última atualização: 03/08/2022

Venda de energia elétrica à rede - o que é preciso?

Boa tarde.

Gostava de saber o que é necessário adquirir (licenciamento, etc), para ter a minha própria unidade de produção de energia fotovoltaica, um conjunto de painéis destinados exclusivamente à venda.

E se o contrato é negociado diretamente com a empresa elétrica a que irei vender a energia? Com a REN?

Muito obrigado,

João Santos

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191 Comentários

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15/01/2021

Bom dia
Acabei de instalar painéis fotovoltaicos. Para além do consumo próprio poderei vender o excesso?

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15/01/2021
, Respondeu:

Bom dia Sr. António Ramalho,

Ao abrigo do decreto de lei nº 162/2019, pretende-se que a produção de energia por painéis fotovoltaicos seja para autoconsumo e não para venda de energia à rede, como era anteriormente no caso das Microgerações.
O objetivo é que a energia produzida seja totalmente consumida e não injetada na rede. Por este motivo é extremamente importante que antes da instalação da UPAC (Unidade de produção em Autoconsumo) se analisem os consumos elétricos e a sua variação ao longo do dia e posteriormente se ajuste a produção de energia a esses valores.
No caso de existir energia excedente, a mesma pode ser injetada na rede e comprada pelo comercializador de ultimo recurso (CUR) https://www.erse.pt/eletricidade/funcionamento/comercializacao/#comercializadores-de-ultimo-recurso-(cur) ou por outro comercializador do mercado livre. Poderá consultar a ACEMEL (Associação de comercializadores de energia no mercado liberalizado) e obter a informação relativa aos comercializadores que neste momento estão a comprar energia proveniente das UPAC`S.
O seu valor é calculado tendo em consideração a indexação do preço de energia elétrica no mercado diário (OMIE) com uma penalização sobre esse valor. O valor dessa penalização depende da entidade que está a comprar a energia, e pode ser um valor fixo ou um valor indexado ao preço de compra da energia. O valor do preço fixo anda entre os 0,035€/kWh e os 0,039 €/kWh, sendo que o valor indexado pode variar entre 0,005€/kWh e 0,009 €/kWh.
Para que se possa vender o excedente, é necessário: 1) a UPAC tem de estar registada na DGEG, 2) ter contador bidirecional, 3) ter um CPE (código de ponto de entrega) de produção à semelhança do seu CPE de consumo e 4) contrato de venda de energia.
Cumprimentos,
Equipa das energias renováveis

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10/06/2021
, Respondeu:

A sua resposta foi muito esclarecedora. Pelo que diz, se os habitantes da casa estiverem fora durante o dia, só com o frigorifico a consumir, não se justifica a aquisição de paineis?
Para a venda do excedente à rede é necessário uma capacidade de produção de energia mínima?
Obrigada

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03/12/2020

Boa tarde!
Eu gostaria de saber se eu que já tenho mcp e contar bidirecional e estou a comubnicar com a rede
o que necessito de fazer para vender o excedente e como é que consigo ver o que tenho de excedente

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19/10/2020

Não entendo que tenha de enviar para a rede o excedente produzido em auto consumo. Qual a legislação que preconiza este procedimento? No meu modesto entender em autoconsumo toda a energia produzida deveria ser abatida na fatura do fornecedor(EDP)

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19/10/2020
, Respondeu:

Concordo plenamente. É também o meu caso. Tenho SEIS paineis em auto consumo e a EDP está a vender (lucrar) aquilo que lhe forneço de BORLA. É só ganhar. O meu excesso de produção, no mínimo, devia ser abatido na minha factura mensal. Mesmo a um preço menor ao que a EDP cobra aos seus consumidores. Já agora, também gostava de conhecer a LEGISLAÇÃO que protege e favorece, neste capítulo, a EDP. Recebe grátis e e vende o " produto " dos outros.

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21/10/2020
, Respondeu:

Boa tarde,

Ao abrigo do decreto de lei nº 162/2019, pretende-se que a produção de energia por painéis fotovoltaicos seja para autoconsumo e não para venda de energia à rede, como era anteriormente no caso das Microgerações.

O objetivo é que a energia produzida seja totalmente consumida e não injetada na rede. Por este motivo é extremamente importante que antes da instalação da UPAC (Unidade de produção em Autoconsumo) se analisem os consumos elétricos e a sua variação ao longo do dia e posteriormente se ajuste a produção de energia a esses valores.

No caso de existir energia excedente, a mesma pode ser injetada na rede e comprada pelo comercializador de ultimo recurso (CUR) que neste caso é a EDP Distribuição ou por outro comercializador do mercado livre. Poderá consultar a ACEMEL (Associação de comercializadores de energia no mercado liberalizado) e obter a informação relativa aos comercializadores que neste momento estão a comprar energia proveniente das UPAC`S.

O seu valor é calculado tendo em consideração a indexação do preço de energia elétrica no mercado diário (OMIE) com uma penalização sobre esse valor. O valor dessa penalização depende da entidade que está a comprar a energia, e pode ser um valor fixo ou um valor indexado ao preço de compra da energia. O valor do preço fixo anda entre os 0,035€/kWh e os 0,039 €/kWh, sendo que o valor indexado pode variar entre 0,005€/kWh e 0,009 €/kWh.

Para que se possa vender o excedente, é necessário: 1) a UPAC tem de estar registada na DGEG, 2) ter contador bidirecional, 3) ter um CPE (código de ponto de entrega) de produção à semelhança do seu CPE de consumo e 4) contrato de venda de energia.

