última atualização: 10/07/2020

Venda de energia elétrica à rede - o que é preciso?

Boa tarde.

Gostava de saber o que é necessário adquirir (licenciamento, etc), para ter a minha própria unidade de produção de energia fotovoltaica, um conjunto de painéis destinados exclusivamente à venda.

E se o contrato é negociado diretamente com a empresa elétrica a que irei vender a energia? Com a REN?

Muito obrigado,

João Santos

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Comentários

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15/05/2018
Bruno Miguel | Moderador

Olá João,

O Licenciamento segue o Enquadramento legislativo e regulamentar para o Autoconsumo e Pequena Produção distribuída Decreto Lei n.º 153/2014, mas antes de se proceder ao licenciamento e estando o João interessado em vender a totalidade da produção fotovoltaica, designado por UPP, numa fase inicial teve tomar em consideração algums pormenores que precisa de cumprir para que se torne em Pequeno Produtor de energia elétrica.

1. QUEM PODE SER PEQUENO PRODUTOR?
Qualquer pessoa singular ou coletiva, bem como os condomínios de edifícios organizados em propriedade horizontal que disponham de um contrato de compra de electricidade celebrado com um comercializador.

2. ONDE POSSO INSTALAR O SISTEMA DE PEQUENA PRODUÇÃO?
O sistema de pequena produção deve sempre ser instalado no local servido pela instalação de utilização de energia elétrica.

3. QUAL É A POTÊNCIA MÁXIMA QUE POSSO INSTALAR?
A potência de ligação da unidade de pequena produção (UPP) tem de ser menor ou igual a 100% da potência contratada no contrato de fornecimento de energia e não pode ser superior a 250 kW.

4. EXISTEM AINDA OUTRAS CONDIÇÕES PARA O ACESSO À ACTIVIDADE DE PEQUENA PRODUÇÃO?
Sim. É necessário que a energia consumida na instalação de utilização seja igual ou superior a 50% da energia produzida pela respetiva unidade de pequena produção. É tomada por referência a relação entre a energia produzida e consumida no ano anterior, no caso de instalações em funcionamento há mais de um ano, e a relação entre a previsão anual de produção e de consumo de energia, para as instalações que tenham entrado em funcionamento há menos de um ano.

Assim, se a sua habitação corresponde a estas condições, deve procurar um instalador acreditado da sua zona para que lhe possa fazer o projecto e verificar a viabilidade técnica de instalação de uma UPP.

No que respeita ao contrato, a Portaria n.º 32/2018, de 23 de janeiro define em 95 €/MWh a tarifa de referência aplicável em 2018, aproximadamente 0.095€/kWh e mantém o modelo de atribuição de tarifa via leilão sendo importante salientar que a potência a atribuir é segmentada em 3 diferentes categorias: 1) UPP 2)UPP+Veículo elétrico ou 3)UPP + Solar Térmico, podendo obter benefícios nas tarifas.

Para mais informações pode começar por procurar no site da DGEG em SERUP, mais promenores sobre os sistemas de autoconsumo ou pequena produção.

Com os melhores cumprimentos

Equipa CLEAR Portugal

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03/04/2020
Diogo Sá , Respondeu:

Boa tarde. Excelente explicação. O valor do kWh deveria ser 0,095€/kWh e não os 0,95€/kWh.

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09/04/2020
Sílvia Silva | Moderador , Respondeu:

Olá Diogo,

A sua correção está correta, agradecemos. Assim editámos o valor correspondente.

Obrigado,

Equipa Energias Renováveis

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16/05/2018
MARIA ALICE SANTOS SILVA MONTEIRO

Tambem estaria interessada em vender parte da energia acumulada e gostaria da mais detalhes

User name Moderator
16/05/2018
Bruno Miguel | Moderador , Respondeu:

Olá Maria,

Se no seu caso pretende consumir a energia elétrica produzida por painéis fotovoltaicos, pode optar por um sistema de Autoconsumo (UPAC-Unidade de Produção de Autoconsumo) com possibilidade de venda do excedente à rede e não de uma unidade de pequena produção (UPP).

No caso do autoconsumo é aconselhado um estudo criterioso por parte de um instalador acreditado da sua zona que analisará os seus consumos diários para verificar a viabilidade e potência a instalar. Existe a possibilidade de venda dos excedentes, mas com acréscimo de custos inerentes ao licenciamento, instalação e com tarifas mais reduzidas que as de referência para as UPP.

