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Durante muito tempo foram praticados abusos no negócio imobiliário do time-sharing: vendas muito agressivas, publicidade enganosa, falta de informação e excesso de despesas. Apesar da atual legislação ter posto um freio nessa realidade, os analistas da PROTESTE INVESTE não recomendam o time-sharing numa perspetiva de investimento.

Aliás, a própria norma sobre o time-sharing, que legalmente se chama “direito real de habitação periódica”, proíbe que este produto seja vendido ou publicitado como um investimento financeiro. Num contrato de time-sharing adquire-se o direito de usufruir de uma casa num empreendimento turístico durante uma ou mais semanas em cada ano.

Para muitos consumidores, mais interessante do que o time-sharing é a compra duma propriedade com a sua cedência simultânea para arrendamento. O conceito é diferente, porque a propriedade fica no seu nome, mas, na prática, fica com as mesmas semanas de férias disponíveis e com um rendimento frequente, tal como num contrato de time-sharing.

A iniciativa dos contratos de compra com cedência para arrendamento é tradicionalmente dos promotores de empreendimentos hoteleiros. Simultaneamente ao ato da compra, o novo proprietário cede o arrendamento do imóvel ao promotor em troca de um rendimento que, muitas vezes, se reflete em taxas de rentabilidade fixas nos primeiros anos.

É um excelente negócio para os promotores imobiliários, pois ao venderem, quase sempre a preços inflacionados, conseguem reduzir o seu investimento sem perderem a gestão do empreendimento e com possibilidade de imputar custos aos proprietários (despesas de condomínio, de gestão, de manutenção e de segurança, impostos e custos com obras e remodelações).

Porém, para o comprador, um investimento desta natureza comporta alguns riscos que deve ter sempre presente. Alterações unilaterais ou eventual desinteresse futuro do promotor no projeto poderá levar as rentabilidades futuras a ficarem muito aquém das expectativas iniciais. Mesmo com o envolvimento total do promotor, não há garantia sobre a taxa de ocupação do imóvel, que pode ser afetada por fatores externos ao projeto. Veja a análise completa no portal da PROTESTE INVESTE.