No caso de uma UPAC já instalada, e para que se possa decidir o que fazer, ou seja vender a energia excedente ou acumular em baterias, temos de saber quais foram os equipamentos instalados (painéis e inversor/microinversores), sua potência e saber qual a energia produzida que não é consumida.

Sendo assim, solicitamos o envio dessa informação para que possamos auxiliar na decisão final com vista ao retorno mais rápido do investimento já realizado.

Cumprimentos,

Equipa das energias renováveis

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24/10/2020
, Respondeu:

O contrato que tem é com EDP Comercial. A rede é REN. Se tiver certificada/registada a sua instalação na DGEG, será atribuído um CPE de produção que pode usar para contratar com uma comercializadora a venda do excedente. Não precisa de ser com a EDP.

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05/01/2021
, Respondeu:

Caro Gaspar, só cede o excedente à EDP se quiser, pois eu também tenho uma UPAC com 5 paineis fotovoltaicos monocristalinos mas a empresa que me instalou bloqueou a descarga do excedente, a meu pedido, para que a mesma não fosse parar à EDP de borla.
quando a EDP ou outro comercializador quiser pagar valores decentes, então eu vendo.
Só para que se tenha uma ideia, estão a comprar a 2 e 3 cêntimos o KW e a vender, por exemplo, nas estações de carregamentos rápidos para automóveis elétricos a 35, 40 e 45 cêntimos o kw.
É ou não é um roubo? - Sim, porque toda a produção que compram aos particulares é a que injetam nas estações de carregamentos auto e não nas nossas casas, pois aí está tabelado e não podem ultrapassar valores entre os 9 e os 19 cêntimos o kw.

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15/01/2021
, Respondeu:

Bom dia Sr. Luís Monteiro,

Ao abrigo do decreto de lei nº 162/2019, pretende-se que a produção de energia por painéis fotovoltaicos seja para autoconsumo e não para venda de energia à rede, como era anteriormente no caso das Microgerações.
O objetivo é que a energia produzida seja totalmente consumida e não injetada na rede. Por este motivo é extremamente importante que antes da instalação da UPAC (Unidade de produção em Autoconsumo) se analisem os consumos elétricos e a sua variação ao longo do dia e posteriormente se ajuste a produção de energia a esses valores.
No caso de existir energia excedente, a mesma pode ser injetada na rede e comprada pelo comercializador de ultimo recurso (CUR) https://www.erse.pt/eletricidade/funcionamento/comercializacao/#comercializadores-de-ultimo-recurso-(cur) ou por outro comercializador do mercado livre. Poderá consultar a ACEMEL (Associação de comercializadores de energia no mercado liberalizado) e obter a informação relativa aos comercializadores que neste momento estão a comprar energia proveniente das UPAC`S.
O seu valor é calculado tendo em consideração a indexação do preço de energia elétrica no mercado diário (OMIE) com uma penalização sobre esse valor. O valor dessa penalização depende da entidade que está a comprar a energia, e pode ser um valor fixo ou um valor indexado ao preço de compra da energia. O valor do preço fixo anda entre os 0,035€/kWh e os 0,039 €/kWh, sendo que o valor indexado pode variar entre 0,005€/kWh e 0,009 €/kWh.
Para que se possa vender o excedente, é necessário: 1) a UPAC tem de estar registada na DGEG, 2) ter contador bidirecional, 3) ter um CPE (código de ponto de entrega) de produção à semelhança do seu CPE de consumo e 4) contrato de venda de energia.
Cumprimentos,
Equipa das energias renováveis

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15/01/2021
, Respondeu:

Boa tarde Sr. Luis, importa-se de me dizer qual foi a empresa que lhe fez a instalação! De forma a evitar publicidade envie a resposta para o meu email. Agradecido!(lino.conde@agr-afonso3.net)

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14/02/2021
, Respondeu:

Caro Luís Monteiro
Pode "explicar-me" sff como "conseguiu" (como se consegue) bloquear a injecção de energia na rede?
Obrigado

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14/02/2021
, Respondeu:

Caro Pedro Pampulha
Sff, pode explicar-me se com painéis a produzir mas sem o contador bi-direccional se a produção "conta" como "consumo"?

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15/02/2021
, Respondeu:

Viva Pedro. Hoje falei com alguém da DGEG. Tenho uma instalação feita recentemente ao abrigo do Fundo Ambiental com 3.3kW instalados. Claro que no Verão, durante o dia, terei excedentes. A funcionária da DGEG informou-me que a partir do momento em que tenha o contador bidirecional os kw injetados na rede serão deduzidos na minha fatura (se injetei 10kw por exemplo num mês, terei direito a esses 10 kw no mês seguinte). Isto não se trata de venda de energia mas sim de um conceito Net-Metering que em Portugal não deve interessar a muita gente...
Leia-se a situação, por exemplo, no Brasil:
"Sistema de Compensação de Energia Elétrica, também conhecido pelo termo em inglês net metering, é um procedimento no qual um consumidor de energia elétrica instala pequenos geradores em sua unidade consumidora (como, por exemplo, painéis solares fotovoltaicos e pequenas turbinas eólicas) e a energia gerada é usada para abater o consumo de energia elétrica da unidade. Quando a geração for maior que o consumo, o saldo positivo de energia poderá ser utilizado para abater o consumo em outro posto tarifário ou na fatura do mês subsequente.
As políticas de net metering podem variar de acordo com os países, estados ou cidades.(2) Diferentemente do feed-in tariff (FIT) ou medição por tempo de uso (TOU), o net metering pode ser implementado sem requerer nenhuma medição especial, ou mesmo qualquer acordo ou notificação prévia.(3)
Net metering é uma política destinada a promover o investimento privado em energia renovável."
De salientar que este saldo positivo pode ser acumulado e gasto até um período de 60 meses no Brasil... Mas em Portugal não há kw/kw há sim venda de kw a 0,003€ e compra a ,15€... O que é isto? É assim que pensam motivar os particulares a produzirem a sua própria energia?
O Sr. Secretário de Estado João Galamba fazia um brilharete se aplicasse este sistema em Portugal. Mas claro.... nós só somos Portugal e estamos na Europa!
Espero ansiosamente que esse dia chegue .... Obrigado