Com os melhores cumprimentos
Equipa CLEAR Portugal

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05/08/2018
Paulo Ferreira

No caso de pretender instalar e vender uma quantidade maior de energia a a 250 kW , qual seria o processo , ou entidade a consultar ? ou simplesmente nao seria permitido ?

Melhor resposta
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10/08/2019
JOSE GASPAR
Melhor resposta

Boas tardes
Possuo cinco painéis foto voltaicos para consumo próprio da energia produzida. Através da aplicação EDP Re:dy, verifico que após o consumo em casa, uma enorme parte da energia produzida, ( energia sobrante ), é injectada na rede.
Assim, com um investimento que me ficou caro, estou, sem querer, a " trabalhar " para a EDP, produzindo e fornecendo-lhe energia que lhe fica de " borla ", e a vende de seguida aos consumidores, por bom preço !!!...
Assim, face ao exposto, pergunto :
1 - Poderá a EDP pagar-me, ou descontar na minha factura mensal de electricidade, a energia por mim produzida e injectada na rede ?
2 - Se afirmativo, quais os passos a dar ?
Obrigado pela resposta.

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10/07/2020
JOSE VIEIRA , Respondeu:

Boa tarde.
A instalacao, está registada como UPAC, e como a EDP não lhe quiz dizer nada, creio que nao deve ter muito consumo em casa, durante o dia. Assim sendo e não consumindo essa eneegia, ela é injectada na rede. Ppderia era armazenar essa energia nao consumida durante o dia, e depois a gastar ao fim dp dia, quando realmente está em casa....a gastar.

MSP ENERGYSOLUTIONS LDA

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24/08/2019
JOAO SEREJO

Boa noite,

Adquiri um imóvel em 2017, que tinha uma Unidade de Micro Produção a funcionar. Fiz a alteração da titularidade do contrato e desde então tudo tem corrido bem.

Contudo, com o passar dos anos, verifiquei uma descida acentuada no valor da fatura da EDP Universal.

Nesta sequência de conversas, apercebi-me da referência à Portaria nº32/2018 que define o preço do kWh em 0,95€.

A título de exemplo, este mês recebi 87,12€ pelos 689 kWh produzidos (0,126 €/kWh).

Peço, pois, ajuda a perceber se a minha situação está bem faturada ou se há motivos para apresentar reclamação.

Obrigado!

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26/08/2019
Bruno Miguel | Moderador , Respondeu:

Olá João,

É de difícil análise determinar uma resposta concreta sobre a sua tarifa de venda sem sabermos pormenores o contrato de Microgeração. Normalmente se for o seu caso você e/ou o anterior titular beneficiaram de um regime bonificado durante 8 anos e posteriormente a um regime geral.

A presente portaria nº32/2018, visa definir a tarifa de referência aplicável durante o corrente ano à eletricidade vendida na sua totalidade à rede elétrica de serviço público (RESP), oriunda de novas unidades de pequena produção (UPP), posteriores à antiga legislação de microgeração, que utilizam fontes de energia renovável.

Informo também que pode encontrar em http://www.omel.es/pt/inicio o preço de mercado de comercialização da energia (geral) que de momento encontra-se a 0,051 €/kWh.

Assim, não prevejo numa primeira instância que tenha uma tarifa (0,126 €/kWh) abaixo do que seria de esperar.

Com os melhores cumprimentos

Equipa Energias Renováveis

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26/08/2019
JOAO SEREJO , Respondeu:

Muito obrigado Bruno!

Apenas por curiosidade, gostaria de aproveitar para questionar se nos (aos proprietários de uma UPP) é permitido:

(1) Vender a Energia a outro fornecedor que possa pagar mais pelo kWw?
(2) Acumular a energia produzida em bateria para posterior consumo doméstico?

Sei que são perguntas gerais, mas apenas procuro uma ajuda a perceber as alternativas disponíveis à data.

Muito obrigado!

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29/08/2019
Bruno Miguel | Moderador , Respondeu:

Olá João,

A energia produzida é injetada na rede pública (RESP) e vendida ao Comercializador de último recurso  (CUR) - entidades titulares de licença de comercialização responsáveis por efetuar o fornecimento de energia elétrica e/ou gás natural, mediante a aplicação de tarifas definidas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Pode encontrar a listagem das CUR de acordo com a sua região de fornecimento no site da ERSE.

