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Cartões de crédito: adiar pagamentos sem juros

20 outubro 2014

20 outubro 2014

É possível adiar o pagamento de uma despesa por 20 a 50 dias sem pagar juros e ainda ganhar algum dinheiro. Basta escolher um cartão de crédito sem anuidade e com função de cash-back.

Se pretende pagar as despesas a 100%, opte por um cartão sem anuidade e, se possível, com reembolso de parte do que gastar (cash-back). Já se prevê recorrer ao crédito, opte por um cartão com taxa de juro baixa.

Anuidade zero sempre que possível
Na assinatura do contrato, assinale a opção “pagamento a 100%”. Assim, só tem de devolver o que gastou no prazo de 20 a 50 dias e não paga juros. Esta é a melhor garantia de que consegue manter o orçamento familiar na linha e controla as despesas do cartão todos os meses.

Se não assinalar o pagamento de 100%, o banco pode definir uma percentagem inferior (20, 50 ou 75%, por exemplo) e acumula juros sem necessidade. A opção por esta modalidade não o impede de pedir ao banco para dividir uma despesa de maior volume em tranches, se for necessário.

Se ainda não tem cartão de crédito, escolha um sem anuidade para ambos os titulares. Regra geral, os da gama classic são mais baratos. Mas já há cartões gold que não exigem anuidade e incluem um pacote de seguros (de viagem e responsabilidade civil, por exemplo). Atenção às letras miudinhas dos contratos. Alguns bancos obrigam a gastar um montante mínimo anual em transações para ter isenção. Outros cobram a anuidade, mas devolvem-na após a primeira compra.

Emagrecer a taxa de juro
Se prevê usar a vertente de crédito com frequência, escolha o cartão em função da taxa de juro. Quanto mais baixa, menos paga. Se tiver cash-back tanto melhor, pois os valores reembolsados com as compras diminuem o impacto dos juros.

Recorrer ao cartão de crédito é fácil e rápido, mas pode ficar caro para prazos longos, se comparado com outras formas de crédito ao consumo.

Usar cartão de crédito envolve alguns riscos, como perda, roubo ou fraude. Nestes casos, a lei só permite que o utilizador seja responsabilizado pelos movimentos antes da comunicação do ocorrido ao emissor, até 150 euros.

Arredondar para poupar
Antes de subscrever, analise as condições. Tem aumentado o número de cartões que propõem um arredondamento superior dos valores pagos, sendo o remanescente transferido para uma poupança. Na prática, se fizer um pagamento de € 24,40 e tiver definido o arredondamento para a unidade superior (no caso, 25 euros), 60 cêntimos são transferidos para uma aplicação de poupança associada ao cartão.

Este conceito de mealheiro é interessante, dado que permite poupar pequenos montantes de cada vez. Porém, o banco pode canalizar estes valores para uma aplicação pouco interessante, havendo alternativas mais rentáveis no mercado. Opte por esta funcionalidade apenas se a aplicação for vantajosa financeiramente. Para ter uma ideia, compare a taxa de juro proposta pelo banco com as dos depósitos a prazo do mercado. Se chegar à conclusão de que a aplicação não interessa, nada o impede de subscrever o cartão. Esta funcionalidade é opcional.