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Montepio devolve juros indevidos

06 agosto 2013 Arquivado

06 agosto 2013 Arquivado

Em 2011, João do Carmo, da Usseira, concelho de Óbidos, ex-emigrante na Suíça, viu a sua pensão de reforma suspensa durante alguns meses, devido a problemas processuais.

Durante esse período, teve dificuldades em cumprir os seus compromissos financeiros e atrasou-se com a prestação do crédito à habitação. Alertou o banco (Montepio) para a situação. Quando voltou a receber a reforma, entregou o total em atraso, acrescido dos respetivos juros, e retomou o ritmo normal de pagamento. Mas o banco tinha aumentado o spread de 1,25% para 3,19%, o que significava mais 150 euros mensais de juros.

João reclamou, mas o Montepio não lhe deu ouvidos, pelo que pediu a nossa intervenção.

As condições para o aumento do spread que, grosso modo, representa o ganho do banco, devem estar expressas no contrato de crédito. No caso do nosso leitor, estas não incluíam o atraso no pagamento das prestações. Por isso, não havia razões objetivas para o aumento. Mais: João agiu de boa-fé, informando o banco da sua situação e pagando tudo o que lhe foi exigido logo que teve possibilidade.

O banco admitiu o erro após o nosso contacto, pediu desculpa ao leitor pela demora na resposta e repôs o spread inicialmente contratado. Além disso, recalculou as mensalidades já pagas e devolveu ao leitor o montante de juros cobrado indevidamente durante mais de um ano: 1549,46 euros.

Se, como o João, verificou que o spread do seu crédito aumentou, leia as condições previstas no contrato. Caso cumpra todas, reclame junto do banco e dê-nos conhecimento do caso (ver contactos em http://www.deco.proteste.pt/informacao/contactos).

Para ter a certeza de que paga o valor correto aquando da revisão da taxa, pode também testar o cálculo da prestação.