A maioria do território continental tem como CUR a EDP Serviços Universal.

Quanto à 2a pergunta, a resposta é sim! Aconselhamos a analisar se sará o mais vantajoso para si.

Com os melhores cumprimentos

Equipa Energias Renováveis

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18/10/2019
Antonio Alberto Ferreira pais Pais

Boa noite gostaria de saber como fazer para me tornar um pequeno produtor de energia renovável obrigado.

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22/10/2019
Bruno Miguel | Moderador , Respondeu:

Olá António,

Se pretende uma UPP (Unidade de pequena produção), deve começar por procurar uma empresa do ramo para que possa avaliar a viabilidade e área de implantação fotovoltaica. Deve avaliar o orçamento e a rentabilidade de acordo com a tarifa de referência. A DGEG é a entidade no qual se pode inscrever, obtendo toda a informação necessária no portal do autoconsumo e registar a sua unidade.

Equipa Energias Renováveis

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29/02/2020
TEODORA CRISTINA VIE SANDE

Gostaria de saber qual a potência mínima necessária para ter 20 painéis a produzir. Tenho neste momento 6,9 mas tenho duvidas se não poderia reduzir a potência.

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10/07/2020
JOSE VIEIRA , Respondeu:

Boa tarde, cara Teodora.

A pergunta que faz, pode ter muitas variantes, ppis no mercado existe uma infinidade de paineis que ppdem ir dos 170 a 380W, por painel. A pergunta que deveria fazer, seria mais em saber qual a Pptencia de Produção que ppderia instalar, de forma a baixar o seu custo mensal, com a energia consumida, paga ao seu operador. No melhor caso, qual a melhor solucao tecnica/economica a instalar, de forma a ter o seu retorno np menor espaco de tempo, e depois sim.....comecar a amealhar umas coroas.

MSP ENERGY

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11/03/2020
CARLOS MELO

Boa noite, tenho uma questão!

Tenho um terreno no Alentejo e pretendia construir um parque fotovoltaico, contactei uma empresa e eles fazem o investimento , e pagam-me uma renda durante 15 anos. Ao fim de 15 anos o parque é entregue ao proprietário a custo zero! Alguma vez ouviram falar em tal situação?! Obrigada aguardo resposta

User name Moderator
19/03/2020
Bruno Miguel | Moderador , Respondeu:

Olá Carlos,

Podemos iniciar a discussão sobre este tópico afirmando que o rendimento dos painéis fotovoltaicos vai diminuindo ao longo dos anos com a sua utilização até ficarem obsoletos.

É usual haver uma garantia das marcas de paineis fotovoltaicos de 80% de rendimento em 25 anos e de 10 anos para os inversores, pelo que se em 15 anos o João passar a ser o proprietário da instalação, menos que este rendimento não deverá ter.

A produção dos painéis poderá ser avaliada através do site do PVGIS e/ou softwares PVSYS (entre outros), desde que lhe seja indicada a potência a instalar.

Em relação às questões contratuais, vamos encaminhar as suas dúvidas para um dos nossos especialistas para análise.

Aproveitamos para convidar os membros desta comunidade a partilhar as suas experiências sobre este tópico. As vossas informações podem ser úteis para outros consumidores!

Obrigado,
Equipa Energias Renováveis

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23/03/2020
Gil Matias

Boa Noite,
Os meus pais há uns anos fizeram o investimento em painéis para produção de energia e venda directa à rede.
No inicio o preço de venda era bom mas tem vindo a cair ao longo dos anos, e creio que actualmente se encontra próximo dos 0,07€.
Eu gostaria de saber quais as opções que existem, se é possível outra empresa comprar a um preço melhor, será que é preferível direcionar o painel para autoconsumo?

Cumprimentos

User name Moderator
01/04/2020
Sílvia Silva | Moderador , Respondeu:

Olá Gil,

De momento, o preço em regime geral é menor que os 0,07€ por kWh produzido. As potências dimensionadas no antigo regime de microgeração tinham em vista uma grande produção de kWh para o tornar rentável e assim grande quantidade de paineis fotovoltaicos.

O novo regime (Autoconsumo) visa a eficiência energética do consumidor. Começa a ser frequente o uso da palavra Prosumer (produtor + consumidor). Esta alteração poderá valer a pena se tiver grandes consumos elétricos durante o horário solar vendendo o excedente (<0,07€/kWh) à rede, pois o preço a que consome é cerca de 0.15€/kWh (que deixaria de consumir), mais impostos.

