Dicas

Catástrofes naturais: coberturas de seguro para proteger a casa e o carro

06 março 2020
Seguro paga inundação?

Catástrofes como tempestades ou inundações deixam marcas e provocam prejuízos materiais avultados. Indicamos as coberturas de seguro facultativas recomendáveis para a casa e o carro.

A lei exige um seguro para cobrir o risco de incêndio da habitação no caso de viver em condomínio e, para o carro, um seguro de responsabilidade civil de 7 290 000 euros para danos a terceiros. Mas convém acautelar outras situações que podem provocar danos graves, como sismos, tempestades ou inundações, não protegidas pelas coberturas obrigatórias.

Coberturas aconselháveis no seguro da casa

seguro multirriscos-habitação é um pouco mais caro do que o de incêndio, mas muito mais abrangente.

  • As apólices têm coberturas de base e complementares. A de “incêndio, queda de raio ou explosão”, que indemniza os danos causados por estes fenómenos, está presente na base de todas as apólices. É também aconselhável contratar uma apólice que inclua a cobertura de danos por água para cobrir os danos com rutura, entupimento ou transbordo da canalização ou esgotos. Nalgumas apólices, a pesquisa de avarias está incluída de base, noutras, deve ser contratada à parte.
  • Para se resguardar das consequências de desastres naturais, há que contratar um seguro que inclua as coberturas de “tempestades”, “inundações”, “aluimento de terras” e “demolição e remoção de escombros”. Quase sempre estas coberturas fazem parte das coberturas de base dos seguros multirriscos-habitação.
  • Fundamental também é a cobertura de “fenómenos sísmicos” (facultativa em todas as apólices), que garante o pagamento de danos na sequência de tremores de terra, erupções vulcânicas ou maremotos, e cujo preço depende do risco sísmico associado à cidade onde se situa o imóvel. Em caso de imóveis antigos ou situados em zonas de risco elevado, como o Algarve ou os Açores, poderá, contudo, ser difícil contratar esta cobertura.
  • Se a casa ficar inabitável devido a um sinistro coberto, a “privação temporária do uso da habitação” paga o transporte e armazenamento dos bens e alojamento alternativo durante a reparação. Nesta situação, também pode ser útil a cobertura de “demolição e remoção de escombros”. Em caso de danos após “furto ou roubo”, é frequente ficarem cobertos os danos causados no edifício, mesmo quando se contrata apenas o recheio. Os danos causados a terceiros são cobertos ao abrigo da “responsabilidade civil”.

Seguro cobre tempestade?

A cobertura de tempestades paga os danos provocados por ventos fortes, desde que a velocidade seja superior a 90 ou 100 quilómetros por hora (consoante a apólice) e provoquem estragos em edifícios sólidos num raio de cinco quilómetros.

De fora ficam os danos em dispositivos de proteção, como persianas, marquises, vedações ou portões, exceto se o edifício ficar destruído.

Estão também excluídos estragos causados pelo mar e pela entrada das chuvas nos telhados, portas, janelas e terraços, salvo se estas estruturas ficarem danificadas pela tempestade. Ou seja, se deixar uma janela aberta e a chuva entrar e provocar danos, o seguro pode não pagar.

Para ativar a cobertura de inundações, que cobre os danos resultantes de inundações provocadas por chuvas torrenciais, rebentamento de diques e barragens e pelo transbordamento do leito de cursos de água, a chuva deve atingir, no mínimo, 10 milímetros em 10 minutos. Estragos em dispositivos de proteção e causados pela ação do mar estão excluídos.

Seguradora pode pedir provas

Pode ser necessário provar junto da seguradora, através de um documento emitido pelo IPMA, que a força do vento e da chuva atingiu os mínimos exigidos.

O segurado deve enviar um e-mail à Divisão de Gestão Comercial do IPMA (comercial@ipma.com), especificando os dados de que necessita, indicando a razão do pedido e a data da ocorrência. Ser-lhe-á depois enviado um orçamento. Aceitando-o, recebe a informação pretendida. O custo é variável, mas poderá rondar os 85 euros.

Nos casos mais violentos e mediáticos, não é usual a seguradora pedir esta confirmação.

O que fica de fora da apólice

Quase tão importante como saber o que o seguro cobre é o que não cobre. Contratando as coberturas de aluimento de terras e demolição e remoção de escombros, é crucial ter noção de que, no primeiro caso, estão excluídos estragos em edifícios com defeitos de construção ou problemas prévios em paredes, telhados ou fundações. A seguradora só paga os danos provocados por fenómenos atípicos e repentinos.

No segundo caso, a apólice não paga as despesas de demolição de qualquer parte do edifício que não esteja danificada, ainda que o segurado esteja legalmente obrigado a fazê-lo.

