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Seguro de vida para crédito à habitação: compensa fazer no banco?

Pode não compensar contratar o seguro de vida no banco onde vai pedir o crédito à habitação. Ajudamos a saber se vale a pena. Poupe milhares de euros com as nossas Escolhas Acertadas.

  • Dossiê técnico
  • Sandra Justino
  • Texto
  • Maria João Amorim
24 junho 2020
  • Dossiê técnico
  • Sandra Justino
  • Texto
  • Maria João Amorim
mãos que amparam uma casa

iStock

Milhares de euros podem separar uma boa de uma má escolha de seguro de vida, na hora de contratar um crédito à habitação. É a conclusão a que, mais uma vez, chegámos depois de sondarmos o mercado, em março.

Recolhemos preços de apólices que cobrem morte e invalidez total e permanente (ITP) e morte e invalidez absoluta e definitiva (IAD), considerando consumidores de diferentes idades a necessitarem de um crédito de 100 mil euros. Optando pelas nossas Escolhas Acertadas para morte e ITP (que aconselhamos em vez de IAD), um casal de 35 anos poupa, face à média, mais de mil euros, ao fim de 30 anos. Dois titulares de 45 anos amealham cerca de 1500 euros ao longo de duas décadas, e dois de 55 anos, mais de 1800 euros em dez anos.

Simule o seu caso no nosso comparador de seguros de vida e encontre a melhor opção para si.

Poupar com o melhor seguro de vida

Os nossos subscritores poupam ainda mais. Negociámos parcerias com as seguradoras April e Real Vida, que preveem condições ainda mais vantajosas para quem nos acompanha. Na April, é possível economizar as primeiras duas mensalidades e, na Real Vida, obter um desconto de 5 por cento. São muitos euros de poupança por mês e ainda mais por ano, mas um seguro de vida não deve ser visto apenas de perto: há que projetar os prémios durante todo o contrato. Só assim se percebe quanto pode, de facto, sobrar na carteira.

Se compensa ou não subscrever o seguro no banco onde é contratado o crédito à habitação, só fazendo contas. Habitualmente, os bancos comercializam os seguros de vida e multirriscos-habitação em troca de um spread (margem de lucro do banco) mais baixo. Pergunta que tem de fazer em frente à calculadora: o que poupa com a bonificação do spread, contratando o seguro proposto pelo banco, é inferior ou superior ao que pagaria pelo empréstimo se optasse por fazer o seguro fora?

Como saber se compensa fazer o seguro de vida no banco

  • Peça ao banco uma projeção do pagamento do crédito ao longo de todo o contrato, com e sem seguros associados. Geralmente, o seguro de vida e o seguro multirriscos-habitação estão na mesma parcela.
  • Contacte as seguradoras que recomendamos e peça uma projeção dos prémios a pagar durante a vigência do crédito à habitação. Se lhe enviarem apenas os preços para o primeiro ano, ou para os primeiros cinco anos (prática comum), insista e diga que pretende saber quanto vai pagar de seguro de vida por mês, ao longo de todo o contrato.
  • Some os prémios do seguro contratado fora do banco às prestações do crédito sem seguros associados.

  • Compare esse valor com a proposta do banco com seguros incluídos e o spread bonificado que resulta da venda cruzada.

  • Não olhe apenas para a prestação mensal somada aos seguros: veja o total que irá pagar no final do empréstimo. Só assim conseguirá perceber qual a solução que verdadeiramente compensa.

Escolha invalidez total e permanente, para ficar mais protegido

Além da morte, o seguro de vida deve cobrir eventuais situações de invalidez. As apólices mais simples contemplam apenas possíveis situações de – e, agora, cuidado, não se perca nas siglas – IAD, modalidade prevista para casos em que a pessoa segura fica totalmente dependente de terceiros para as atividades quotidianas. Já as apólices mais completas preveem a cobertura de ITP, que pode ser acionada sempre que a incapacidade impeça o segurado de garantir o sustento numa profissão compatível com as suas habilitações. É uma cobertura mais abrangente e, por isso, é a que recomendamos.

A percentagem de incapacidade a partir da qual o seguro pode ser ativado varia entre 60% e 75%, consoante a apólice. Por ser mais frequente, apresentamos no nosso estudo os prémios para ITP acima de 65 por cento. Na April, Prévoir e Tranquilidade, é possível optar pela ITP a 60%, pagando um prémio cerca de 5% mais caro. Já a apólice da Real só contempla mesmo ITP a partir dos 60 por cento.

Quanto custa um seguro de vida para um crédito à habitação de 100 mil euros?


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Seguro de vida tem tendência para aumentar todos os anos

Não se deixe seduzir pelo preço do primeiro ano do seguro de vida. O prémio a pagar tem tendência para aumentar ligeiramente todos os anos. O cálculo é feito em função de duas variáveis, que se cruzam: a idade do segurado, que, como é evidente, aumenta a cada ano, e o capital em dívida, que diminui ao longo do tempo, com o pagamento da prestação.

Optando por igualar o capital do seguro ao montante em dívida (o titular pode mantê-lo constante, para, em caso de morte, a seguradora pagar a casa ao banco e o remanescente aos herdeiros legais), seria de esperar que, quando a dívida encolhesse, o prémio baixasse. Não necessariamente. O segurado está mais velho. E, à medida que os cabelos brancos se multiplicam, o risco e o consequente aumento do prémio são superiores à diminuição do capital seguro.

Portanto, sim, vai pagar mais pelo seguro de vida, apesar de dever menos ao banco. Se olhar com atenção para a projeção dos prémios a pagar ao longo do contrato, verá que, só no final do crédito, quando começar a amortizar valores de capital mais elevados, é que o preço do seguro desce. A dada altura da projeção, se tiver optado pela ITP, vai ver mesmo uma descida abrupta. Trata-se do momento em que deixa de estar abrangido pela cobertura, por volta dos 67 anos, quando termina a sua vida ativa. A exceção é a April, que prolonga a validade da ITP até aos 70 anos.

Num crédito com dois titulares, que tipo de seguro contratar?

A opção mais comum é uma só apólice para os dois – a chamada modalidade a duas cabeças –, que cobre a totalidade do empréstimo. Morrendo qualquer um dos membros do casal, o banco é indemnizado pelo valor da dívida.

Em alternativa, é possível subscrever duas apólices individuais, pela totalidade da dívida. Em caso de morte simultânea dos dois titulares, um capital é pago ao banco e o outro é entregue aos beneficiários. Trata-se, naturalmente, de uma opção mais cara.

É possível ainda fazer dois seguros individuais por 50% da dívida. Se morrer um titular, metade é paga ao banco, e o outro segurado mantém a apólice com o restante capital. Os prémios do nosso estudo referem-se à primeira opção, exceto nos casos da Asisa, da Lusitania e da Allianz, que correspondem a duas apólices individuais.

Protocolos para poupar

Os nossos subscritores podem agora beneficiar das parcerias que negociámos com as seguradoras que apresentam as melhores soluções de seguro de vida e que lhes permitem contratar apólices com condições mais vantajosas.

No nosso simulador de seguros de vida, indique o número de titulares, as idades, o capital seguro e a cobertura pretendida, e obtenha uma cotação personalizada. Através da PROTESTE Seguros, pode subscrever os seguros que obtiveram a nota mais alta da nossa avaliação qualitativa e receberam, por isso, o selo de Melhor do Teste.

Pode contar ainda com uma equipa para o ajudar no processo de subscrição ou mudança de seguro.

 

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