última atualização: 17/11/2019

Hoverboard, trotinete, monociclo ou diciclo elétrico. Tem algum destes engenhos elétricos?

Há cada vez mais portugueses a deslocarem-se com engenhos elétricos, como hoverboards ou trotinetes. Utilizam-nos tanto para lazer como para se deslocarem para o trabalho.

Tem algum destes aparelhos? Se não tem, compraria algum?

Qual o mais apreciado? Conte-nos a sua experiência e, se tem dúvidas, deixe a sua questão?

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  Comentários

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Ricardo Amaro
20/08/2019

Olá,

Eu adquiri em finais de Maio deste ano um diciclo elétrico da marca Airwheel no qual faço (sempre que posso) as deslocações casa-trabalho-casa. Desde que o comprei já fiz mais de 150km com ele e o único problema que tive até agora foi um pneu furado (que foi reparado em relativamente pouco tempo e ao abrigo da garantia do fabricante).

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Manuel Ribeiro | Moderador
21/08/2019

Olá, Ricardo.

Qual é o modelo e quanto lhe custou? Comprou online ou na loja?

Costuma utilizar algum dispositivo de segurança, tipo capacete, quando circula com ele?

E a autonomia é de quanto?

Obrigado,

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Ricardo Amaro
22/08/2019

Olá Manuel,

É um Airwheel S8 que comprei na Fnac por 600€.
Visto que a velocidade máxima dele é de 15km/h e não ando com ele na estrada (só ciclovias e passeios na ausência de ciclovia) não uso nenhum tipo de dispositivo de segurança. A autonomia dele é muito variável (depende do peso, velocidade, vento, inclinações, etc.) mas situa-se entre os 15 e 20 km.
Como termo de comparação, o trajecto para o trabalho são 8km e tipicamente tenho cerca de 40% de carga restante.
Além disso, o aparelho demora 3 horas a carregar completamente a partir dos 0% de bateria, o que dá perfeitamente para carregar durante o trabalho e poder voltar a usá-lo ao fim do dia para ir para casa.

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Pedro Santos
17/09/2019

Nunca tiveste problemas por andar com esse didiclo pelos passeios? Eu estava a considerar comprar um aqui para ir para o trabalho aqui no porto mas meu receio é se ainda levo uma multa ou algo assim. Também acho bastante inadequado para ruas com más condições e com muito movimento.

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Ricardo Amaro
30/09/2019

Olá Pedro.

O único problema que tenho a andar no diciclo nos passeios é o desconforto causado pelas vibrações da nossa calçada e por isso evito ao máximo andar nos passeios e dou primazia às ciclovias. Quando sou forçado a andar em passeios já me cruzei várias vezes com agentes da autoridade e nunca fui interpelado por estes. Legalmente desconheço qual o enquadramento mas em termos práticos, visto a velocidade máxima ser de 15 Km/h e o peso total (eu + diciclo) ser inferior a 100 Kg, é o equivalente a uma pessoa com menos de 100 kg a correr no passeio (que tenho quase a certeza que não é ilegal). O meu único conselho é que estudes bem o percurso que tens de fazer diáriamente e as alternativas ao mesmo no sentido de poderes fazer as tuas deslocações maximizando o uso de ciclovias. Testa o percurso com uma bicicleta ou um trotinete antes de comprares o diciclo.

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VITOR CARVALHINHO
16/09/2019

Viva!

Tenho desde maio uma pequena scooter elétrica da NIU (Modelo M Pro) que uso diariamente em Coimbra: no percurso casa-trabalho, para ir às compras, etc. Custou 2500€. Recebi 400€ do fundo ambiental. Comprei-a em Aveiro, na Biclaria.

Fiz 600km e, até ver, estou bastante satisfeito. É extremamente fácil de usar, é leve, ágil e acelera rápido, mesmo em subidas. Permite avançar facilmente nas cada vez maiores filas que há em Coimbra às horas de ponta.

Como a bateria é amovível posso carregá-la no trabalho e no apartamento. Carrego-a tipicamente uma vez por semana (demora umas 5 horas). Tenho tido uma autonomia média de 45km.