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05/06/2021
, Respondeu:

Boa tarde Sr. Luis, importa-se de me dizer qual foi a empresa que lhe fez a instalação! De forma a evitar publicidade envie a resposta para o meu email. Agradecido!
rsms.ar@gmail.com

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14/07/2021
, Respondeu:

Tenho a mesma dúvida e gostava de saber qual a solução mais vantajosa para mim? Para onde posso enviar os detalhes da minha UPAC?

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19/10/2020

Boa tarde, é verdade que o excedente de produção de energia produzida em auto consumo, se o contador não for alterado para (contador bidirecional ou também denominado contador inteligente) pagarei neste caso à EDP o excedente produzido, como consumo?
Digamos que num contador antigo, ele não sabe ler, se a eletricidade que passa por ele é consumo ou é excesso de produção, e assim ele lê como consumo!!!!.

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19/10/2020

O que tenho lido é que só podemos ter painéis para auto consumo

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19/10/2020
, Respondeu:

Certo. Concordo. DISCORDO que o excesso seja um lucro para e EDP.

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24/09/2020

Há mais de 1 ano que estou a produzir e consumir energia de painéis solares.
Como posso receber monetariamente, a energia não consumida e injetada na rede?
Obrigado
ommendonca@sapo.pt

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09/10/2020
, Respondeu:

Boa tarde,

Possui a instalação certificada pela DGEG, com a emissão do certificado de exploração?

Caso a sua instalação já tenha sido efetuada de acordo com o novo DL de 2019 e atualmente em vigor, e caso a mesma tenha uma potencia superior a 30kW, a DGEG deveria ter entrado em contacto diretamente com a EDP para celebração de contrato de compra e venda de energia. Caso a sua instalação seja inferior a 30kW (mera comunicação previa) MCP, poderá ser efetuado um contrato de compra e venda com uma empresa qualquer do mercado.

É pratica comum no mercado ser a empresa que lhe fez a instalação do sistema fotovoltaico a ajudar/encaminhar neste tipo de situações.

Foi efetuada alguma alteração de contador ou reconfiguração do existente desde que instalou o sistema fotovoltaico?

Espero ter ajudado dentro da informação que indicou

Melhores cumprimentos

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07/11/2020
, Respondeu:

Obrigado

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21/09/2020

eu registei-me de propósito so para dizer isto:

depois de exaustiva pesquisa que já dura à anos eu chego a conclusão que estes programas de UPP são a maior falcatrua feita em Portugal no seculo 21, vejamos:

o programa de venda de energia à rede é uma mera falcatrua para a EDP atingir 3 objetivos:

Obj 1: vender equipamentos aos interessados com retorno de- de 5% ao ano, ou seja o produtor ganhar -5% e a EDP ganha 100% e isto porque razão existe as empresas "chave na mão" onde todas pagam a EDP, para instalar equipamentos de tão simples instalação que vêm com todos os requisitos de fabrica, nem é a EDP nem a empresa instaladora que queria os sistemas, eles vêm de fabrica já criados, estas empresas só instalam e arrecadam o lucro.

Obj 2: e o mias flagrante de todos comprar eletricidade mais barata que o custo de produção lol a 0.03 € KWH, não se metam nisso a sério o retorno do investimento seria -1% mais vale comprarem obrigações de empresas.

obj 3: e o mias disparatado de todos e uma prova clara que a EDP só quer mesmo lucrar à conta da label "amigos do ambiente" e "microgeração", é o facto de a pessoa ter de contratar à EDP uma potencia de consumo igual à potencia de fornecimento, isto é de doidos, ou seja se eu produzir 250KWH, tenho de contratar um consumo de 250KWH, isto é o negocio da china a 0.03€ / KHW duvido que vá cobrir a despesa da potencia contratada haha.

para finaliza eu acredito mesmo que a direção de todas as empresas na marca EDP não passam de ratos de esgoto a tentarem encher a barriga à conta dos menos informados, e não sei se não estou a insultar os ratos que são seres vivos e merecem respeito também.

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16/09/2020

Tenho uma instalação de fotovoltaicos, vai para 15 anos, vendo a eletricidade produzida á EDP, com quem tenho contrato, que já terminou ao fim de 10 anos, mas posso continuar como é o caso. Pregunto. O que fazer para recerter a produção para autoconsumo. Posso concorrer aos incentivos para a melhoria energética da casa, pelas janelas etc. etc.? E, por ultimo Qual a firma que me ode ajudar nesta zona de Trás- Os- Montes?!!,,,

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25/09/2020
, Respondeu:

Olá Manuel, 

Relativamente ao procedimento a efetuar, os passos que o Sr. João Caldeira partilhou consigo e com a comunidade estão corretos, tendo em consideração a legislação em vigor.

Antes de proceder a essa alteração deverá analisar o valor que atualmente lhe estão a pagar, tendo em conta a sua produção, isto porque se durante o dia não tiver consumo não lhe é muito vantajoso passar para o autoconsumo, pois parte da energia produzida é injetada na rede.