Possivelmente poderá não compensar esta última situação se forem pequenos consumos diurnos face a uma tão grande potência instalada no antigo regime.

Normalmente, uma habitação necessita apenas de uma potência instalada entre os 300 e os 1000W de autoconsumo, ao contrário do antigo regime da microgeração que deverá ter instalado potências superiores a 3000 W.

Deve verificar a viabilidade de tal situação.
Caso tenha alguma questão adicional, disponha.


Obrigada,

Equipa Energias Renováveis

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09/04/2020
JOAQUIM CALADO , Respondeu:

Joaquim Calado

09/04/2020

Tenho uma unidade de Microgeração com inicio de funcionamento em 2010.
Potencia instalada 3840 w
Painéis montados em seguidor solar.
Total da produção vendida (oferecida) à rede.
Consumo próprio média mensal no ano de 2019 350 kwh.
Como proceder para alterar a situação para Auto consumo.

Com os melhores cumprimentos

User name Moderator
16/04/2020
Sílvia Silva | Moderador , Respondeu:

Olá Joaquim. 

Recomendamos que contacte a DGEG, que é a entidade reguladora. As unidades de Microgeração estavam reguladas com contratos de compra/venda da eletricidade produzida. Ou seja, deve ter um contrato celebrado, com uma dada validade, para esta unidade de Microgeração.

Sendo assim, o atual enquadramento legal não permite a acumulação, no mesmo CPE, dos dois sistemas (imaginando que mantém parte do sistema na microgeração e a outra parte em autoconsumo).

No nosso entendimento, poderá evoluir de microgeração para autoconsumo (ficando o atual CPE apenas com uma UPAC), após a cessação do atual contrato que tem para a Microgeração. Contudo, o nosso conselho é que o consulte e verifique os termos em que a denúncia, pelo Produtor, pode ser feita.

Recomendamos, ainda, que antes consulte a DGEG e que esta valide uma eventual passagem de Microgeração a UPAC – para que depois não fique sem Microgeração nem UPAC, pois a DGEG (e as outras entidades), podem por qualquer motivo não validar a UPAC.


Esperamos ter ajudado. 
Caso tenha alguma questão adicional, disponha. 


Obrigado, 
Equipa Energias Renováveis

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21/04/2020
MIGUEL SILVA

Esta resposta continua a ser actual para 2020 ou houve alterações ?

User name Moderator
23/04/2020
Sílvia Silva | Moderador , Respondeu:

Olá Miguel,

A que resposta se refere em concreto?

Esta discussão começou ainda com o anterior DL 153/2014 (e regime) de Autoconsumo em vigor e o mesmo foi entretanto revisto no DL 162/2019 (devido, em parte à transposição da Diretiva 2018/2001). Existiram algumas alterações e ligeiras mudanças, mantendo-se no entanto os pilares lançados pelo anterior DL 153/2014.

Obrigado,
Equipa Energias Renováveis

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05/06/2020
HENRIQUE CABRITA

Muito boa tarde.
Depois de muito pesquisar sobre este assunto, continuo com uma dúvida. Se pretender explorar uma UPP, que, segundo percebi, é a designação para quem produz electricidade somente para vender à rede, porque razão, ou melhor, como vou ter um consumo de 50% da minha produção? Não será isto produção para autoconsumo com venda do excedente? Quer isto dizer que, se instalar um sistema de produção de 200 kW, tenho de fazer um contrato de compra de 200 kW e consumir 100 kW?
Desde já agradeço a atenção para a minha dúvida.

Melhores cumprimentos

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09/06/2020
Ricardo José Coimbra Paiva Pereira | Moderador , Respondeu:

Caro Henrique,

a questão que indica está associada a um requisito de as UPP, no ponto de interligação à RESP, terem um consumo na IU igual ou superior a 50% da produção. Ou seja, o SEN quer evitar que existam pontos exclusivos de produção, sem nenhum tipo de consumo associado, e cuja injecção na rede poderia gerar problemas técnicos na mesma. Da mesma forma, criou-se um limite fictício para as potências atribuídas a cada UPP.

Não é uma questão de ter efetivamente de consumir 50% de produção: é uma questão no IU de instalação da UPP, o consumo medido no contador da IU apresentar consumos 50% superiores às medições da eletricidade produzida e injetada na RESP (lidos no contador à saída da UPP).

