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Comprar casa: como enfrentar um cenário de bolha imobiliária

26 julho 2017 Arquivado
comprar casa

26 julho 2017 Arquivado
Parece impossível comprar casa em Lisboa e no Porto com o aumento do valor médio do imobiliário. Escolher bem o crédito à habitação ajuda a poupar.

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O Índice de Preços da Habitação em Portugal no primeiro trimestre de 2017 cresceu 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. Em 2016, dados da Comissão Europeia já indicavam uma subida de 7,6% do valor médio do imobiliário em Portugal, com os preços das casas a recuperarem valores de antes da crise.

Há mais procura, os preços sobem. O número de interessados teve o maior crescimento dos últimos 10 anos: mais 2,8% de vendas no primeiro trimestre deste ano.

O arrendamento não é uma alternativa em Lisboa ou no Porto, neste momento, pela escassez de alojamento disponível e pelos preços demasiado altos. Resta a quem consegue comprar casa encontrar a melhor forma de poupar.

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Antes de avançar para um empréstimo, lembre-se que as taxas de juro na zona Euro nunca estiveram tão baixas e é provável que voltem a subir. Com o atual aumento do valor médio dos imóveis, se alguma crise se voltar a instalar (em 2008, a Euribor chegou a 5%), pode depois não conseguir vender a sua casa pelo preço que está agora a pagar.

Por isso, para prevenir cenários de crise, se conseguir, dê a maior entrada possível na compra. Se comprar casa na cidade representa um grande esforço, tente procurar nas zonas limítrofes, onde o preço das casas é mais baixo. Feitas as contas, mesmo contando com as deslocações para ir trabalhar, pode ganhar em qualidade de vida e poupar alguns euros ao final do mês e de alguns anos.