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Como usar o cartão de crédito sem acumular dívidas

Um cartão de crédito pode ajudar nos imprevistos, se usado com cautela. Permite fracionar pagamentos e pode ser útil no dia-a-dia, para chamar um transporte, pedir comida, reservar hotéis ou fazer compras online. Conheça os cartões de crédito disponíveis e veja qual o melhor para si.

  • Dossiê técnico
  • Margarida Zacarias e Nuno Rico
  • Texto
  • Maria João Amorim, Sofia Frazoa e Alda Mota
03 novembro 2021
  • Dossiê técnico
  • Margarida Zacarias e Nuno Rico
  • Texto
  • Maria João Amorim, Sofia Frazoa e Alda Mota
mulher no computador portátil a inserir dados do cartão de crédito

iStock

Pagar despesas com cartão de crédito é uma opção a que muitos consumidores recorrem e que aumentou durante o confinamento. Com as compras online ao rubro, a tendência veio para ficar. Para pedir comida ou um transporte, reservar hotéis ou fazer compras, um cartão de crédito pode ser útil no dia a dia, com a vantagem de poder fracionar os pagamentos.

Como nosso subscritor, tem ainda mais vantagens com a parceria DECO+. O cartão DECO PROTESTE, emitido pela UNICRE – Instituição Financeira de Crédito, SA, dá acesso a todos os privilégios de associado. Pode, por exemplo, fazer o pagamento das contas domésticas de eletricidade, gás ou água até 20 a 50 dias após a data da transação indicada no extrato, sem penalizações. Entre muitas outras vantagens, como a possibilidade de cashback em compras, este cartão está isento de comissão nos postos de abastecimento de combustíveis.

Ao contratar um cartão de crédito, veja sempre qual a taxa anual de encargos efetiva global (TAEG). Corresponde a todos os custos inerentes à utilização do cartão. Por isso, quanto mais baixa melhor.

Saiba qual o melhor cartão de crédito para si

O perigo de uma maior utilização deste tipo de cartões é o sobre-endividamento. No financiamento ao consumo, os cartões de crédito são os principais responsáveis pelas situações de incumprimento. 

Antes de entrar em incumprimento, contacte a instituição de crédito que comercializa o cartão e verifique se é possível, por exemplo, alterar a percentagem de pagamento ou transformar o valor em dívida num crédito pessoal.

Viajar com o cartão de crédito

Nalguns países, os estabelecimentos comerciais e as caixas automáticas aceitam melhor os cartões Visa do que os Mastercard ou vice-versa. Para obter informações sobre a aceitação do cartão no estrangeiro, pergunte ao seu banco. Pode também consultar os sites das redes Visa, Mastercard e American Express.

Durante a sua estada no estrangeiro, é provável que utilize mais o cartão para pagar, por exemplo, os bilhetes de avião ou de comboio, o hotel e as refeições. Para não esgotar o plafond, peça ao seu banco um aumento temporário, válido pelo período acordado.

Regra geral, o cartão é válido por dois, três ou até quatro anos. A data-limite é indicada na frente, com mês e ano. Por exemplo: válido até: 11/21. Neste caso, o cartão é utilizável até ao último dia de novembro de 2021. A partir do primeiro dia de dezembro é recusado em qualquer operação. Se partir de viagem no final de novembro ou início de dezembro, confirme junto do banco que receberá o novo cartão a tempo.

Leve consigo os números da entidade emissora, útil para pedir o cancelamento do cartão em caso de perda ou roubo, e da assistência médica ou seguradora, que figuram no contrato de adesão. Poderá precisar destes contactos para o repatriamento médico ou ativar um eventual seguro de perda de bagagem.

Acabou o dinheiro que levava no bolso e precisa de mais algum para as pequenas despesas diárias? O melhor é levantar algumas notas num caixa automático (ATM). Faça-o com o cartão de débito, já que tem menos custos do que o de crédito. Fora da zona euro, evite retirar pequenas quantias de cada vez, pois é mais caro. Esta operação implica uma comissão fixa. Quanto mais vezes recorrer à máquina, mais paga. A maioria dos bancos cobra ainda uma comissão variável sobre a transação, à qual acresce imposto de selo.

