última atualização: 30/04/2020

Tem dúvidas sobre o uso e compra de máscaras?

Portugal sai do estado de emergência no dia 2 de maio. Nesta nova fase, a Direção-Geral da Saúde recomendou o uso generalizado de máscaras em espaços fechados e definiu as regras de fabrico. Mas convém não esquecer que o risco de infeção é real se as outras medidas de prevenção como o distanciamento social, lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou de desinfetá-las com gel à base de álcool, forem esquecidas.

A máscara pode ajudar a reduzir a propagação da infeção na comunidade, minimizando a expulsão de gotículas de saliva produzidas pela tosse ou espirro de indivíduos infetados, que podem não ter disso conhecimento. Mas quem já apresenta sintomas deve recorrer à máscara cirúrgica.  

Máscaras disponíveis e a quem se destinam

Cirúgica 
Cobrem a boca e o nariz do profissional de saúde. Funcionam como uma barreira para minimizar a transmissão direta de agentes infecciosos entre o profissional e o doente. A principal finalidade é proteger a saúde do doente, embora também salvaguarde o profissional. Estas máscaras devem cumprir os requisitos essenciais da Diretiva Europeia n.º 93/42/CEE, de 14 de junho de 1993, sobre dispositivos médicos, e a norma EN 14683:2019, bem como apresentar marcação CE.

Respiratória
Protegem o profissional de saúde de potenciais riscos para a sua saúde e segurança. Define-se como equipamento de proteção individual e deve obedecer ao Regulamento (UE) 2016/425, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 9 de março de 2016, que consta do Decreto-Lei n.º 118/2019, de 21 de agosto. A Norma EN 149:2001+A1:2019 refere-se a Equipamentos de Proteção Individual, aplicável aos aparelhos de proteção respiratória filtrantes (APR), nomeadamente aos “respiradores” ou “máscaras autofiltrantes”, e, consoante a eficiência de filtração, classifica-os em equipamentos FFP1, FFP2 e FFP3.

Social ou comunitária
Classificada como artigo têxtil de uso único ou reutilizável, destina-se à população em geral e a profissionais sem regime de teletrabalho. Deve permitir quatro horas de uso ininterrupto, sem degradação da capacidade de retenção de partículas, nem da respirabilidade. Assegurar, no mínimo, 70% de filtração, é um requisito obrigatório. A informação sobre a reutilização (lavagem, secagem, conservação e manutenção) e o número de utilizações devem ser dadas pelo fabricante. Na etiqueta, o utilizador deve, também, ser informado sobre as características de desempenho, sobre o facto de o produto não ser um dispositivo médico ou um equipamento de proteção individual e sobre a composição. O fabrico está sujeito ao cumprimento das normas EN 14683:2019 (Anexo C) ou EN ISO 9237:1995, EN 14683:2019 (Anexo B) ou EN 13274-7:2019. Para saber que máscaras se encontram já devidamente aprovadas, aceda ao site do CITEVE.

Não se esqueça das regras de etiqueta respiratória em tempos de pandemia e lembre-se que a correta colocação da máscara obedece a preceitos rigorosos.

Se tem dúvidas sobre o uso e compra de máscaras, partilhe-as nos comentários: a nossa equipa técnica de Saúde, responde. 

Equipa DECO PROTESTE

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