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Como encontrar alojamento para estudantes

Arrendar um quarto, partilhar casa, morar numa residência de estudantes ou obter um complemento de alojamento são algumas das opções para os alunos que estão longe de casa. Veja ainda quanto pode abater nos impostos. 

  • Dossiê técnico
  • Magda Canas
  • Texto
  • Myriam Gaspar, Ana Rita Costa e Filipa Nunes
03 setembro 2021
  • Dossiê técnico
  • Magda Canas
  • Texto
  • Myriam Gaspar, Ana Rita Costa e Filipa Nunes
estudantes à procura de alojamento arrumam livros na sala

iStock

O esforço de adaptação que foi necessário no início do ano letivo anterior vai continuar a ser necessário no início do ano letivo que se avizinha. De acordo com o calendário divulgado pela Direção-Geral do Ensino Superior, ainda sujeito a confirmação, os caloiros só conhecerão a sua sorte a 27 de setembro (primeira fase). A segunda fase das colocações está agendada para 14 de outubro.

Ainda não há certezas sobre o modelo a adotar quanto às aulas do próximo ano, mas tudo indica que a maioria das instituições de ensino superior regressem às aulas presenciais a 13 de setembro. Para já, manter-se-ão as medidas de higienização das mãos e uso de máscara obrigatório. Mas, em princípio, não haverá restrições de ocupação de espaços, nem testagem obrigatória. Embora o plano inicial deva ser, na maioria dos casos, desenhado com base no modelo presencial, mantêm-se em aberto os dois cenários, presencial e híbrido. As universidades mantêm alguma autonomia para definir as suas próprias estratégias. Vamos continuar a acompanhar as novidades e daremos conta das mesmas assim que forem definitivas.

Perante isto, é pertinente saber se faz sentido, quando a universidade fica longe de casa, arrendar um espaço noutra cidade. O alojamento é quase sempre a maior fatia da despesa mensal para as famílias dos estudantes. O mais acertado será contactar o mais depressa possível a instituição de ensino que o aluno irá frequentar e saber qual o tipo de aulas que a mesma terá. 

O candidato deve ponderar se se justifica procurar um alojamento que obrigue a um pagamento mensal fixo ou a uma permanência no contrato. Nos casos em que não predomine o modelo presencial, pode ser preferível optar por ir e vir no mesmo dia, se for exequível, ou recorrer a estadias na casa de amigos ou familiares, ou em hotéis ou pensões. Supondo que só é expectável o aluno ir à universidade alguns dias por semana, para ter aulas de laboratório, por exemplo, dificilmente se justificaria arranjar um alojamento estável, com as inerentes despesas fixas. Só depois de ponderar todos os prós e contras sob o ponto de vista financeiro, faz sentido procurar onde residir.

Encontrar alojamento nem sempre é uma tarefa fácil, dada a escassez de oferta a preços aceitáveis. A maioria dos estudantes aproveita o dia da matrícula para encontrar casa, mas o ideal é começar a pesquisa o quanto antes. Em princípio, a oferta é maior e os preços mais acessíveis. O Observatório Digital do Alojamento Estudantil é uma boa dica para ter ideia dos preços médios praticados, bem como para acompanhar o número de quartos disponíveis em cada zona do País. Conheça as várias alternativas de alojamento.

Opções de alojamento para estudantes 

Partilhar os custos de arrendamento de uma casa, um quarto numa residência universitária ou candidatar-se ao arrendamento acessível são algumas das alternativas. 

Arrendar um quarto ou partilhar casa

Se a intenção é procurar um quarto, as agências imobiliárias não são uma ajuda válida, pois em regra não têm esse tipo de oferta. O recurso a pessoas conhecidas, a consulta atenta dos placards que existem à entrada das universidades e a internet são meios privilegiados para procurar este tipo de alojamento. Muitos dos quartos disponíveis pertencem a casas onde só vivem estudantes, mas nem sempre. Há muitos proprietários de imóveis que disponibilizam alojamento, mantendo neles a sua residência.

Arrendar um apartamento e partilhar o espaço é uma boa forma de reduzir os custos inerentes à gestão de uma casa ou à mensalidade de um quarto. Se for esta a opção, o melhor é começar desde logo por procurar uma ou mais pessoas de confiança para a dividir. Pode recorrer a agências imobiliárias, às várias plataformas que trabalham no mercado imobiliário na internet ou aos serviços de ação social das universidades e politécnicos. Há plataformas, como a Uniplaces, que se dedicam exclusivamente ao alojamento para estudantes.