Se, por algum motivo, não puder levantar dinheiro no multibanco, resta-lhe a alternativa mais cara: levantar com o cartão de crédito ao balcão de um banco (cash-advance). Na zona euro, estão sujeitos a comissões uniformes, mas, fora dela, o banco pode cobrar taxas específicas, que variam com o país.

Pague com cartão para beneficiar do seguro

Alguns cartões incluem seguro para indemnizá-lo das despesas com produtos de primeira necessidade, caso as bagagens cheguem com atraso. Para tal, a viagem tem de ser paga com o cartão. Se ficar doente ou ferido, nalguns casos, pode beneficiar de assistência médica e repatriamento. Para conhecer as condições e respetivas exclusões, consulte o contrato de adesão.

Quando fizer um pagamento, certifique-se de que é passado num único equipamento, para não ser clonado. Se lhe pedirem para repetir a operação, faça-o apenas se o terminal apresentar uma mensagem em como a anterior foi anulada. Exija um comprovativo.

Caso venha a perder o cartão, este se extraviar ou lhe for roubado, contacte de imediato a entidade emissora (Unicre: 00 351 213 159 856), a SIBS, Sociedade Interbancária de Serviços (00 351 217 918 780) ou o banco. Para facilitar, tenha à mão o número do seu cartão e da conta que lhe está associada, bem como o nome da entidade emissora. Avise também as autoridades e peça uma prova desta participação. Alguns emissores exigem-na para acionar o seguro do cartão.

Custos associados e taxas de juro do cartão de crédito

Quem usa cartão de crédito paga pesadas taxas de juro, que podem rondar os 30% no caso de cartões contratados antes de 2010. Desde essa data, para controlar o custo destes produtos e evitar os casos de incumprimento, o Banco de Portugal limitou o valor máximo das taxas de juro efetivas a praticar no crédito ao consumo, incluindo os cartões de crédito. As taxas que ultrapassem esses limites são consideradas, por lei, com juros excessivos. Mas só para contratos feitos depois de 2010.

Ao escolher um cartão de crédito, tente que os custos associados ao uso do cartão lhe pesem o menos possível. Se tem a possibilidade de pagar o cartão de crédito na totalidade, saldando as compras que faça nos 20 a 50 dias seguintes para não pagar juros, opte por um cartão sem anuidade. E, neste caso, confirme se a isenção se mantém depois do primeiro ano de subscrição ou se depende de um montante mínimo de movimentos. Caso prefira fasear os pagamentos, o cartão com os juros mais baixos é a melhor opção.

Segurança ao usar o cartão de crédito

O uso crescente do cartão de crédito e a subida das compras através da internet aumentam os riscos associados à utilização destes cartões. Apesar de ser pouco frequente (na ordem de 0,05% das transações realizadas), pode acontecer ser alvo de roubo dos dados do cartão de crédito e ver o saldo desaparecer de um momento para o outro. Numa situação destas, peça de imediato o cancelamento do cartão e faça valer os seus direitos. A responsabilidade do utilizador nestes casos está limitada a 50 euros, exceto se tiver havido negligência grosseira.

Para maior proteção, não introduza os dados do cartão de crédito em links enviados por e-mail nem nunca os partilhe ou divulgue por telefone. Há sistemas de pagamento seguros, que são uma boa alternativa ao pagamento com cartão de crédito. É o caso do MBNet (que cria um cartão temporário com um limite de utilização definido pelo utilizador, e que permite fazer a compra sem os dados reais do cartão), do Verified by Visa e do PayPal.

Para reduzir os riscos de fraude, as compras online com cartão de crédito estão mais seguras desde o início de 2021. Desde essa altura, é necessário recorrer a outros elementos de segurança, como um código enviado por SMS, para confirmar a operação.

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