Pode também efetuar um contrato de venda de excedente, mas o valor de compra do KWh produzido ronda os 3,5 centimos (valor que pode variar consoante o preço do OMIE, ou seja o preço de compra de energia pelo comercializador).

Pode também avaliar a possibilidade de colocação de baterias, com a aquisição de um novo inversor híbrido ou com a colocação de outro inversor que só irá trabalhar com as baterias (retrofit). No caso de possuir corrente trifásica então deverá colocar um inversor híbrido.

Relativamente aos apoios sugerimos que consulte a informação disponível no site www.fundoambiental.pt .
Sugerimos também que consulte 2 a 3 empresas da sua zona, analise os orçamentos e escolha a empresa que lhe ofereça mais confiança.

Esperamos ter ajudado, caso tenha alguma questão adicional, disponha. 

Obrigado, 
Equipa Energias Renováveis

Melhor resposta
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23/09/2020
, Respondeu:
Melhor resposta

Boa tarde,

É possivel alterar a instalação de uma Microprodução para uma UPAC procedento da seguinte forma: (copia integral de email da Direção Geral de Energia e Geologia)

"Exmo. Sr. ,

No seguimento da solicitação (infra), informamos que pretendendo converter a sua unidade de microprodução/UPP para unidade de produção para autoconsumo (UPAC), deverá remeter, para o email autoconsumo@dgeg.gov.pt, uma declaração do produtor (poder-lhe-ei facultar esta minuta) a prescindir do registo de UPP/microprodução/miniprodução com a finalidade de enquadramento no regime jurídico da produção para autoconsumo.

Os registos de unidades de produção para autoconsumo são efectuados através do portal electrónico da DGEG, disponível em apps.dgeg.gov.pt/.../.
Para efetuar o registo pretendido, deverá proceder do seguinte modo:
i) Efectuar o registo de produtor (com os dados do produtor), após o qual serão geradas credenciais de acesso à sua área pessoal e enviadas para o correio electrónico fornecido no registo;
ii) No menu Entidades seleccionar uma das seguintes opções:
- Nova entidade (UPAC) (para produtor de UPAC individual);
- Nova entidade Coletiva (para registar uma entidade gestora de autoconsumo coletivo);
- Nova Entidade CER (para registo de uma comunidade de energia renovável – CER);
- Nova entidade (UPP) (para registo de unidade de produção destinada à venda total de energia à RESP, com potência até 1 MW).
iii) Ao preencher os dados de inscrição de produtor irá receber um email para conclusão da inscrição sendo atribuído um nome de utilizador com definição de uma palavra-chave.
iv) Novamente na página inicial, clicar em Entrar (canto superior direito do ecrã) com as credenciais de acesso, nome de utilizador e palavra-chave seleccionada;
v) Dentro da área pessoal, no menu AUTOCONSUMO/CER ou UPP (conforme aplicável), deve seleccionar:
- Para autoconsumo, Nova MCP para Mera Comunicação Prévia (até 30 kW de potência instalada) ou Nova UPAC para registo (acima de 30 kW de potência instalada)
- Para UPP, Nova UPP
vi) Proceder à inserção da informação e gravar o registo.
Para mais informações consultar www.dgeg.gov.pt em Áreas Setoriais » Energia Elétrica » Unidades de produção para autoconsumo, CER e UPP.
Mais se informa que a declaração a solicitar enquadramento no regime jurídico do autoconsumo será enviada para a SU Eletricidade e EDP Distribuição para rescisão do contrato actual.
É importante notar que a conversão do registo implica a adaptação da unidade de microprodução/miniprodução para unidade de autoconsumo nos termos do Decreto-Lei n.º 162/2019, de 25 de outubro e do Despacho n.º 46/2019, de 30 de Dezembro."




Em termos de alteração da ligação elétrica que possui, poderá utilizar o mesmo inversor e fazer a ligação do sistema ao Quadro Geral de Baixa Tensão da sua habitação que neste momento está ligada ao contador de venda de acordo com os esquemas de ligação disponibilizados pela DGEG.
Trabalho no sector e não lhe sei indicar empresas que falam este serviço na zona pretendida mas em Braga existem diversas empresas que poderá contactar.

Espero ter sido util

Obrigado
João

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15/09/2020

Bom dia, Alguém que tenha estado durante uns bons anos a vender energia à rede através de UPP e agora queira aproveiotar a instalação para um autoconsumo o que terá de fazer? O inversor fica o mesmo?

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25/09/2020
, Respondeu:

Olá Nuno, 

Relativamente ao procedimento a efetuar, os passos indicados pelo Sr. João Caldeiraestão corretos, tendo em consideração a legislação em vigor.

Antes de proceder a essa alteração deverá analisar o valor que atualmente lhe estão a pagar, tendo em conta a sua produção, isto porque se durante o dia não tiver consumo não lhe é muito vantajoso passar para o autoconsumo, pois parte da energia produzida é injetada na rede.

Pode também efetuar um contrato de venda de excedente, mas o valor de compra do KWh produzido ronda os 3,5 cêntimos (valor que pode variar consoante o preço do OMIE, ou seja o preço de compra de energia pelo comercializador).


Pode também avaliar a possibilidade de colocação de baterias, com a aquisição de um novo inversor híbrido ou com a colocação de outro inversor que só irá trabalhar com as baterias (retrofit). No caso de possuir corrente trifásica então deverá colocar um inversor híbrido.