A Equipa Energias Renováveis

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11/06/2020
HENRIQUE CABRITA , Respondeu:

Olá caro Ricardo,

Agrdeço desde já a sua resposta mas, infelizmente, não me tirou a dúvida. Diz que "Não é uma questão de ter efetivamente de consumir 50% de produção..." mas "...o consumo medido no contador da IU apresentar consumos 50% superiores às medições da eletricidade produzida e injetada". Confuso. Como é que o contador apresenta tais consumos se não forem efetivamente efetuados? Confirma que o contrato de compra tem de ser de potência igual à potência de produção instalada?
Receio que a sua explicação não tenha sido suficientemente clara para mim.
Muito obrigado pela atenção.

User name Moderator
15/06/2020
Ricardo José Coimbra Paiva Pereira | Moderador , Respondeu:

Caro Henrique,

deixe-me tentar explicar isto de outra forma... Reconheço que até a mim isto me faz confusão... 

Imagine que tem a UPP instalada numa IU (instalação elétrica de utilização). Nesta IU, tem um contador, que mede os consumos desta IU - imagine que é uma moradia e que no quintal desta moradia, instalou a sua UPP. Logo, se na moradia consumir XkWh anuais (medidos no contador da habitação, por exemplo), a UPP poderá (ou deverá) injetar (no máximo) até X/2 kWh anuais - poderá injetar mais, mas o consumo na IU deverá acompanhar o aumento.

Aqui, como indicámos, a ideia é que as UPP não estejam associadas a locais de "consumo fantasma": devem estar associados a IUs que tenham um efetivo consumo de eletricidade (e que, no possível, consigam respeitar com este requisito).

Não percebemos bem a questão que coloca. Apenas confirmamos que a potência de ligação tem de ser menor ou igual a 100% da potência contratada no contrato de fornecimento da IU - se contratar um fornecimento de 3.45kVA, não pode injetar mais potência que os 3,45kVA. O outro requisito (o dos 50%) tem a ver com a energia (kWh e não com a potência de pico KVA) consumida na IU vs a produzida na UPP. Em sistemas PV, o fato de funcionarem apenas durante o dia, ajuda a alinhar, em parte, este requisito.

A Equipa Energias Renováveis

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15/06/2020
HENRIQUE CABRITA , Respondeu:

Caro Ricardo,

Mais uma vez agradeço o tempo que dedicou à minha questão mas, continuo confuso. Não consigo perceber a diferença entre uma UPAC e uma UPP visto que, em ambos os casos tem de haver consumo. Imaginemos um terreno com painéis fotovoltaicos e só com uma pequena edificação para instalar os inversores e contadores (um parque fotovoltaico). Que consumo pode ter?
Obrigado mais uma vez.

User name Moderator
17/06/2020
Ricardo José Coimbra Paiva Pereira | Moderador , Respondeu:

Caro Henrique,

pensamos que essas situações (as dos parques fotovoltaicos), devido às potências de injeção envolvidas, têm um outro enquadramento regulatório - não são consideradas UPP e, por isso, terão outro enquadramento regulatório.

A Equipa Energias Renováveis

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24/06/2020
FERNANDO SANTOS , Respondeu:

Boa tarde a todos,
Gostava de acrescentar nesta interessante conversa, que deveria de haver legislação para que pequenos produtores possam produzir energia independentemente do consumo. O controlo dessa produção deveria ser feito por area/consumo. Se num ramal a EDP sabe que tem sempre muito consumo, não vejo nenhum problema técnico. Assim seria fácil acabar com as centrais termoeléctricas, tão poluentes. E teriamos energia mais barata (temos tanto sol). No final ficávamos todos a ganhar, até a EDP, a longo prazo. Mas há muita gente neste país que só visa cumprir os objectivos a curto prazo.

User name Moderator
25/06/2020
Ricardo José Coimbra Paiva Pereira | Moderador , Respondeu:

Caro Fernando,

infelizmente, a "coisa" não é assim tão simples... A produção e distribuição de eletricidade obriga a que esta cumpra com requisitos muito restritos e controlados a nível da tensão, frequência, ruído, distorções... Ou seja, nós, os Consumidores, "exigimos" que a eletricidade que nos chega a casa (e que adquirimos) cumpra esses parâmetros ou vamos correr o risco de todos os eletrodomésticos que temos começarem a avariar...

