última atualização: 19/06/2020

Eletrodomésticos vão ter nova etiqueta energética

Há muito que as organizações de consumidores, entre as quais a DECO PROTESTE, reivindicam uma nova etiqueta energética junto da União Europeia. A nova legislação comunitária acaba com as classes A+, A++ e A+++ das etiquetas de vários eletrodomésticos, passando a etiqueta a ostentar uma escala mais simples de interpretar, de A (mais eficiente) a G (menos eficiente). 

A afixação desta nova etiqueta energética passará a ser obrigatória no dia 1 de março de 2021 para os televisores, frigoríficos e arcas congeladoras, máquinas de lavar loiça, de lavar roupa e de lavar e secar roupa. Mas os novos produtos lançados a partir de novembro de 2020 já deverão incluir, no interior da embalagem, a nova etiqueta, além da antiga. Numa fase posterior, em setembro de 2021, será a vez das lâmpadas LED e, só mais tarde, outros equipamentos se seguirão.

Na nova etiqueta energética dos eletrodomésticos, as escalas A+, A++ e A+++ caem para dar lugar a uma escala  mais simples de A (mais eficiente) e G (menos eficiente). Torna-se assim mais fácil escolher eletrodomésticos eficientes e poupados. 

Porquê mudar a escala da etiqueta?

De acordo com um inquérito realizado junto dos consumidores, a escala atual induz em erro. Isto porque a maior parte dos eletrodomésticos situa-se, hoje, nas classes A+, A++ e A+++, deixando as classes inferiores vazias, essencialmente porque os aparelhos menos eficientes foram entretanto desaparecendo do mercado. Muitos consumidores não têm hoje a noção de que um eletrodoméstico A+ é, na verdade, menos eficiente do que a maioria dos aparelhos mesmo tipo.

Para resolver este problema, a União Europeia decidiu rever a escala da etiqueta: as classes “+” desaparecem, dando lugar a uma classificação de A a G, mais fácil de interpretar. A classe A corresponde ao topo em termos de eficiência energética. Inicialmente, esta classe irá manter-se vazia, para encorajar os fabricantes a desenvolverem equipamentos mais eficientes. 

Mas atenção: entre novembro de 2020 e março de 2021, além da nova etiqueta que estará presente na embalagem, os eletrodomésticos têm de continuar a ostentar a antiga nas lojas (físicas e online). Durante esta fase de transição, o consumidor poderá ficar confuso ao verificar que um aparelho A+ na etiqueta antiga passe a ostentar, por exemplo, a classe D na nova etiqueta. E não é um engano do fabricante. Isto acontece por dois motivos. Primeiro, porque, com o novo escalonamento das classes, os equipamentos que se situavam nas classes mais altas na antiga etiqueta passam para classes intermédias na nova. Segundo, porque temos o efeito dos novos e revistos procedimentos de ensaio, mais adaptados às tecnologias e às realidades e que são mais exigentes. Assim, os equipamentos mais eficientes, na nova etiqueta energética e na fase de lançamento, situar-se-ão na classe B ou nas classes inferiores a esta.

Saiba tudo sobre a nova etiqueta energética.


Equipa Energias Renováveis

User name

Junte-se a esta conversa

Participe nesta conversa, deixando o seu comentário ou questão em Produzir eletricidade da comunidade Energias Renováveis

Comentários

Seja o primeiro a comentar
eu disclaimer

O projeto que deu origem a esta comunidade recebeu financiamento através do programa de investigação e desenvolvimento “Horizon 2020”, sob o contrato de subvenção nº749402. Nem a EASME nem a Comissão Europeia são responsáveis pela informação veiculada nem pela utilização das informações contidas na mesma.