Obrigado, 

Equipa Energias Renováveis

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23/09/2020
, Respondeu:

Bom dia,

Se o objetivo é gastar pouco e tentar rentabilizar um sistema que de momento não lhe trás nenhuma mais valia, poderá utilizar o mesmo equipamento mas ás ligações elétricas terão de ser alteradas de acordo com o DL em vigor. Para um estudo mais pormenorizado que tenha impacto sobre a poupança efetiva que irá ter resultante da alteração da microgeração para UPAC deverá contactar uma empresa especializada do sector para lhe fazer um estudo simples.

Melhores cumprimentos,
João

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12/09/2020

Boa noite.

Gostaria que me pudessem ajudar sobre o tema energia eólica e energia solar para auto-consumo.

Qual o melhor investimento? Qual rende mais? Se é possível ter os dois sistemas em conjunto?

Pretendo um sistema que me ajude na fatura mensal, visto estar a construir um projecto que me vai encarecer a fatura, pois irei gastar energia durante o dia e noite.

Já agora, o consumo estimado para o projecto rondará os 1800w/h mais o consumo diário de uma habitação, que possibilidades poderei eu ter?

Obrigado

Nuno RIbeiro

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16/09/2020
, Respondeu:

Olá Nuno, 

Regra geral para a produção de energia são utilizados os painéis fotovoltaicos, pois ao longo do ano apresentam uma produção sem grandes variações e, dependendo do local, podemos calcular em rigor qual a sua produção recorrendo a programas específicos, como por exemplo o PVGIS. 

Requerem também uma menor manutenção e possuem menor desgaste ao longo do tempo. 

De qualquer forma, é possível ter os dois sistemas a funcionar, mas deverá ter em consideração que nem todas as marcas permitem esta solução. 

Para o cálculo da quantidade de painéis fotovoltaicos deverá saber qual o consumo esperado ao longo do dia em KWh. Por exemplo para um sistema de 1500W de painéis fotovoltaicos, a média anual da produção diária é de 6KWh, ou seja, se o seu consumo for superior então deverá aumentar a quantidade de painéis. 

No caso de ponderar no futuro a colocação de baterias, então deve optar pela compra de um inversor híbrido.

Esperamos ter ajudado. Estamos ao dispor para qualquer questão adicional. 

Obrigado, 

Equipa Energias Renováveis

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16/09/2020
, Respondeu:

Obrigado pelo esclarecimento.

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02/08/2020

A minha questão prende-se com o custo de instalação de contador para vender á rede? Sabemos que a EDP instalou e contratou num conjunto de moradias, a possibilidade de venda de energia de excedente de cada uma das moradias para o restante bairro que não aderiu!!! Assim como desencadear este processo de venda á rede quando somos particulares com mais de 50% de excedente?
M C

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17/08/2020
, Respondeu:

Olá Vasco.

Em primeiro lugar, cá está um excelente exemplo de um sistema fotovoltaico para autoconsumo... com 50% de produção em excedente! Continuamos a não perceber esta realidade e temos repetidamente debatido esta questão: não faz qualquer sentido ter sistemas fotovoltaicos de autoconsumo sobredimensionados! É um (des)investimento totalmente descabido e que só faz com que o prazo de retorno do investimento dispare!

A venda de excedente em autoconsumo é um péssimo negócio para o Consumidor: não só as tarifas de venda só muito baixas (quase zero euros) como o consumidor fica obrigado a um conjunto de requisitos complexos (pagar um contador para medição da produção, seguros...). Ou seja, não compensa de todo! Se quiser avançar, terá de contactar um comercializador para negociar a compra do excedente e tratar com a DGEG e a EDP Distribuição com a parte burocrática e técnica.

Pergunta: não será melhor ficar como está (sem venda de excedente à rede)? Se tem um excesso de produção fotovoltaica, não consegue alterar o perfil de consumo da sua habitação de modo a conseguir aproveitar o excesso de produção? Como produz água quente sanitária? A utilização de bombas de calor/termoacumuladores elétricos de modo a arrancarem nas horas de excesso pode ser uma solução interessante para tentar absorver o excesso de produção do sistema fotovoltaico.

A Equipa Energias Renováveis

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03/08/2020
, Respondeu:

Olá Vasco, 

Agradecemos a sua participação na Comunidade de Energias Renováveis.
Devido ao período de férias, a nossa capacidade de resposta está temporariamente reduzida, mas voltaremos com brevidade para responder a esta e muitas outras questões. 

Agradecemos, desde já, a sua compreensão.  

Equipa de Energias Renováveis

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15/07/2020

Quais são as empresas que podem comprar a electricidade excedente duma UPAC

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23/07/2020
, Respondeu:

Olá Alan,

No decreto-Lei n.º 162/2019 de 25 de outubro, artigo 4.º- Remuneração, pode verificar o seguinte:

1 — A energia excedente do autoconsumo pode ser transacionada:

a) Em mercado organizado ou bilateral, incluindo através de contrato de aquisição de energia renovável;
b) Através do participante no mercado contra o pagamento de um preço acordado entre as partes;
c) Através do facilitador de mercado

Sugerimos que contacte qualquer um dos comercializadores de energia e solicite informação relativa às condições de compra da sua energia produzida.

Deverá também ter em consideração que o valor de venda ronda os 0.03€ por KWh produzido e poderá apenas compensar a sua venda caso tenha um excedente grande.

Esperamos ter ajudado. Caso tenha mais alguma questão, disponha. 

Obrigado, 

Equipa Energias Renováveis

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02/07/2020

Caro João,

o que pretende é instalar e operar uma Unidade de Pequena Produção (UPP). Deverá consultar o atual DL 76/2019 onde estão indicadas as atuais "regras de jogo" para o que pretende.