O problema reside aí: uma central termoelétrica ´"é ligada" e fica a produzir de forma constante - tendo o seu output controlado e apresentando um impacto mínimo para a rede elétrica. Nas renováveis (em particular no solar e no eólico), ora "está ligado", ora não está... Estas entradas e saídas de linha criam impactos (como uma pedra no charco) que se prolongam por toda a linha e que são muito complexos (e caros) de corrigir... Mais, a própria natureza da eletricidade produzida por estas fontes (geradores eólicos e sistemas fotovoltaicos) apresentam outros fenómenos que precisam de ser também corrigidos de modo a continuarmos a ter uma eletricidade adequada - por exemplo, ao nível da estabilização da frequência.

Não podemos considerar este um problema simples ainda por cima quando a nossa rede elétrica (e a dos restantes países) são muito antigas e estão construídas num modelo de fluxo de eletricidade como este: produção -> distribuição -> consumo. Imaginem a água a fluir de um reservatório (produção) por um tubo (distribuição) até a um ralo (consumo). Se colocarmos mais reservatórios ao longo do tubo, o fluxo fica todo alterado (no limite, até podemos ter a reversão do fluxo para o reservatório inicial).

A Equipa Energias Renováveis

User name
25/06/2020
FERNANDO SANTOS , Respondeu:

Muito boa tarde,
Com as tecnologias existentes, todos esses problemas técnicos seriam ultrapassados, haja ele vontade de ao longo do tempo implementar algo útil para a sociedade.
Muitos Cumprimentos

User name
06/06/2020
JORGE PRIOLE

Boa noite,

Pelo que me aprcebi pela conversa, se eu instalar paineis fotovoltaicos na minha casa, tenho que continuar a pagar à empresa fornecedora de energía? Se sim, porque tenho que pagar por energia que vem do sol? Que a empresa fornecedora de energia não gastou nenhum recurso para eu obter essa mesma energia.

Cumprimentos.
Obrigado.

User name Moderator
09/06/2020
Ricardo José Coimbra Paiva Pereira | Moderador , Respondeu:

Caro Jorge,

Não necessariamente! Se desenhar um sistema baseado no sol, vento e baterias (e um gerador a diesel), pode desligar-se da RESP. Assim, não terá sequer contador na sua habitação e será totalmente independente da rede pública de eletricidade! Onde está a dúvida? Agora, a partir do momento que se mantiver ligado à RESP, tem de pagar para ter eletricidade em casa, tão simples quanto isso, mesmo que não compre um único kWh de eletricidade. Está, no fundo, a pagar pela "disponibilidade" do serviço - imagine num dia em que tem de recorrer de emergência à RESP por falha do sistema renovável.

A Equipa Energias Renováveis

User name Moderator
02/07/2020
Ricardo José Coimbra Paiva Pereira | Moderador

Caro João,

o que pretende é instalar e operar uma Unidade de Pequena Produção (UPP). Deverá consultar o atual DL 76/2019 onde estão indicadas as atuais "regras de jogo" para o que pretende.

Recomendamos que contacte a DGEG e a EDP Distribuição: a primeira para o informar melhor dos reais procedimentos a efetuar para o licenciamento e entrada em operação da UPP e a segunda para que lhe garantam que a IU (ou o ponto de consumo) onde a UPP apresenta a devida viabilidade técnica para o efeito.

De salientar que "A instalação do centro eletroprodutor é efetuada por entidade instaladora de instalações elétricas de serviço particular ou técnico responsável pela execução de instalações elétricas habilitados nos termos da legislação aplicável." pelo que recomendamos o contacto de entidades equiparáveis (na DGEG deverão poder apresentar uma listagem com estas entidades) e que lhes solicite um serviço "chave-na-mão"- ou seja, que a entidade instaladora proceda a todos os passos burocráticos obrigatórios e que entrege a UPP em pleno funcionamento.

A negociação da venda da produção é com um Comercializador (dependendo do modelo de remuneração escolhido) ou, no limite, com o CUR (Comercializador de Último Recurso).

A Equipa Energias Renováveis

User name
03/07/2020
BRUNO ALCAIDE , Respondeu:

Bom dia, Já se conhece quais os valores que cada operador está a oferecer na compra de kw? posso ter um fornecedor de electricidade diferente daquele a quem vendo?

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