Residências de estudantes 

Esta é uma boa opção para as famílias com maiores limitações financeiras, pois os preços são mais atrativos, ainda que não estejam tabelados. Em regra, a mensalidade já inclui despesas como eletricidade, água e comunicações. Os quartos, contudo, costumam ser repartidos, o que pode ser um obstáculo para alguns candidatos.

A maioria das residências universitárias é gerida pelos próprios estabelecimentos de ensino. Como as vagas não são muitas e os bolseiros têm prioridade, o acesso faz-se através de candidatura. Só é possível apresentá-la após a matrícula no estabelecimento de ensino. Deve recorrer aos serviços de ação social do estabelecimento de ensino para esta opção ou outras de custo mais reduzido.

Atualmente, as principais universidades têm muitas informações sobre alojamento, enquadrado ou não na gestão nas instituições, nos seus próprios sites. Visite a página da universidade e procure a área respeitante ao alojamento. Alguns desses sites já permitem a candidatura online às residências universitárias.

Em cidades tradicionalmente universitárias, como Coimbra, tem uma alternativa adicional: as repúblicas. Em abono da verdade, estas não são mais do que casas partilhadas, com regras próprias, onde todos contribuem para as despesas. As informações boca-a-boca e os placards disponíveis nas universidades são os locais onde se obtêm contactos para encontrar esse tipo de alojamento.

Também há a possibilidade de optar por residências geridas por entidades privadas. A internet é a melhor forma de as encontrar e saber condições. Na maioria dos casos, os preços são bastante superiores. Porém, as características do alojamento também são, à partida, melhores.

Arrendamento acessível

Os estudantes ou pessoas inscritas em cursos de formação profissional também podem candidatar-se ao arrendamento acessível, que garante rendas mais baixas aos inquilinos. Não necessitam de ter rendimentos próprios, desde que o pagamento da renda seja assegurado por fiador (pais do estudante, por exemplo). Para mais informações sobre o programa de arrendamento acessível aceda ao Portal da Habitação.

O que fazer se planeia um programa de Erasmus+

A ida para fora do País é o sonho de muitos estudantes universitários, mas a maioria é confrontada com enormes dificuldades em encontrar alojamento, sobretudo a preços que as suas famílias possam pagar.

No âmbito deste tipo de programas, os estudantes podem receber bolsa, a título de contribuição para as despesas de viagem e estadia, a qual pode variar em função das diferenças de custo de vida entre o país de origem e o país de destino, do número dos candidatos, da distância e da eventual existência de outras bolsas.

Deve contactar a agência nacional e a instituição de ensino superior de envio para se informar sobre as taxas aplicáveis. Os estudantes que efetuem um estágio, os alunos de grupos desfavorecidos e de regiões ou países do programa ultraperiféricos podem beneficiar de apoio adicional.

Os níveis do apoio concedido e as taxas fixas para intercâmbios entre países do programa e países dos parceiros são publicados no Guia do Programa Erasmus+.

Covid-19 continua a refletir-se no programa Erasmus+

Agora que o início do ano letivo se aproxima é importante que os estudantes se informem junto das respetivas instituições de ensino (em Portugal e no estrangeiro) sobre a forma como as mesmas planeiam avançar com as aulas no âmbito do programa Erasmus+. O poder de decisão está na mão de cada instituição.

Se no contexto de pandemia um estudante decide ir para fora, deve estar consciente de que o tema alojamento é da sua inteira responsabilidade. Deve começar por contactar o gabinete responsável pelas relações internacionais da universidade de destino, porque esse organismo pode facilitar o acesso às residências universitárias e a outros tipos de alojamento. Normalmente o contacto desse gabinete está disponível no site de cada instituição de ensino. Se não o encontrar, contacte diretamente a universidade.

As residências universitárias são uma das melhores formas de os estudantes se integrarem, porque não estão sozinhos numa cidade e num país que desconhecem. As condições que cada uma oferece devem ser analisadas minuciosamente pelos candidatos, pois o preçário praticado, o que está ou não incluído, o conforto que oferecem, entre outros itens, variam muito.

Além das residências universitárias geridas pelas universidades, também há as geridas por entidades particulares. O preço é, provavelmente, superior. Podem ser procuradas online e nos sites das próprias universidades.

O arrendamento de quartos ou casas, partilhados ou não, também é uma possibilidade no estrangeiro. Os conselhos que demos a respeito deste tema no panorama nacional aplicam-se também neste caso. O senão é escolher o espaço à distância. A solução pode passar por começar a procurar algo temporário. Depois, com calma e cuidado, escolher uma casa ou um quarto.

Apoios sociais para estudantes deslocados

Existem várias residências universitárias, espalhadas pelo País, destinadas ao alojamento de estudantes, que necessitem de estar deslocados do seu agregado familiar para frequência das atividades académicas. 

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