Recomendamos que contacte a DGEG e a EDP Distribuição: a primeira para o informar melhor dos reais procedimentos a efetuar para o licenciamento e entrada em operação da UPP e a segunda para que lhe garantam que a IU (ou o ponto de consumo) onde a UPP apresenta a devida viabilidade técnica para o efeito.

De salientar que "A instalação do centro eletroprodutor é efetuada por entidade instaladora de instalações elétricas de serviço particular ou técnico responsável pela execução de instalações elétricas habilitados nos termos da legislação aplicável." pelo que recomendamos o contacto de entidades equiparáveis (na DGEG deverão poder apresentar uma listagem com estas entidades) e que lhes solicite um serviço "chave-na-mão"- ou seja, que a entidade instaladora proceda a todos os passos burocráticos obrigatórios e que entrege a UPP em pleno funcionamento.

A negociação da venda da produção é com um Comercializador (dependendo do modelo de remuneração escolhido) ou, no limite, com o CUR (Comercializador de Último Recurso).

A Equipa Energias Renováveis

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03/07/2020
, Respondeu:

Bom dia, Já se conhece quais os valores que cada operador está a oferecer na compra de kw? posso ter um fornecedor de electricidade diferente daquele a quem vendo?

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06/06/2020

Boa noite,

Pelo que me aprcebi pela conversa, se eu instalar paineis fotovoltaicos na minha casa, tenho que continuar a pagar à empresa fornecedora de energía? Se sim, porque tenho que pagar por energia que vem do sol? Que a empresa fornecedora de energia não gastou nenhum recurso para eu obter essa mesma energia.

Cumprimentos.
Obrigado.

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09/06/2020
, Respondeu:

Caro Jorge,

Não necessariamente! Se desenhar um sistema baseado no sol, vento e baterias (e um gerador a diesel), pode desligar-se da RESP. Assim, não terá sequer contador na sua habitação e será totalmente independente da rede pública de eletricidade! Onde está a dúvida? Agora, a partir do momento que se mantiver ligado à RESP, tem de pagar para ter eletricidade em casa, tão simples quanto isso, mesmo que não compre um único kWh de eletricidade. Está, no fundo, a pagar pela "disponibilidade" do serviço - imagine num dia em que tem de recorrer de emergência à RESP por falha do sistema renovável.

A Equipa Energias Renováveis

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04/09/2020
, Respondeu:

A dúvida está no controlo do consumo.
O Ricardo disse "Agora, a partir do momento que se mantiver ligado à RESP, tem de pagar para ter eletricidade em casa, tão simples quanto isso, mesmo que não compre um único kWh de eletricidade. ", se não compro nenhum kwh porque tenho que pagar? So deveria pagar o consumido e o aluguer do contador.

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09/09/2020
, Respondeu:

Olá, Jorge. 

O preço final de cada fatura de energia tem como base o seguinte: 

  1. termo variável (preço por KWh consumido);  
  2. termo fixo (preço fixo diário em função da potência contratada); 
  3. taxas e impostos (Taxa de Exploração da Direção-Geral de Energia e Geologia, mposto Especial de Consumo (IEC) e Contribuição Audiovisual (CAV). 
  4. IVA 

Note que, mesmo que não consuma nenhum KWh, terá de pagar todos os outros itens de cada fatura. 

A equipa Energias Renováveis

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05/06/2020

Muito boa tarde.
Depois de muito pesquisar sobre este assunto, continuo com uma dúvida. Se pretender explorar uma UPP, que, segundo percebi, é a designação para quem produz electricidade somente para vender à rede, porque razão, ou melhor, como vou ter um consumo de 50% da minha produção? Não será isto produção para autoconsumo com venda do excedente? Quer isto dizer que, se instalar um sistema de produção de 200 kW, tenho de fazer um contrato de compra de 200 kW e consumir 100 kW?
Desde já agradeço a atenção para a minha dúvida.

Melhores cumprimentos

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09/06/2020
, Respondeu:

Caro Henrique,

a questão que indica está associada a um requisito de as UPP, no ponto de interligação à RESP, terem um consumo na IU igual ou superior a 50% da produção. Ou seja, o SEN quer evitar que existam pontos exclusivos de produção, sem nenhum tipo de consumo associado, e cuja injecção na rede poderia gerar problemas técnicos na mesma. Da mesma forma, criou-se um limite fictício para as potências atribuídas a cada UPP.

Não é uma questão de ter efetivamente de consumir 50% de produção: é uma questão no IU de instalação da UPP, o consumo medido no contador da IU apresentar consumos 50% superiores às medições da eletricidade produzida e injetada na RESP (lidos no contador à saída da UPP).

A Equipa Energias Renováveis

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11/06/2020
, Respondeu:

Olá caro Ricardo,

Agrdeço desde já a sua resposta mas, infelizmente, não me tirou a dúvida. Diz que "Não é uma questão de ter efetivamente de consumir 50% de produção..." mas "...o consumo medido no contador da IU apresentar consumos 50% superiores às medições da eletricidade produzida e injetada". Confuso. Como é que o contador apresenta tais consumos se não forem efetivamente efetuados? Confirma que o contrato de compra tem de ser de potência igual à potência de produção instalada?
Receio que a sua explicação não tenha sido suficientemente clara para mim.
Muito obrigado pela atenção.

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15/06/2020
, Respondeu:

Caro Henrique,

deixe-me tentar explicar isto de outra forma... Reconheço que até a mim isto me faz confusão... 

