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Contas-base: custo elevado para a oferta

19 dezembro 2016
Contas base não valem a pena

19 dezembro 2016
As contas-base interessam pouco à maioria dos consumidores, sobretudo a quem pode domiciliar o ordenado ou está à vontade com as operações online.

As contas-base de pouco ou nada valem à maior parte dos clientes bancários: oferecem um número reduzido de serviços por um preço demasiado elevado. Um consumidor paga, em média, 71,04 euros anuais por uma conta-base. É um custo sem justificação, já que há contas à ordem tradicionais mais baratas e até gratuitas. Em média, estas últimas cobram 47,72 euros anualmente pela manutenção (dados de 2016), ou seja, menos 23,32 euros do que as contas-base. Mais: para quem não faz levantamentos ao balcão e movimenta a sua conta através da internet não há vantagens em abrir uma conta-base, uma vez que estes serviços são gratuitos no ActivoBank e no Banco CTT, por exemplo. Podendo domiciliar o vencimento na conta, a benesse dos custos baixos estende-se a outras instituições.

Estas contas incluem apenas serviços básicos - cartão de débito, homebanking, transferências intrabancárias (dentro do mesmo banco) nacionais e possibilidade de efetuar até três levantamentos ao balcão por mês, sem custos adicionais. Em troca, os clientes pagam uma comissão para a qual não há limite estabelecido.

Custos variam muito

Pelo mesmo tipo de conta-base e serviços associados, os bancos cobram diferentes valores. No Banco CTT, a conta-base é gratuita. No Deutsche Bank, os clientes pagam 128 euros por ano (10,74 euros mensais). Trata-se de um valor muito acima do que é praticado pelas restantes instituições. O segundo mais caro, o BPI, cobra 78 euros anuais.

Contas feitas, se, ainda assim, este produto lhe interessar, optar pelo banco dos correios significa poupar 71 euros por ano face à média do mercado nas contas-base.

Não compensa

O cartão de débito é o produto bancário mais interessante incluído no pacote de serviços das contas-base. Mas, mais uma vez, não justifica o preço que os bancos cobram por estas contas. Várias instituições isentam os clientes da devida anuidade, se estes domiciliarem o salário. E mesmo que não isentem, o preço anual destes cartões, em média, é quase sempre inferior ao custo por ano da conta-base mais barata do mercado (excluindo o produto do Banco CTT, que é gratuito). Compare-se: a anuidade média dos cartões de débito neste momento é de 15,17 euros; a conta-base do Banco BIC custa, por ano, 24,96 euros. E há ainda quem ofereça um cartão de débito gratuito, caso do ActivoBank.

Sem possibilidade de fazer transferências interbancárias

As contas-base incluem transferências intrabancárias, mas não para outros bancos. Mais duas características que diminuem a utilidade destes produtos. Na maior parte das instituições, as transferências dentro do mesmo banco também são gratuitas e todos os bancos permitem fazer transferências a custo zero no multibanco.

Única razão para subscrever

Há apenas uma situação em que as contas-base dos bancos CTT e BIC - e apenas estas - constituem as opções mais baratas: se não usa cartão de débito e quer poder fazer até três levantamentos ao balcão por mês. Sublinhe-se que as comissões para efetuar este movimento são, por norma, muito elevadas - rondam, em média, os 5,06 euros por operação.

Custo das contas-base
Instituição Mensalidade (€) Custo anual (€)
Banco CTT 0 0
Banco BIC 2,08 24,96
Crédito Agrícola 5,15 61,78
CGD 5,2 62,4
Santander Totta 5,51 66,12
Banco Popular 5,55 66,56
Montepio 5,72 68,64
Novo Banco 6,24 74,88
Millennium Bcp 6,24 74,88
BBVA 6,24 74,88
Banco BPI 6,5 78
Deutsche Bank 10,74 128,92

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