Notícias

Levantar dinheiro com cadernetas vai deixar de ser possível

Os clientes com caderneta bancária vão deixar de poder utilizá-la para levantamentos e transferências. A alternativa é usar cartões de débito, o que poderá implicar um novo custo.

05 setembro 2019
fim cadernetas bancarias

iStock

A partir de 14 de setembro, os clientes com cadernetas bancárias deixam de poder usá-las para fazer levantamentos de dinheiro. A Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Montepio e o Crédito Agrícola irão facultar cartões de débito aos clientes. No caso da CGD, a primeira anuidade é gratuita. Fazer transferências bancárias com caderneta eletrónica também deixará de ser possível.

Na origem desta mudança está uma necessidade de maior segurança das operações bancárias, uma vez que as cadernetas não cumprem com os requisitos impostos pelas novas normas europeias. No entanto, tem faltado informação clara dos bancos sobre os custos que os clientes que passarem a ter cartões irão suportar no futuro, sobretudo no que respeita a comissões.

A CGD, por exemplo, poderá cobrar € 18 de anuidade de cartão de débito após o primeiro ano. O Montepio e o Crédito Agrícola ainda não anunciaram os custos em causa com os cartões de débito.

Para evitar surpresas, deve começar por dirigir-se a um balcão do seu banco ou pedir informações à linha de apoio ao cliente do mesmo para saber por quanto tempo terá o cartão gratuitamente, no caso da CGD, bem como os custos associados.

Com esta informação, poderá comparar os custos do cartão que lhe vão propor com outros cartões e ofertas de outras instituições bancárias.

Ver o comparador de contas à ordem 

Também poderá contactar-nos e enviar-nos as condições contratuais que o banco lhe disponibiliza.

O Banco de Portugal (BdP) não divulgou informação sobre esta mudança. As cadernetas são usadas, em grande parte, pela população idosa e, nalguns casos, com poucas condições financeiras e um orçamento apertado. 

Consideramos que o BdP deveria recomendar a gratuitidade do cartão além de um ano. Esta mudança foi imposta aos consumidores, que não pediram alterações ao serviço. Por isso, neste caso, à semelhança das cadernetas, os novos cartões deveriam ser gratuitos de forma vitalícia.

Além disso, com esta mudança, poderá existir o risco de os bancos tentarem levar estes clientes a aderir a cartões premium, com custos elevados, para cumprir objetivos de vendas.

 

Este artigo pode ser reproduzido para fins não-comerciais se for indicada a fonte e contiver uma ligação para esta página. Ver Termos e Condições.