Imagine que tem a UPP instalada numa IU (instalação elétrica de utilização). Nesta IU, tem um contador, que mede os consumos desta IU - imagine que é uma moradia e que no quintal desta moradia, instalou a sua UPP. Logo, se na moradia consumir XkWh anuais (medidos no contador da habitação, por exemplo), a UPP poderá (ou deverá) injetar (no máximo) até X/2 kWh anuais - poderá injetar mais, mas o consumo na IU deverá acompanhar o aumento.

Aqui, como indicámos, a ideia é que as UPP não estejam associadas a locais de "consumo fantasma": devem estar associados a IUs que tenham um efetivo consumo de eletricidade (e que, no possível, consigam respeitar com este requisito).

Não percebemos bem a questão que coloca. Apenas confirmamos que a potência de ligação tem de ser menor ou igual a 100% da potência contratada no contrato de fornecimento da IU - se contratar um fornecimento de 3.45kVA, não pode injetar mais potência que os 3,45kVA. O outro requisito (o dos 50%) tem a ver com a energia (kWh e não com a potência de pico KVA) consumida na IU vs a produzida na UPP. Em sistemas PV, o fato de funcionarem apenas durante o dia, ajuda a alinhar, em parte, este requisito.

A Equipa Energias Renováveis

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15/06/2020
, Respondeu:

Caro Ricardo,

Mais uma vez agradeço o tempo que dedicou à minha questão mas, continuo confuso. Não consigo perceber a diferença entre uma UPAC e uma UPP visto que, em ambos os casos tem de haver consumo. Imaginemos um terreno com painéis fotovoltaicos e só com uma pequena edificação para instalar os inversores e contadores (um parque fotovoltaico). Que consumo pode ter?
Obrigado mais uma vez.

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17/06/2020
, Respondeu:

Caro Henrique,

pensamos que essas situações (as dos parques fotovoltaicos), devido às potências de injeção envolvidas, têm um outro enquadramento regulatório - não são consideradas UPP e, por isso, terão outro enquadramento regulatório.

A Equipa Energias Renováveis

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24/06/2020
, Respondeu:

Boa tarde a todos,
Gostava de acrescentar nesta interessante conversa, que deveria de haver legislação para que pequenos produtores possam produzir energia independentemente do consumo. O controlo dessa produção deveria ser feito por area/consumo. Se num ramal a EDP sabe que tem sempre muito consumo, não vejo nenhum problema técnico. Assim seria fácil acabar com as centrais termoeléctricas, tão poluentes. E teriamos energia mais barata (temos tanto sol). No final ficávamos todos a ganhar, até a EDP, a longo prazo. Mas há muita gente neste país que só visa cumprir os objectivos a curto prazo.

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25/06/2020
, Respondeu:

Caro Fernando,

infelizmente, a "coisa" não é assim tão simples... A produção e distribuição de eletricidade obriga a que esta cumpra com requisitos muito restritos e controlados a nível da tensão, frequência, ruído, distorções... Ou seja, nós, os Consumidores, "exigimos" que a eletricidade que nos chega a casa (e que adquirimos) cumpra esses parâmetros ou vamos correr o risco de todos os eletrodomésticos que temos começarem a avariar...

O problema reside aí: uma central termoelétrica ´"é ligada" e fica a produzir de forma constante - tendo o seu output controlado e apresentando um impacto mínimo para a rede elétrica. Nas renováveis (em particular no solar e no eólico), ora "está ligado", ora não está... Estas entradas e saídas de linha criam impactos (como uma pedra no charco) que se prolongam por toda a linha e que são muito complexos (e caros) de corrigir... Mais, a própria natureza da eletricidade produzida por estas fontes (geradores eólicos e sistemas fotovoltaicos) apresentam outros fenómenos que precisam de ser também corrigidos de modo a continuarmos a ter uma eletricidade adequada - por exemplo, ao nível da estabilização da frequência.

Não podemos considerar este um problema simples ainda por cima quando a nossa rede elétrica (e a dos restantes países) são muito antigas e estão construídas num modelo de fluxo de eletricidade como este: produção -> distribuição -> consumo. Imaginem a água a fluir de um reservatório (produção) por um tubo (distribuição) até a um ralo (consumo). Se colocarmos mais reservatórios ao longo do tubo, o fluxo fica todo alterado (no limite, até podemos ter a reversão do fluxo para o reservatório inicial).

A Equipa Energias Renováveis

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25/06/2020
, Respondeu:

Muito boa tarde,
Com as tecnologias existentes, todos esses problemas técnicos seriam ultrapassados, haja ele vontade de ao longo do tempo implementar algo útil para a sociedade.
Muitos Cumprimentos

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21/04/2020

Esta resposta continua a ser actual para 2020 ou houve alterações ?

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23/04/2020
, Respondeu:

Olá Miguel,

A que resposta se refere em concreto?

Esta discussão começou ainda com o anterior DL 153/2014 (e regime) de Autoconsumo em vigor e o mesmo foi entretanto revisto no DL 162/2019 (devido, em parte à transposição da Diretiva 2018/2001). Existiram algumas alterações e ligeiras mudanças, mantendo-se no entanto os pilares lançados pelo anterior DL 153/2014.

Obrigado,
Equipa Energias Renováveis

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23/03/2020

Boa Noite,
Os meus pais há uns anos fizeram o investimento em painéis para produção de energia e venda directa à rede.
No inicio o preço de venda era bom mas tem vindo a cair ao longo dos anos, e creio que actualmente se encontra próximo dos 0,07€.
Eu gostaria de saber quais as opções que existem, se é possível outra empresa comprar a um preço melhor, será que é preferível direcionar o painel para autoconsumo?

