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Compras online com cartão bancário vão ficar mais seguras

Para reduzir os riscos de fraude nas compras online, além dos dados do cartão, vai ter de usar outros elementos de segurança. Os contactos associados às suas contas bancárias devem estar atualizados até ao fim de agosto. 

  • Dossiê técnico
  • Nuno Rico
  • Texto
  • Sílvia Nogal Dias e Filipa Rendo
11 agosto 2020
  • Dossiê técnico
  • Nuno Rico
  • Texto
  • Sílvia Nogal Dias e Filipa Rendo
utilizador a usar smartphone e computador portátil para compras online

iStock

A partir de janeiro de 2021, ao fazer uma compra online com cartão de crédito ou de débito, não poderá confirmar a operação apenas com os dados do cartão (número, data de validade e código de três dígitos designado CVV/CVC), como até aqui. À semelhança do que já acontece com o homebanking, vai ser adotada a chamada "autenticação forte", ou seja, para confirmar o pagamento será necessário recorrer a outros elementos de segurança, por exemplo, uma password, uma impressão digital (se usar o smartphone ou o tablet) ou um código enviado por SMS.

Assim, mesmo que os dados do cartão sejam comprometidos, se não for colocado o elemento de segurança extra, a compra não é paga, mitigando as fraudes existentes neste tipo de transações. Mas, para receber o código por SMS (o elemento mais utilizado na autenticação forte), os contactos associados às contas bancárias têm de estar atualizados.

O Banco de Portugal recomenda que atualize os seus contactos nas diferentes instituições bancárias até ao fim de agosto. Mesmo que tenha apenas uma conta cartão (e não uma conta à ordem), como acontece com alguns cartões de crédito, deve atualizar o contacto associado. Se não o fizer, corre o risco de, após a implementação desta tecnologia, não conseguir fazer pagamentos eletrónicos com o cartão, por não receber o referido código por SMS.

Verifique com o seu banco se pode fazer esta atualização à distância, utilizando os respetivos canais digitais ou se tem de se deslocar a um balcão.

A autenticação forte foi uma das medidas introduzidas pela versão revista da Diretiva de Serviços de Pagamento, cuja transposição para a legislação nacional entrou em vigor em setembro de 2019. Esta tem como objetivo reduzir os riscos de fraude e reforçar a segurança no acesso ao homebanking e nas operações através de meios digitais. Nesta segunda fase de aplicação da diretiva, as regras de segurança já exigidas aos restantes serviços de pagamentos serão aplicadas às compras online com cartão, até ao início de 2021.

Mais compras online e mais burlas

Devido às medidas de confinamento, no âmbito da pandemia da covid-19, as operações online, sejam pagamentos de compras ou outras operações bancárias, têm aumentado de forma muito significativa. Paralelamente, também os casos de burla e fraude através da internet têm crescido.

O reforço da segurança dos meios de pagamento online, pelos bancos e prestadores de serviços de pagamentos, procura precisamente reduzir esses riscos.

Ainda assim, a diretiva prevê que, em caso de utilização fraudulenta dos meios de pagamento, a responsabilidade imputada ao consumidor não pode ser superior a € 50, desde que não tenha existido negligência da sua parte. Se for vítima de fraude no contexto de um pagamento online, reclame junto da entidade em causa ou no Portal do Cliente Bancário.  

 

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