Os aspetos negativos, até ao momento, são as lombas para abrandar o trânsito, as estradas com os carris dos antigos comboios, na baixa e as ruas em paralelos e calçada portuguesa - a scooter tem as rodas bastante pequenas, e mesmo com os amortecedores, a experiência de passar estes obstáculos não é agradável.

Tem um limite de 45km/hora de velocidade máxima, mas não me causa grande aborrecimento aqui na cidade. É também bastante pequena (comparada com as scooters tradicionais) e, como tal, talvez não seja tão indicada para pessoas grandes.

Como é um motociclo equivalente a 50cc não posso andar com ela na Ponte da Europa, na estrada para Taveiro nem na ponte do IC2 que permite o acesso ao Hospital, mas também nada que não se resolva por outro caminho um pouco mais longo.


Atenciosamente,
- Vitor Carvalhinho

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Manuel Ribeiro | Moderador
19/09/2019

Olá, Vitor.

Obrigado por partilhares com a comunidade a tua experiência. Consigo imaginar a dificuldade que descreves em circular por algumas artérias da cidade com veículos de rodas pequenas. Tal como quando vi as trotinetes, em Coimbra, como seria circular com elas pela rotunda do Papa?!

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VITOR CARVALHINHO
17/11/2019

Passei esta semana pela primeira vez na rotunda do Pápa. É uma experiência bastante má.

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Pedro Santos
17/09/2019

Olá,
Eu gostaria de saber se usando um diciclo ou/e uma trotinete eléctrica haveria muitos problemas de andar no passeio, visto que todo o meu percurso para o trabalho não tem ciclovia e a estrada para alem de só ter espaço para os carros, é tudo em paralelo. E mesmo não sendo não me sinto muito a vontade de andar a frente dos carros.Principalmente o diciclo que não anda assim tão rápido e não ocupa mais espaço que uma pessoa.

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Manuel Ribeiro | Moderador
23/09/2019

Olá, Pedro.

Recordo um artigo da DECO PROTESTE de setembro de 2016, sobre bicicletas (velocípedes): “caso exista uma pista especial, os velocípedes devem circular de preferência por esta via. Ao fazê-lo numa via pública, devem respeitar as regras. Desde que não ponham em perigo ou perturbem os peões, os menores até 10 anos estão autorizados a andar de bicicleta nos passeios.

Segundo o artigo 112.º do Código da Estrada: “os velocípedes com motor, as trotinetas com motor, bem como os dispositivos de circulação com motor elétrico, autoequilibrados e automotores ou outros meios de circulação análogos com motor são equiparados a velocípedes.”

Então, estes velocípedes ( veículos a motor com menos de 250 kW de potência e limitados aos 25 km/h) devem utilizar as ciclovias e a estrada. Estão proibidos de circular nos passeios. É o caso dos diciclos elétricos ou das trotinetes.

 

 A equipa DECO PROTESTE

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Ricardo Amaro
30/09/2019

Olá.

O artigo 112 do CE não prevê qualquer contra-ordenação em caso de infração. No entanto, analisado o que está descrito no restante Código da Estrada, penso que este artigo foi alterado para abranger as novas soluções de mobilidade sem ter em atenção as suas especificidades. Assim, segundo o artigo 1º alínea q) quem conduz um diciclo sendo equiparado a velocipede é considerado um "utilizador vulnerável" mas depois nos pontos 2 e 3 do Artigo 17 dizem que os velocípedes só podem circular nas bermas e os que forem conduzidos por menores de 10 anos é que podem circular nos passeios. Só que os diciclos não estão limitados a 25 km/h mas sim a 15 km/h e adicionalmente, um utilizador de diciclo quando sentado representa um obstáculo lento e de visibilidade reduzida (tal com uma criança num velocipede).
No entanto, como só a infração do ponto 1 do artigo 17 é que está sujeita a contra-ordenação, podemos sempre alegar que estamos a aceder a prédios quando nos deslocamos com o nosso diciclo pelo passeio.