Proteção em caso de terramoto

O preço da cobertura de fenómenos sísmicos depende do risco sísmico associado à cidade onde se situa o imóvel e do ano de construção. Quanto maior for a probabilidade de ocorrer um sismo, mais cara se torna, mas, também, mais necessária.

As seguradoras usam uma tabela que classifica cada concelho do País em função de cinco categorias de risco. Os Açores e o Algarve são as regiões a que corresponde o risco mais elevado e, por isso, muitas seguradoras não aceitam subscrever esta cobertura no multirriscos-habitação. Aceitando, garantem uma indemnização até ao limite do capital seguro, impondo, regra geral, uma franquia mínima de 5% desse valor.

Que capital segurar?

Ao contratar o multirriscos-habitação, o segurado deve avaliar corretamente os bens e indicar o capital seguro, que, no caso do imóvel, corresponde ao custo de reconstrução e, no caso do recheio, ao valor de substituição em novo.

Se o capital seguro for inferior ao valor dos bens, em caso de sinistro, a seguradora pode aplicar a chamada regra proporcional e só pagar uma parte dos prejuízos. Se, pelo contrário, o valor for superior, estará a pagar um prémio mais caro sem necessidade. A seguradora só paga até ao valor real dos bens.

Avalie os bens corretamente para receber uma indemnização suficiente quando ativar o seguro ou veja qual a apólice mais vantajosa de seguro multirriscos-habitação.

 

Please fill the source and the alt text 
Passo a passo para acionar o seguro multirriscos-habitação

     

Coberturas mais interessantes para proteger o carro

O seguro obrigatório de responsabilidade civil tem uma apólice uniforme, definida por lei. É comercializado pelas seguradoras com as mesmas condições, à exceção do preço. Já no seguro facultativo, a abrangência e utilidade das coberturas é variável. Destacamos as mais importantes.

  • Responsabilidade civil é a única cobertura de contratação obrigatória. Além dos danos causados a terceiros, inclui os danos corporais dos passageiros. O custo varia consoante o tipo de veículo, a cilindrada, o capital seguro, o histórico de sinistralidade, a idade do condutor, os anos de carta, o local de risco, entre outros possíveis fatores.
  • Se receia que o capital mínimo legal (1 220 000 euros para danos materiais e 6 070 000 euros para danos corporais) é insuficiente para satisfazer a indemnização e não pretende correr riscos, opte por módulos superiores, até ao limite de 50 milhões de euros.
  • Assistência em viagem tem um custo anual baixo e um vasto leque de garantias que protegem o veículo e os seus ocupantes, em caso de avaria, acidente ou doença no estrangeiro. A assistência a pessoas pode ser acionada mesmo que não viaje de automóvel.
  • Pode ainda subscrever a cobertura de ocupantes. É a única forma de salvaguardar os danos corporais do condutor num acidente da sua responsabilidade.
  • Além das coberturas indicadas, se o carro for novo ou tiver valor comercial elevado, contrate um pacote que inclua danos próprios, como choque, colisão, capotamento, incêndio, raio e explosão e furto ou roubo.
  • Pode subscrever mais coberturas por um prémio adicional: fenómenos naturais, útil para quem vive em locais sujeitos a inundações ou não tem garagem, e vandalismo, se reside numa zona problemática.

Conheça as condições da parceria Seguro automóvel OK! teleseguros/DECO e veja se compensam face à concorrência no nosso simulador de seguro automóvel.

Junte-se à maior organização de consumidores portuguesa

Num Mundo complexo e com informação por vezes contraditória, a DECO PROTESTE é o sítio certo para refletir e agir.

  • A nossa missão exige independência face aos poderes políticos e económicos. 
  • Testamos e analisamos uma grande variedade de produtos para garantir que a escolha dos consumidores se baseia em informação rigorosa. 
  • Tornamos o dia-a-dia dos consumidores mais fácil e seguro. Desde uma simples viagem de elevador ou um desconto que usamos todos os dias até decisões tão importantes como a compra de casa.
  • Lutamos por práticas de mercado mais justas. Muitas vezes, o País muda com o trabalho que fazemos junto das autoridades e das empresas. 
  • Queremos consumidores mais informados, participativos e exigentes, através da informação que publicamos ou de um contacto personalizado com o nosso serviço de apoio.

A independência da DECO PROTESTE é garantida pela sustentabilidade económica da sua atividade. Manter esta estrutura profissional a funcionar para levar até si um serviço de qualidade exige uma vasta equipa especializada.

Faça parte desta comunidade.

Registe-se para conhecer todas as vantagens, sem compromisso. Subscreva a qualquer momento.

Junte-se a nós