nos seus produtos financeiros.

Apenas quatro dias após as contas do semestre terem sido divulgadas, tudo mudou de repente. Os ativos do BES irão ser divididos em dois bancos: o Novo Banco, que ficará com os ativos de qualidade, e o antigo BES que ficará com os ativos problemáticos e que terá um gestor judicial no âmbito do processo de liquidação. Já o Novo Banco ficará a cargo da administração que entrou recentemente no BES, liderada por Vítor Bento.

É a falência do Banco Espírito Santo. Uma falência que não se previa, pelo menos no curto prazo e da forma que foi. Há uns dias, as dificuldades eram notórias mas uma recapitalização do banco seria suficiente, à imagem do que foi feito no BCP, BPI ou Banif. De facto, a situação líquida do grupo apontava para, mesmo após o forte prejuízo semestral, um valor contabilístico de 4,2 mil milhões de euros, capital que, aparentemente, se esfumou nos últimos dias. Mas ainda não foram divulgados todos os contornos deste caso.

O Novo Banco terá como acionista o Fundo de Resolução que irá injetar neste banco 4,9 mil milhões de euros, que será o capital social do Novo Banco. Por ter sido criado apenas em 2012, o Fundo de Resolução não tem a dotação necessária para responder a esta necessidade de fundos. Por isso, teve de recorrer a um empréstimo junto do Estado, no âmbito do montante disponibilizado pela troika para a recapitalização da banca. O Fundo de Resolução é o único acionista do Novo Banco. Este fundo é constituído por contribuições financeiras da banca.

Do ponto de vista operacional, para os antigos clientes do BES, nada muda. Os balcões serão os mesmos e os colaboradores também. Muda a marca para Novo Banco e o tipo de ativos que está incluído no balanço.

Acionistas do BES
Quem é acionista do BES poderá ter perdido todo o seu dinheiro. De facto, o BES está em processo de insolvência e deixa de estar cotado em bolsa e os acionistas apenas poderão receber algum montante no caso de os devedores (em grande parte, empresas ligadas ao Grupo Espírito Santo) que não passaram para o Novo Banco venham a pagar as suas dívidas. Contudo, a probabilidade de receberem algum valor é baixa.

Os subscritores da PROTESTE INVESTE que seguem os nossos conselhos não terão sido lesados, pois o nosso conselho tem sido de vender o título. Mesmo após a queda de mais de 80% da cotação em três meses.

Depósitos continuam seguros
Se anteriormente dizíamos que não deveria correr para levantar os seus depósitos, pois estavam garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, agora essa ideia sai reforçada. Com a cisão do BES em dois bancos e a entrada de 4,9 mil milhões de euros por parte do Fundo de Resolução, o Novo Banco deverá ser perfeitamente capaz de responder às solicitações dos depositantes. Consulte a análise completa no portal PROTESTE INVESTE.