Cumprimentos

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01/04/2020
, Respondeu:

Olá Gil,

De momento, o preço em regime geral é menor que os 0,07€ por kWh produzido. As potências dimensionadas no antigo regime de microgeração tinham em vista uma grande produção de kWh para o tornar rentável e assim grande quantidade de paineis fotovoltaicos.

O novo regime (Autoconsumo) visa a eficiência energética do consumidor. Começa a ser frequente o uso da palavra Prosumer (produtor + consumidor). Esta alteração poderá valer a pena se tiver grandes consumos elétricos durante o horário solar vendendo o excedente (<0,07€/kWh) à rede, pois o preço a que consome é cerca de 0.15€/kWh (que deixaria de consumir), mais impostos.

Possivelmente poderá não compensar esta última situação se forem pequenos consumos diurnos face a uma tão grande potência instalada no antigo regime.

Normalmente, uma habitação necessita apenas de uma potência instalada entre os 300 e os 1000W de autoconsumo, ao contrário do antigo regime da microgeração que deverá ter instalado potências superiores a 3000 W.

Deve verificar a viabilidade de tal situação.
Caso tenha alguma questão adicional, disponha.


Obrigada,

Equipa Energias Renováveis

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09/04/2020
, Respondeu:

Joaquim Calado

09/04/2020

Tenho uma unidade de Microgeração com inicio de funcionamento em 2010.
Potencia instalada 3840 w
Painéis montados em seguidor solar.
Total da produção vendida (oferecida) à rede.
Consumo próprio média mensal no ano de 2019 350 kwh.
Como proceder para alterar a situação para Auto consumo.

Com os melhores cumprimentos

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16/04/2020
, Respondeu:

Olá Joaquim. 

Recomendamos que contacte a DGEG, que é a entidade reguladora. As unidades de Microgeração estavam reguladas com contratos de compra/venda da eletricidade produzida. Ou seja, deve ter um contrato celebrado, com uma dada validade, para esta unidade de Microgeração.

Sendo assim, o atual enquadramento legal não permite a acumulação, no mesmo CPE, dos dois sistemas (imaginando que mantém parte do sistema na microgeração e a outra parte em autoconsumo).

No nosso entendimento, poderá evoluir de microgeração para autoconsumo (ficando o atual CPE apenas com uma UPAC), após a cessação do atual contrato que tem para a Microgeração. Contudo, o nosso conselho é que o consulte e verifique os termos em que a denúncia, pelo Produtor, pode ser feita.

Recomendamos, ainda, que antes consulte a DGEG e que esta valide uma eventual passagem de Microgeração a UPAC – para que depois não fique sem Microgeração nem UPAC, pois a DGEG (e as outras entidades), podem por qualquer motivo não validar a UPAC.


Esperamos ter ajudado. 
Caso tenha alguma questão adicional, disponha. 


Obrigado, 
Equipa Energias Renováveis

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11/03/2020

Boa noite, tenho uma questão!

Tenho um terreno no Alentejo e pretendia construir um parque fotovoltaico, contactei uma empresa e eles fazem o investimento , e pagam-me uma renda durante 15 anos. Ao fim de 15 anos o parque é entregue ao proprietário a custo zero! Alguma vez ouviram falar em tal situação?! Obrigada aguardo resposta

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04/08/2020
, Respondeu:

qual é a empresa que faz instalação nessas condiçoes?

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19/03/2020
, Respondeu:

Olá Carlos,

Podemos iniciar a discussão sobre este tópico afirmando que o rendimento dos painéis fotovoltaicos vai diminuindo ao longo dos anos com a sua utilização até ficarem obsoletos.

É usual haver uma garantia das marcas de paineis fotovoltaicos de 80% de rendimento em 25 anos e de 10 anos para os inversores, pelo que se em 15 anos o João passar a ser o proprietário da instalação, menos que este rendimento não deverá ter.

A produção dos painéis poderá ser avaliada através do site do PVGIS e/ou softwares PVSYS (entre outros), desde que lhe seja indicada a potência a instalar.

Em relação às questões contratuais, vamos encaminhar as suas dúvidas para um dos nossos especialistas para análise.

Aproveitamos para convidar os membros desta comunidade a partilhar as suas experiências sobre este tópico. As vossas informações podem ser úteis para outros consumidores!

Obrigado,
Equipa Energias Renováveis

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29/02/2020

Gostaria de saber qual a potência mínima necessária para ter 20 painéis a produzir. Tenho neste momento 6,9 mas tenho duvidas se não poderia reduzir a potência.

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10/07/2020
, Respondeu:

Boa tarde, cara Teodora.

A pergunta que faz, pode ter muitas variantes, ppis no mercado existe uma infinidade de paineis que ppdem ir dos 170 a 380W, por painel. A pergunta que deveria fazer, seria mais em saber qual a Pptencia de Produção que ppderia instalar, de forma a baixar o seu custo mensal, com a energia consumida, paga ao seu operador. No melhor caso, qual a melhor solucao tecnica/economica a instalar, de forma a ter o seu retorno np menor espaco de tempo, e depois sim.....comecar a amealhar umas coroas.

MSP ENERGY

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18/10/2019

Boa noite gostaria de saber como fazer para me tornar um pequeno produtor de energia renovável obrigado.

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22/10/2019
, Respondeu:

Olá António,

Se pretende uma UPP (Unidade de pequena produção), deve começar por procurar uma empresa do ramo para que possa avaliar a viabilidade e área de implantação fotovoltaica. Deve avaliar o orçamento e a rentabilidade de acordo com a tarifa de referência. A DGEG é a entidade no qual se pode inscrever, obtendo toda a informação necessária no portal do autoconsumo e registar a sua unidade.

Equipa Energias Renováveis