última atualização: 17/01/2020

Quem compra excedente energia. Nova legislação autoconsumir.

Bom Ano Novo a todos!

Tenho 3 painéis solares, num total de 750w. Este ano de 2020 vou aumentar a instalação, por razões de economia, principalmente para contribuir para redução da pegada ecológica, para mais 20 painéis, 6000wp, 10 a nascente e 10 a poente.

Tenho disponibilidade financeira, no entanto gostaria de optimizar o meu investimento.

Questões práticas:

Quem compra o excedente de energia produzido;

A que preço;

Qual o meu investimento em contador de energia ou outras custas para a venda da energia?

Para mim já é negócio suficiente produzir uma boa parte da energia que consumo e injetar, mesmo de forma gratuita energia desde o nascer ao pôr do Sol.

Um Bom 2020 com mudança de paradigma energético.

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  Comentários

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User name Moderator
Bruno Miguel | Moderador
03/01/2020
Melhor resposta

Olá Pedro,

Agradecemos o seu contacto e aproveitamos para lhe desejar um excelente ano.

Valorizamos a sua preocupação na diminuição da pegada ecológica. No seu exemplo, e se tem disponibilidade financeira para investir, pode e deve não só diminuir a sua pegada ecológica como obter retorno financeiro, evitando a injeção de grandes quantidades de kWh para a rede a custo zero.

O investimento no contador e registo será pouco significativo para o que pode obter de acordo com a tarifa de venda €/kWh.

Aconselhamos em primeira análise a verificar toda a informação disponibilizada referente às Unidades de Pequena Produção (UPP) em SERUP da DGEG (http://www.dgeg.gov.pt/) e no novo portal do Autoconsumo (https://apps.dgeg.gov.pt/DGEG/).

Em http://www.dgeg.gov.pt?cr=16664 encontram-se respondidas algumas das dúvidas que possa ter. Caso continue com alguma dúvida, estamos disponíveis para esclarecer.

Sobre o orçamento na caixa e no contador e todo o equipamento que tenha que ser instalado e ligado, apenas uma empresa devidamente acreditada o poderá fazer. É aconselhada uma visita prévia ao local para verificar necessidades, entre elas, a localização possível do contador e distância do inversor, entre outros aspetos.

Um questão importante que gostava de salientar é a orientação dos painéis fotovoltaicos. É usual a instalação orientada para sul (ângulo 30º) para uma maior optimização diária. A orientação a nascente e poente também é possível, mas queremos alertar para as suas limitações e cuidados a serem levados em consideração.

As strings que ligam ao inversor devem ter seguimento MPTT independentes consoante as orientações e existem tecnologias fotovoltaicas, como por exemplo os de filme fino (silício amorfo), que conseguem um pequeno aumento da sua eficiência nestes casos.

A inclinação também é um fator importante pelo que a orientação a nascente ou poente reflete numa inclinação mais elevada para uma maior optimização.

Em https://re.jrc.ec.europa.eu/pvg_tools/en/tools.html#PVP pode verificar as diferenças de produção consoante a orientação, alterando os valores de azimute.

O tipo de orientação que descreve já é muito comum em países da Europa central/norte como a Alemanha, para que se tenha uma potência instalada superior para uma limitação de espaço.

Esperamos ter ajudado.
Caso tenha mais alguma questão, disponha.

Obrigado,
Equipa Energias Renováveis

User name
Pedro Martins
16/01/2020

Boa tarde,

Agradecido pelo esclarecimento, no entanto mantenho uma dúvida que é essencial. Com a actual legislação, o excedente de energia terá que ser vendido ou oferecido entre cooperativas de produtores ou existe alguma limitação legal para as distribuidoras de energia comprarem o excedente.

Assim, seria muito mais conveniente que a empresa a quem o produtor compra energia, EDP Comercial, Iberdrola, Endesa, Galp Energia, Energia Simples ou muitas outras comprassem o excedente, mesmo com valores inferiores ao mercado MIBEL.

Esses acordos comerciais deveriam ser simples e que permitissem a mudança de fornecedor de uma forma fácil. Existe alguma empresa actualmente com interesse em comprar energia verde a baixo custo?

Obrigado,

Pedro Martins

User name Moderator
Bruno Miguel | Moderador
17/01/2020

Olá Pedro,
Agradecemos a questão e aproveitamos para abrir esta discussão a toda a comunidade.

Entretanto, sugerimos que consulte a informação disponibilizada no site do OMIE. Verificará que no ano de 2019 a média aritmética foi na ordem dos 60 EUR/MWh em janeiro. No início deste ano, o valor médio de mercado caiu abaixo dos 40 EUR/MWh.

Para finalizar, consulte, também, o site da Coopérnico – Energia verde, sustentabilidade e cidadania, com quem partilha a preocupação pelo desenvolvimento sustentável!

Obrigado,
Equipa Energias Renováveis

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